Bimbo transfere sede espanhola de Barcelona para Madrid.
Freixenet prepara saída da Catalunha ainda este mês.
Cervejeira San Miguel ruma de Barcelona a Málaga.
Catala Occidente confirma transferência para Madrid.
Empresa proprietária da Cola Cao muda-se para Valência.
Grupo editorial Planeta instala-se em Madrid se houver independência.

Preparar o terreno para os lenines.
É uma lei da física: quando a extrema-esquerda surge em cena, o capital ruma na direcção oposta.
É uma lei da geografia: não há Estado sem capital.
Fala de capital humano?
Quando o capital entra em cena a democracia sai de cena. O paraíso do capital são os regimes autoritários, sem greves e sindicatos nem salários mínimos ou direitos laborais. O quê também sucede o mesmo nos países ditos comunistas? Sim, sucede. Mas isso não implica a inverdade da primeira asserção.
A questão resume-se assim:
Podemos optar entre a ditadura do capital e a ditadura do proletariado . Cada um optará conforme o peso da sua carteira.
Você pode optar sempre pela ditadura do proletariado. Há voos diários para Pequim. Se acha muito mole a ditadura chinesa, há voos diários entre Pequim e Pyongyang.
Quem gosta de viajar para Pequim são os empresários. Parece que por lá o mercado é muito apetecível e a mão de obra pouco piegas
Nem só Pedro. Aqui nem se pode dizer que seja só por isso. É o mesmo efeito que vai fazer muitas empresas fugirem de Londres e não se pode dizer que o Brexit seja a pedido de um descendente bastardo de Engels ou Marx.
É simples lógica: há instabilidade aqui, procuremos estabilidade noutro lado. E torna-se tanto mais fácil quanto, por enquanto, mudar de sede para outro lado de Espanha é mudar dentro do mesmo país (no caso do Brexit seria mudar para outro).
E ainda estou para ver as reacções se isto continuar e os navios começarem a não atracar no porto de Barcelona…
João, parece-me que terá menos a ver com a instabilidade política e social do que com o iminente corte umbilical entre a Catalunha e a União Europeia. Uma ruptura unilateral com Espanha condenará de imediato os catalães a permanecer largos anos fora da UE e da zona euro.
Terão de adoptar moeda própria: não é preciso ser vidente para prever, nesse cenário, uma gigantesca fuga de capitais. Cenário agravado pelo facto de o sector financeiro perder de imediato o acesso aos mecanismos de cooperação proporcionados pelo Banco Central Europeu. O que não sucederá se mantiver sede em território comunitário, o que serve para explicar por que motivo os bancos foram os primeiros a deslocar-se da Catalunha para outras regiões de Espanha.
Chamas – bem – a atenção para o porto de Barcelona, o terceiro maior da Europa em movimentação de mercadorias. A economia catalã depende em larga medida do sector exportador – e exporta 60% dos bens e serviços para a União Europeia.
A perda dos mercados comunitários é um pesadelo para qualquer responsável catalão, tanto ao nível empresarial como ao nível político. Isto explica as clivagens e fracturas que já se verificam na ala independentista, que está longe de ser um grupo homogéneo, ao contrário do que alguns por cá imaginam.
Outro pesadelo seria o do pagamento na nova divisa das dívidas e dos empréstimos contraídos em euros – o que não augura nada de bom para os contribuintes catalães.
Quem tanto se queixa agora de “subsidiar” os pobres da Andaluzia ou da Extremadura não tardaria a ter motivos muitos mais sérios para queixar-se.
Não esquecer que uma Catalunha independente sairá também de imediato do âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Aliás, um estado que (no imediato) não será reconhecido por ninguém na comunidade internacional não será também parte de qualquer tratado internacional.
Os independentistas (ou melhor o grosso dos ingénuos apoiantes dos independentistas) ainda não perceberam umas quantas coisas.
A constituição não se aplica só ao governo regional, que aliás não a reconhece (e estará no seu direito, desde que seja consequente com isso). A constituição também (e sobretudo, porque é esse o objectivo primeiro das constituições democráticas) limita a margem de manobra do governo central. Não cabe a Rajoy aceitar ou negociar um referendo, ou a independência, porque a constituição não lho permite.
Mesmo que uma maioria dos espanhóis quisesse deixar a Catalunha sair, Espanha demoraria anos, talvez décadas, a poder reconhecer e digerir essa opção. E até a secessão ser encaixada no enquadramento jurídico espanhol qualquer cidadão contrário à mesma teria toda a legitimidade para a contestar judicialmente. E isto devia ser óbvio, nessa situação Espanha não pode assinar tratados de cooperação com o novo estado, etc.
O caminho para a independência até pode ser pacífico, mas nunca será fácil. E se o objectivo é estabelecer uma república democrática e não uma ditadura popular, é normal que àqueles que discordam dessa opção seja concedida, no mínimo dos mínimos, a oportunidade de sair.
Queixas de chantagem económica porque empresas e pessoas decidem livremente sair da Catalunha só demonstram a falta de espírito democrático dos apoiantes da independência.
A independência unilateral é isto: não espera nem conta com o apoio da outra parte. E, por isso, é naturalmente mais própria de povos que já não têm nada a perder.
Ambas as partes são responsáveis por pulverizar qualquer oportunidade de consenso. Só que dum lado está o status quo (que bem vistas as coisas, não é assim tão mau). Do outro está o abismo. Façam bom proveito.
Pedro, só uma correcção: o Porto de Barcelona é o 3º maior de Espanha, não da Europa.
Especifico, André: é o terceiro porto mais produtivo da Europa. icia.php?id=253&p=
http://news.portdebarcelona.cat/esp/not
Em termos de carga movimentada, figura no ‘top ten’ da Europa:
http://damex.es/top-10-puertos-europa/
“A economia catalã depende em larga medida do sector exportador – e exporta 60% dos bens e serviços para a União Europeia.
A perda dos mercados comunitários é um pesadelo para qualquer responsável catalão, tanto ao nível empresarial como ao nível político.”
Este mesmo argumento poderia ser usado contra a Inglaterra/BREXIT. Mas onde andam essas fugas massivas na City? Onde andam essas críticas dos fazedores de opinião contra o nacionalismo inglês? Talvez seja uma questão de tamanho. Só se bate nos mais pequenos.
Se a Catalunha gerar atractivos económicos os investidores estarão -se nas tintas se a Catalunha é República ou não. Assim como na Inglaterra.
Perda de atracção tem tido a UE, talvez devido à idade . A idade traz destas coisas. Impotência
Quando estou a falar da estabilidade refiro-me ao momento actual. Se a Catalunha decidisse que declarava independência com efeito para daqui a 2 anos (por exemplo) para poder negociar a saída, isso significaria que ainda teria acesso à UE (por ser parte de Espanha) por esse período e todas essas empresas poderiam preparar a saída. Penso que aquilo que estão neste momento a fazer é sair já por causa do risco de instabilidade social, mais que uma saída real da UE por a Catalunha o fazer.
Há muito que vejo os calimeros catalães como os calimeros alemães que se queixam das transferências para a UE. Dizem que pagam mais do que recebem mas preferem ignorar activamente os benefícios que a incorporação lhes traz. A diferença é que os calimeros alemães são menos e, mesmo que aceitemos serem 12,6% (os votos na AfD, não traduzíveis dessa forma dado que muitos são anti-imigração e não reflectem necessariamente sentimentos anti-UE), não chegam aos 40% (mais ou menos) que existirão na Catalunha.
A/C João
Umas das curiosidades da democracia é que são economicamente menos eficientes do que as ditaduras. Há sindicatos, leis de proteção no trabalho, segurança social, leis de proteção do ambiente, acordos de concertação social. …Ou seja os conflitos são permitidos .
É por isso que em nome da economia se assiste a uma “chinesização ” do mundo. A explicação é sempre a mesma. “Ou mudam, ou nós mudamos. Vejam a Índia e a China “
E para a autodeterminação de um povo a independência económica não é critério, segundo a carta de Direitos Humanos das NU.
“Em todo o caso, é óbvio que nunca poderá ser uma qualquer ideia de auto-suficiência económica a determinar um qualquer “direito à independência” – o que seria de grande parte dos estados no Mundo se assim fosse, num contexto de quase absoluta interdependência? Ainda não chegámos ao ponto de fazer depender a independência de um sólido estatuto de credor avalizado pelas agências de rating…”
Não vejo como retira essa opinião. O crescimento da China pode dar essa impressão, mas estavam numa base tão baixa quando decidiram aceitar o “um país dois sistemas” de Xiaoping que ainda estão longe de grandes eficiências. Tanto quanto vejo, as democracias continuam a ser mais eficientes que qualquer ditadura. Basta olhar para EUA, Alemanha, Reino Unido, etc. Não são perfeitas, claro, mas nem me vou dar ao trabalho de citar Churchill. Tenho a certeza que me compreende.
Nunca advoguei que a independência económica seja necessária para decidir a independência real. Apenas advogo que convém olhar para as consequências da independência. Se as pessoas não estão informadas nem compreendem as consequências reais da independência como é possível que decidam em verdadeira liberdade?
“nem me vou dar ao trabalho de citar Churchill. Tenho a certeza que me compreende.”
Refere-se a esta citação :
The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.
Ou a esta:
Churchill has been criticised for advocating the use of chemical weapons – primarily against Kurds and Afghans.
“I cannot understand this squeamishness about the use of gas,” he wrote in a memo during his role as minister for war and air in 1919.
“I am strongly in favour of using poisoned gas against uncivilised tribes,” he continued.
Poia, infelizmente é desta forma que o poder económico tenta sufocar a vontade dos povos, através da sabotagem. Mas, quando os povos não desistem dos seus objetivos, tudo se ajeita, e volta ao seu lugar. Já vimos esse filme ao longo do tempo.
O povo em que todos excepto os mais irredutíveis nacionalistas andam a domiciliar as suas contas bancárias nas províncias lado fruto dos mesmos receios.
Nacionalistas palermas cujos líderes, em lugar de darem o corpo ao manifesto, há muito domiciliaram as suas contas (quando não o seu domicílio fiscal) no principado “catalão” de Andorra. Mas isso é ética republicana, certamente.
É estranho que os agentes económicos catalães não queiram investir na “República Popular da Catalunha”.
Porque será?
Mas agora tem acesso ao segredo bancário?
Não são só os terríveis “capitalistas” que põem o capital fora da Catalunha. 017-05-09/pujol-audiencia-nacional-jose-d e-la-mata-ferrusola_1379314/
Pujol, chefe de fila do nacionalismo catalão, traçou a rota. Uma figura exemplar, pelo menos a esse nível.
https://www.elconfidencial.com/espana/2
Quem pagou a Pujol? Quem pagou supostamente a Sócrates? O Estado é a gamela das corporações. Do capitalismo. No fim nós pagamos
Não preciso.
Quanto aos cidadãos individuais, as filas nas agências bancárias de fronteira falam por si. Somam-se as entrevistas que têm vindo a ser publicadas com gestores bancários, e os diversos artigos nos jornais económicos que explicam o leque de opções ao dispor dos pequenos aforradores. A dimensão da fuga faz-se notar nos acessos à linhas de crédito que os bancos (ex-)catalães têm vindo a pedir junto do BCE.
Quanto aos líderes independentistas, como o Pedro indica, é pública a opção por Andorra. Faz parte de investigações jornalísticas e judiciais, e nalguns casos (e.g. alguns jogadores de futebol) é assumida pelos próprios.
O Nuno lá sabe….
Um poder político que afugenta o poder económico condena o povo à miséria. Mesmo quando há petróleo, como o triste caso da Venezuela bem documenta.
E um poder económico que amedronta um poder político condena a democracia à miséria. Como é o triste caso de toda a Europa. Talvez daí os novos nacionalismos
Um poder político amedrontado não é poder: é uma farsa.
Este projecto europeu é uma caricatura de um projecto politico democrático.
Pedro, que tal mandar um bomba atómica sobre a Catalunha? Ou mesmo transferência forçada da população para Madagáscar?
Esses tipos são como a peste….
Se lhes acabar o pão que comam brioche….ou então que façam coisa parecida aos de Madrid.
Especialista em bombas atómicas é o Kim da Coreia. Parceiro ideológico da CUP catalã.
A sério? Aqueles 80% do referendo de 2014 eram todos coreanos?
As contas do “referendo” catalão são à moda da Coreia: dão mais de 100% de votos. bci-resultados-simulacro-referendum-suma n-10088-por-ciento-votos-201710021047_no ticia.html
http://www.abc.es/espana/catalunya/a
No dia 9 de novembro de 2014, foi realizada uma consulta popular sobre a independência da Catalunha, sem caráter vinculativo. Os resultados desta consulta, onde participaram 2,3 milhões dos 6,3 milhões de catalães com direito a voto, deram vitória de 80,72% ao “sim” em ambas as perguntas — “Quer que a Catalunha seja um Estado?” e “Se sim, quer que este Estado seja independente?”.
A independência de um povo e a defesa de um projecto politico próprio deverão depender exclusivamente da vontade das suas gentes e nunca de agências de rating, ou de pressões estrangeiras.
Essa consulta de 2014, como bem anota, não teve carácter vinculativo. E deixou bem claro que o independentismo não possui maioria social nem maioria aritmética nas urnas.
Faltou acrescentar que os opositores à “independência” catalã boicotaram essa consulta por a considerarem ilegítima, ilegal, imoral.
Daí a fraca adesão às urnas.
É como cá . A abstenção resulta do boicote às urnas. Basta não aparecer.
Ali não houve abstenção. Pelo contrário: houve recusa assumida em participar na farsa eleitoral.
Largamente maioritária.
Desculpe, mas em 2014 houve farsa onde? Madrid permitiu através do seu ministro da justiça a realização do dito referendo. Tivessem os confederados ido votar.
Nesse caso a abstenção serviu como voto em si. Quem estava interessado na independência votou. Os outros não. O voto na independência, pelos números que dá, representaram 29,47% dos eleitores. Esmagador, sem dúvida.
Acresce que nenhum país se torna independente sequer com 50%+1.
Se para rever algumas leis-quadro, como as leis eleitorais, é necessária maioria qualificada de dois terços dos deputados, não faz qualquer sentido um referendo independentista, portanto com carácter irreversível, submeter-se ao critério da maioria tangencial.
Qualquer acordo político que venha a estabelecer-se em Madrid para a alteração das regras constitucionais – medida que considero sensata – deve estabelecer regras básicas para uma consulta referendária de carácter territorial. Clarificando o universo eleitoral e as regras de validação destas consultas.
Nenhum referendo deve ser considerado válido com menos de 50% de participação eleitoral nem com menos de 66% de votos afirmativos expressos nas urnas. Na medida em que a “independência”, uma vez adquirida, não permitirá futuros referendos que façam revertê-la à situação anterior. Torna-se irreversível, motivo acrescido para agir sempre com a máxima precaução nestas matérias. E nunca perdendo de vista que os mecanismos referendários são sempre muito do agrado dos regimes autoritários e ditatoriais. O próprio Franco promoveu dois, em 1947 e 1966.
A/C João
Mas com que varinha mágica se serviu para saber que os abstencionistas eram contra a independência?
Talvez abusivo. Mas num referendo que foi aceite pelo resto de Espanha (com a ressalva de não ser vinculativo) e onde toda a gente tem liberdade de votar, seria de esperar que quem quer a independência fosse votar em massa. Pelos números é perfeitamente aceitável dizer que não o fizeram, mas é ainda mais aceitável imaginar que quem era contra a independência nem se deu ao trabalho de ir a essa feira.
Se começar a dizer que não podemos tirar conclusões de nada desse voto eu até posso argumentar que se calhar quem foi votar “sim” queria votar “não” (mas apeteceu-lhes ir gozar) e que todos os abstencionistas queriam era a independência soba forma de monarquia absolutista (e não votaram porque essa opção não existia nas perguntas)… Já que estamos numa de não querer ler muito nos resultados…
Parece que o independentismo é já um facto consumado.
Se assim não fosse qual o propósito destas “fugas”?
Curioso como o Brexit durará anos, mas ao que parece a saída da Catalunha foi do dia para a noite. Quantas empresas se deslocalizaram de Londres, após o Brexit? Estranho…
Em Londres, tanto quanto sei, a extrema-esquerda não faz parte dos órgãos de decisão.
Então não tem a haver com a ideia do separatismo, mas de quem o promove!
Claro.
Para a próxima encarreguem as empresas de nos fazerem os boletins de voto e nos ajudarem a votar. A gente é fraca das cabeças
Ó diabo, querem ver que os grupos empresariais catalães não acreditam na viabilidade económica da “independência” da Catalunha? Que chatice. De onde virá o carcanhol para pagar a festa?
A Catalunha que imite o calhau que é o Mónaco. Até fariam fila os que agora partem.
Saírem de Londres implicaria sair do mesmo país. Sair da Catalunha para, digamos, a Extremadura, ainda é moverem-se dentro do mesmo. As regras não mudaram em nada. Casos diferentes, E muitas empresas em Londres têm planos feitos para o caso de um Brexit mal feito. Incluindo a minha.
O que tem mudado são sobretudo as sedes fiscais das empresas. E isso é prática corrente pela Europa fora. Google, etc….
Por exemplo no caso das empresa portuárias, transitários, de vinhos , etc as instalações/parte produtiva permanecem na Catalunha
E a Inglaterra está a um passo da França.
Claro que as instalações permanecem na Catalunha. Ninguém muda tudo em duas semanas (talvez os russos com os alemães à porta).
A mudança fiscal dentro de Espanha é trivial. Muito mais que mudar de Inglaterra para França (diferentes impostos colectivos e individuais, diferentes obrigações sociais, etc).
A questão da sede social tem sobretudo a ver com os impostos. Essas empresas passam a ser tributadas noutras zonas de Espanha e deixam assim de financiar indirectamente o separatismo catalão.
El País
Rajoy activa el 155 con apoyo del PSOE
O Executivo nacionalista fala muito no “amor à Catalunha” enquanto faz tudo para depauperar e desprestigiar e desmoralizar a Catalunha com o seu golpismo irresponsável.
Quem a quer ver depauperada e dezmoralizada parecem ser os confederados.
Confederados parecem ser os nacionalistas mais fanáticos, que não querem apenas “libertar a Catalunha do jugo espanhol” mas arrabenhar mais parcelas de território. A Espanha (Comunidade Valenciana, Ilhas Baleares e parte de Aragão), Andorra, França (o Rossilhão), Itália (parte da Sardenha e da Sicília).
Isto ficou bem expresso em 2015, quando o então secretário da Justiça do Governo autonómico catalão afirmou alto e bom som que “a construção de um Estado catalão não deve esquecer a nação inteira”.
https://politica.elpais.com/politica/20 17/10/10/sepa_usted/1507649829_992717.ht ml
Esses refugiados seriam bem acolhidos em Portugal…
Tomáramos nós…
A mudança é normal Pedro. Na mior parte dos casos trata-se de domicialiação e pouco mais, numa de acautelar o que possa acontecer (imaginemos uma declaração de independência que leve a violência). Além disso, qualquer mudança para outras parte de Espanha não tem dificuldades legais. É tudo o mesmo país com as mesmas leis e o mesmo sistema de impostos.
Claro. Aliás com as novas regras aprovadas em Conselho de Ministros deixou de ser necessário ouvir o conjunto dos órgãos sociais, bastando para tal um simples acto de gestão corrente do Conselho Executivo da empresa.
Deixe um futuro governo catalão oferecer isenções fiscais para as empresas e respetivos administradores que voltam todos a correr.
Tal como o comunismo o capital é universalista e além disso não tem vergonha nenhuma.
O comunismo, por estes dias, é pouco universalista. Os regimes comunistas contam-se pelos dedos das mãos (e sobram vários dedos).
Mas não é só o comunismo que desaparece. É também a possibilidade de alternativas. E quando não existem alternativas não existe liberdade. Apenas podemos votar no economicamente viável. E o que é o economicamente viável? Os de fora que nos digam…..”antes ser escravo dos meus princípios que dos homens “
Que cada um mande na sua fome.
O comunismo nunca foi alternativa.
Não me parece- Os catalães vendem sobretudo para o resto de Espanha (.47 milhões de consumidores , upa upa ) .Ora , já há imensos apelos ao boicot a produtos catalães , desde o colacao , donuts , artiach , azeite , freixenet , codorniú , vinhos , tudo e mais um par de botas. O mais provável é essas empresas não quererem continuar associadas à Catalunha caso esta insista em morder as mãos de quem lhe dá de comer .È que são parvos todos dias , os independentistas , não sabem fazer contas . Até no turismo 20% dos turistas são espanhois de outras regiões.
Diz bem, Marina. Tenho a certeza de que a maioria dos catalães se preocupa com isto.