Frei Tomás e tal e coiso


Rui Rocha,

Noss céuss azzuladoss, oss passsarinhosss sssilreiam:

 

Falando aos jornalissstasss momentosss antesss do iníssio dass celebrassõesss da peregrinassão aniversssária de Maio – marcadasss ontem à noite pela Procisssão dasss Velasss – , D. António Marto defendeu “uma reflexão atenta” zzobre “asss regrassss da finanassa e da economia, e sobre o modo de fazer das emprezsasss, sobre a intervensssão das inzztituisssões a favor de quem está em dificuldade por causa da crizze”. Segundo o bissspo diozzezzano esssta crizze “pôsss em evidência como no trabalho emprezzarial é abzzolutamente nezzesssário a referênsssia ao fundamento ético” e aproveitou para deixar um recado aos emprezzáriossss: “um trabalhador não é zzimplezzmente uma dasss muitasss componentesss da emprezza. É uma pezzoa com expectativasss, zzonhosss e projectosss que vão para além do tempo pazzado no trabalho”.

 

Entretanto, na Renasssensssa, oss céuss parezzem não ezztar para pardaiss:


A administrasssão do grupo Renasssensssa anunzziou hoje aos trabalhadoresss a abertura de um programa de rezzizzões por mútuo acordo, o qual ezztará em vigor até 24 de janeiro, dizze hoje à Luzza um dos administradoresss da emprezza. Além do programa de rezzizzões voluntáriasss, a administrazzão dezzidiu que vai reessstruturar a política de remunerazzõesss, a qual vai ser ezztudada durante essste ano “dentro das pozzibilidadesss legalmente conzzentidasss” e que “promova uma reduzzão de cussstosss”.

13 comentários em “Frei Tomás e tal e coiso”

  1. Surpreende-me que se uma empresa qualquer despedir e/ou encerrar a culpa seja atribuída á política governamental e que se for uma empresa gerida nos mesmos moldes, mas afecta a uma confissão religiosa, a culpa seja dos critérios escolhidos por essa mesma confissão.
    Não consegui ver nenhuma contradição entre o discurso de D. Marto e o que se está a passar na RR. Só ficarei atento a uma situação: Quero ver qual será a redução salarial da administração da RR e quantos pertencentes ao corpo de gestão serão despedidos.

  2. Estavam decerto distraídos quando, há dias:

    «Num momento em que a Europa debate formas de ultrapassar a crise, o Sumo Pontífice denunciou “as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia” que insinuam “que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado, […] bem como dos direitos e deveres sociais”. Considerando que “o direito ao trabalho é um dos mais ameaçados”, Bento XVI pede “novas e ousadas políticas” que reconheçam o emprego “como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade” e não como “uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros”.»

      1. Tem razão sua santidade e deveria complementá-la com investimento em postos de trabalho a condizer.

    1. Pelos vistos para o Sumo Pontífice o emprego não tem nada que ver com a economia.

      Estamos cada vez melhor…

      Como corolário as empresas então também nada terão que ver com economia?

      Pelos vistos as missas e os colégios da Igreja que custam €€€ é que restam como ultimos redutos da economia…

  3. Não vejo o porquê da admiração: não repararam que até o PCP vai reestruturar para reduzir custos com o pessoal. E, se calhar, assim vai ser com os outros partidos…

    1. e da tal “variável dependente dos mercados e etc…”que Bento XVI verbera mas a Renassenssa obedece.

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