Frei Tomás, 2.


vidabreve,

jaa, o assunto é mesmo o da contradição entre actos e palavras. Que queres, chateia-me ver todos os dias o Crespo à conversa com uns senhores muito bons que esperam de mim uma vocação para o sacrifício enquanto acumulam prebendas ou aproveitam as vantagens da concorrência fiscal. É um problema que eu tenho: não gosto de ser espoliado por hipócritas. Quanto ao Soares dos Santos, podes ler isto. E para um resumo do que se está a passar no país, algo como isto é um excelente começo. 

15 comentários em “Frei Tomás, 2.”

  1. Jerónimo Martins… Criou uma Fundação que “Caga” moral… e bons princípios…
    Só que:
    À ultima badalada das 24H00 de 31 Dezembro 2011
    Pirou-se” amais” a puta da “moral”para a Holanda!

    Agora, cada freguês Pingo Doce está a contribuir generosamente por o enriquecimento da familia Jeronimo e para a melhoria dos Serviços de: Saúde/ Educação/ Prestações Sociais … da HOLANDA!

    Puta de moral…

  2. Luís, tenha tento na lingua. Está a difamar um exemplo da nação, condecorado com a grã-cruz da ordem do infante d. henrique e com a grã-cruz da ordem de mérito.
    Não seja mauzinho.
    Este senhor é só boas intenções.
    Olhe que ele até dava trabalho de borla, os malandros dos tugas que trabalham para ele é que teimam em querer receber salário.

  3. …esqueci-me desta, que vi há pouco no FB.

    “Venha ao pingo doce de Janeiro a Janeiro, pagamos impostos na Holanda o ano inteiro”

  4. Que haja equidade no pagamento de impostos.

    “A cada portugues( individualmente) seja dada a oportunidade de pagar os seus impostos na Holanda”

    Silva ” O Equatitativo”

  5. Por acaso gostava que alguém me explicasse claramente o que isso significa, como se em vez de Jerónimo Martins, Portugal e Holanda se tratasse simplesmente da empresa X, do país Y e do país Z.

  6. “…aproveitam as vantagens da concorrência fiscal…”

    E? Isso é de elogiar.

    Só a concorrência fiscal é que faz melhores Governos.
    A não ser que defenda teses fascistas, nacionalistas ou comunistas.
    De notar mais uma vez como o europeísmo dos europeístas fica na gaveta.
    Quando toca a obrigar os outros a pagar impostos são todos hipernacionalistas. Mas só porque estão à espera de ficar com um bocado.

    E finalmente empresas nem sequer deveriam pagar impostos.

  7. Bem. Lidas várias coisas para trás e para a frente, a ideia de que a JM foi para a Holanda para pagar menos impostos parece simplista. Parece também que está bem acompanhada pela maioria das cotadas. E que a CGD, banco estatal, saiu da Madeira para as Caimão há quinze dias sem que alguém tivesse levantado o sobrolho. Ou seja, as empresas fazem o que fazem as empresas, maximizar os lucros. Tudo bem.

    Agora, penso eu de que há duas ilações a tirar desta história:

    1) As empresas têm uma reputação, uma imagem de marca, que faz parte do seu capital. Os portugueses estão a ficar um pedacinho mais exigentes sobre essa questão, e já não era sem tempo. Na era do facebook e do twitter e do “Compro o que é nosso”, isto arrisca-se a ser uma gaffe monumental. E eu gosto de ver a economia de mercado a funcionar: eles vão para onde querem e os clientes compram onde querem. Toma e embrulha.

    2) Se há interesse em ir para a Holanda, país que nunca foi acusado de paraíso fiscal nem de concorrência desleal (que eu saiba), se calhar vale a pena ver o que é que os holandeses fazem que os torna tão atractivos. Será uma burocracia levezinha? Uma justiça célere? Um ambiente empresarial favorável? Por onde andará o Álvaro?

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