“Há que executar as medidas necessárias (…) O dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje (…) Os mercados têm revelado uma turbulência muito significativa no que se refere à dívida portuguesa e, pelo contrário, acho que uma notícia destas não vai serenar os mercados, que vão continuar a manifestar essa turbulência e esse nervosismo (…) Agora há que agir, há que actuar, há que tomar medidas (…) Temos medidas focadas no corte da despesa e é nessas medidas que temos de concentrar a nossa atenção: reduzir o peso do Estado, reduzir a despesa e corrigir o défice excessivo (…)”
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, sobre o corte em dois níveis do rating de Portugal pela Standard & Poor’s

Antes que dancemos um “corridinho” do euro!
Com tantas dissertações florais
a festança não irá parar,
graves problemas estruturais
continuarão por reparar.
Estancar a hemorragia
tão rápido quanto possível,
espevitando a letargia
que é assaz inadmissível!
Desse longínquo passado
de asneiras renovadas,
resta um país fossado
por medidas entrevadas.
Isto está realmente entrevado, caríssimo.
Eu fiquei tranquilamente esclarecida: agir, actuar, executar, corrigir, reduzir e depois… é só serenar!!
Calmamente…
Depois de uma exaustiva ponderação e muita dúvida metódica, escolho a segunda frase: “O dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje”. É que é particularmente acutilante, como “Estar vivo é o contrário de estar morto”. Um pensamento reformador, de fato. Perdão, de fato e gravata!
Teixeira dos Santos e Lili Caneças, a mesma luta.
E praticamente a mesma cor de cabelo.
E, não tarda muito, dentro do cabelo.
Gosto especialmente de “O dia de amanhã vai ser a continuação do dia de hoje “. Nem Mr.de la Palisse diria melhor!
Quanto ao reduzir o peso do Estado, o que se tem mostrado sempre adiável, serenamente adiável tal como iniciar uma dieta que nos atormenta, daqui a pouco grito aos quatro ventos: “chamem o Tallon”. Quem sabe?
Ou continuamos tal como diz o célebre cobrador de impostos num dos livros de Asterix ,Três moedas para Roma, o resto para mim; tenho apenas um ano para enriquecer, depois disso posso já não ter o cargo …
Dizes bem. E também cantas bem:
Chamem o Tallon,
Uou, uou, uou,
Chamem o Tallon,
Que eu não magro…