Destaquei a frase por outro motivo, António: independentemente de quem a diz e sobre quem a diz, demonstra bem a falta de respeito e de consideração que os políticos têm uns pelos outros hoje em dia. O que explica, por si só, a total falta de credibilidade que TODOS os políticos nos inspiram. Estive ontem a assistir ao célebre debate Soares-Cunhal de 1975, na RTP Memória. Ambos foram duríssimos nas suas posições, estava em jogo o futuro de um país que ambos podiam ter nas mãos. E no entanto não houve um único momento em que não medissem as palavras, em que o debate baixasse de nível verbal. Uma diferença abissal em relação ao que se passa hoje, a torto e a direito, nas televisões e no parlamento.
Tem toda a razão, D. Ana!Que classe!Uns sr.s, os dois!E (salvo erro) Francisco Sousa Tavares que mandou 1 colega “à m…” no parlamento, mas nestes termos: – “V.ª Ex.a , com sua licença´và á m.!” -Não é simpático mandar alguém p’ra tal sitio, mas tratou-o p/ “Ex.a” e pediu licença primeiro!
Não sou especialmente adepta dos punhos de renda, Rosa. Mas acho que tudo se pode dizer – mesmo as frases mais duras e contundentes – com um mínimo de respeito pelos adversários e, de preferência, alguma graça. E não vejo nada disso hoje em dia, até porque poucos têm o charme e a educação que são precisos para isso.
É verdade Ana tem toda a razão assisti ao mesmo debate da RTPM e pensei isso mesmo. Não existe comparação possível, estes debates prendiam-nos completamente á cadeira, os recentes além de uma enorme falta de respeito verbal, todos nós sabemos que muitas vezes não passa de uma encenação, pois fora da zona dos holofotes, é vê-los todos contentinhos e animados.
Os debates com insultos floreados (insultos a sério, dos que cravam até ao osso) são recorrentes na nossa cultura parlamentar. É recuar até à I República. Bem pior que a III… Somos os últimos artífices da palavra no mundo 🙂
Até poderá ter razão!!!! Desde que o brinde não seja nenhum Morais Sarmento……
Se bem que os habitantes da Ilha de Páscoa, gostassem bastante de carne humana, não era isso que eu estava a dizer de PPCoelho ……gostava mais que o brinde do coelho da Páscoa não fosse Morais Sarmento, mas qualquer coisita melhor. Mas se no ovo kinder , sair um Coelho….também não é grande brinde. Até pode ser grande, mas não será grande coisa!
Bem me parecia. O Estado-nação mais antigo da Europa está a transformar-se no primeiro Estado-ficção do Mundo. Vivemos na Rua Sésamo. O Ovo Kinder está na oposição e no Governo está o Monstro das Bolachas. O Presidente é um cow-boy solitário que twitta mais rápido que a própria sombra. E também temos um Alegre tocador de harpa com ares de irredutível bardo gaulês. Neste preciso momento da história faz-nos mais falta o realismo mágico do que esta banda desanimada.
NMS não é nenhum ovo kinder: dele sabemos bem o que esperar. Que o digam os eleitores de Castelo Branco, que votaram nele em 2005: três meses depois de ali ter sido cabeça de lista, mandou o mandato parlamentar às malvas e foi tratar da advocacia. O espantoso é que depois disto ainda se arrogue no direito de tentar dar lições de moral aos outros.
Então esperem para ver a surpresa que vem lá dentro.
Estamos à espera, que remédio.
É mesmo isso, é esperar para ver. Quanto a Morais Sarmento, já todos sabemos o que tem dentro.
Destaquei a frase por outro motivo, António: independentemente de quem a diz e sobre quem a diz, demonstra bem a falta de respeito e de consideração que os políticos têm uns pelos outros hoje em dia. O que explica, por si só, a total falta de credibilidade que TODOS os políticos nos inspiram. Estive ontem a assistir ao célebre debate Soares-Cunhal de 1975, na RTP Memória. Ambos foram duríssimos nas suas posições, estava em jogo o futuro de um país que ambos podiam ter nas mãos. E no entanto não houve um único momento em que não medissem as palavras, em que o debate baixasse de nível verbal. Uma diferença abissal em relação ao que se passa hoje, a torto e a direito, nas televisões e no parlamento.
Tem toda a razão, D. Ana!Que classe!Uns sr.s, os dois!E (salvo erro) Francisco Sousa Tavares que mandou 1 colega “à m…” no parlamento, mas nestes termos:
– “V.ª Ex.a , com sua licença´và á m.!”
-Não é simpático mandar alguém p’ra tal sitio, mas tratou-o p/ “Ex.a” e pediu licença primeiro!
Não sou especialmente adepta dos punhos de renda, Rosa. Mas acho que tudo se pode dizer – mesmo as frases mais duras e contundentes – com um mínimo de respeito pelos adversários e, de preferência, alguma graça. E não vejo nada disso hoje em dia, até porque poucos têm o charme e a educação que são precisos para isso.
É verdade Ana tem toda a razão assisti ao mesmo debate da RTPM e pensei isso mesmo.
Não existe comparação possível, estes debates prendiam-nos completamente á cadeira, os recentes além de uma enorme falta de respeito verbal, todos nós sabemos que muitas vezes não passa de uma encenação, pois fora da zona dos holofotes, é vê-los todos contentinhos e animados.
Pois é, CR. Além da falta de nível e do teatro, o total desinteresse dos participantes, quase sempre. Pior não pode haver…
Os debates com insultos floreados (insultos a sério, dos que cravam até ao osso) são recorrentes na nossa cultura parlamentar. É recuar até à I República. Bem pior que a III… Somos os últimos artífices da palavra no mundo 🙂
Até poderá ter razão!!!! Desde que o brinde não seja nenhum Morais Sarmento……
Antropófago, o Passos Coelho?
Se bem que os habitantes da Ilha de Páscoa, gostassem bastante de carne humana, não era isso que eu estava a dizer de PPCoelho ……gostava mais que o brinde do coelho da Páscoa não fosse Morais Sarmento, mas qualquer coisita melhor. Mas se no ovo kinder , sair um Coelho….também não é grande brinde. Até pode ser grande, mas não será grande coisa!
Em contrapartida, todos sabemos perfeitamente o lixo que é Morais Sarmento…
Prefiro isso, apesar de tudo. As surpresas, na política, são quase sempre más.
Bem me parecia. O Estado-nação mais antigo da Europa está a transformar-se no primeiro Estado-ficção do Mundo. Vivemos na Rua Sésamo. O Ovo Kinder está na oposição e no Governo está o Monstro das Bolachas. O Presidente é um cow-boy solitário que twitta mais rápido que a própria sombra. E também temos um Alegre tocador de harpa com ares de irredutível bardo gaulês. Neste preciso momento da história faz-nos mais falta o realismo mágico do que esta banda desanimada.
“Banda desanimada” é excelente. Ou “bando desanimado”, que é o que somos por estes dias.
NMS não é nenhum ovo kinder: dele sabemos bem o que esperar. Que o digam os eleitores de Castelo Branco, que votaram nele em 2005: três meses depois de ali ter sido cabeça de lista, mandou o mandato parlamentar às malvas e foi tratar da advocacia. O espantoso é que depois disto ainda se arrogue no direito de tentar dar lições de moral aos outros.