4 comentários em “Frases do ano (53)”

  1. O optimismo do primeiro ministro começa a parecer-me patológico. Bem gostaria eu que ele tivesse razão e o nosso país vivesse a situação risonha que em cada dia nos pinta; bem gostaria, mas há uma realidade que a retórica não consegue esconder. Depois, tenho boa memória e sinto-me como o protagonista de 1984, a quem o partido e o Grande Irmão tentam convencer de que hoje vive melhor do que no passado recente. Deve ser coincidência, porque não acredito que o PM leia sequer os seus próprios discursos, quanto mais romances.

  2. Sofismas entranhados…

    Enganando com exactidão,
    num estilo tão convincente,
    incita-se a sofreguidão
    da mentira maledicente.

    Esse estado decadente,
    que alguns teimam não existir,
    é uma coisa concedente
    que será difícil compartir.

    Nesses sofismas entranhados
    no nosso Estado social
    brilham zeros mal desenhados
    e de nulo valor facial.

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