Um grande filme, profundamente datado, profundamente intemporal. E cheio de frases memoráveis. Não conheço outro que tenha tantas frases dignas de registo, além de ‘Casablanca’.
Meu caro: não tenho agora forma de confirmar. Mas creio mesmo que a frase pertence ao príncipe: “Qualcosa doveva cambiare perché tutto restasse com’era prima.”
Tancredi, sobrinho do príncipe, diz algo semelhante mas não coincidente, tanto quanto me recordo: “Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi.” É uma frase que consta do romance de Lampedusa – e é transposta para o filme, na cena que refere. Mas eu prefiro a que não vem no livro e no filme, já perto do fim, é proferida pelo príncipe (julgo não estar enganado, embora não jure), Uma frase mais ‘nuancée’. E de algum modo mais sábia.
É bem verdade o que diz, caro Luís: “não há nada mais forte do que uma memória inventada”. Grande frase, sábia frase. O filme é uma obra-prima absoluta. Gosto muito do romance, mas prefiro o filme. É para mim um dos raros casos em que a adaptação cinematográfica suplanta a obra em que se baseou. Ando com vontade de lançar aqui uma série sobre a relação entre livros e filmes. Veremos se para tanto não me falta engenho e arte.
Essa frase do Tancredi é ligeiramente diferente da que o Príncipe diz mais adiante: “É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma.” Uma frase que decalca a que vem no livro. Mas eu prefiro a do Príncipe, mais conhecedora da natureza humana, menos “revolucionária”, mais realista.
Mais que um grande filme, uma frase que presentemente perspetiva o desejo de muitos.
Um grande filme, profundamente datado, profundamente intemporal. E cheio de frases memoráveis. Não conheço outro que tenha tantas frases dignas de registo, além de ‘Casablanca’.
Uma pequena nota, Pedro: quem diz essa frase icónica não é o Princípe; é o sobrinho, interpretado por Alain Delon.
Meu caro: não tenho agora forma de confirmar. Mas creio mesmo que a frase pertence ao príncipe: “Qualcosa doveva cambiare perché tutto restasse com’era prima.”
Já agora. quando lhe explica porque aderiu a Garibaldi.
Tancredi, sobrinho do príncipe, diz algo semelhante mas não coincidente, tanto quanto me recordo: “Se vogliamo che tutto rimanga com’è, bisogna che tutto cambi.”
É uma frase que consta do romance de Lampedusa – e é transposta para o filme, na cena que refere.
Mas eu prefiro a que não vem no livro e no filme, já perto do fim, é proferida pelo príncipe (julgo não estar enganado, embora não jure), Uma frase mais ‘nuancée’. E de algum modo mais sábia.
O IMDB dá-lhe razão, Pedro; atribui a frase ao Princípe. Eu lembro-me dela claramente na boca de Tancredi, tanto no livro como o filme.
Mas não há nada mais forte, mais claro do que uma memória inventada.
Resta o filme, um dos meus favoritos de todos os tempos, que tanto mudam para que tudo fique na mesma.
É bem verdade o que diz, caro Luís: “não há nada mais forte do que uma memória inventada”. Grande frase, sábia frase.
O filme é uma obra-prima absoluta. Gosto muito do romance, mas prefiro o filme. É para mim um dos raros casos em que a adaptação cinematográfica suplanta a obra em que se baseou. Ando com vontade de lançar aqui uma série sobre a relação entre livros e filmes. Veremos se para tanto não me falta engenho e arte.
Também tinha ideia que essa frase era dita pelo príncipe no final, mas este excerto confundiu-me:
http://youtu.be/yOhzjYcH7tI
Essa frase do Tancredi é ligeiramente diferente da que o Príncipe diz mais adiante: “É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma.” Uma frase que decalca a que vem no livro. Mas eu prefiro a do Príncipe, mais conhecedora da natureza humana, menos “revolucionária”, mais realista.