Apesar de tudo, Leonor, o Lennon estava a ser bastante injusto nesta frase (de um filme prodigioso, que infelizmente muitos não conhecem). A década de 60, vista hoje à distância, foi um dos períodos em que os britânicos viveram melhor, no auge dos irrepetíveis 30 anos prodigiosos do pós-guerra europeu (1947-1977), com crescimento económico consistente, entre 5% e 8%, um estado-providência pujante, poder de compra em progressão geométrica e expectativas imparáveis de progresso. Os próprios Beatles foram de algum modo produto e reflexo disso. Nada a ver com a Europa dos nossos dias, nada mesmo.
Há pessoas (cada vez mais) que têm aquilo a que se chama ‘vida de cão’. E também é verdade que há certos cães (cada vez menos) com mais mimos e regalias do que muitas pessoas.
Cá nem aos cães nem às pessoas.
Apesar de tudo, Leonor, o Lennon estava a ser bastante injusto nesta frase (de um filme prodigioso, que infelizmente muitos não conhecem). A década de 60, vista hoje à distância, foi um dos períodos em que os britânicos viveram melhor, no auge dos irrepetíveis 30 anos prodigiosos do pós-guerra europeu (1947-1977), com crescimento económico consistente, entre 5% e 8%, um estado-providência pujante, poder de compra em progressão geométrica e expectativas imparáveis de progresso. Os próprios Beatles foram de algum modo produto e reflexo disso.
Nada a ver com a Europa dos nossos dias, nada mesmo.
Já somos dois 😉 (mas das pessoas em Portugal, das inglesas não posso dizer).
Há pessoas (cada vez mais) que têm aquilo a que se chama ‘vida de cão’. E também é verdade que há certos cães (cada vez menos) com mais mimos e regalias do que muitas pessoas.