«Neste momento temos um governo absolutamente descredibilizado por ter tido ministros que sucessivamente mentem. (…) Assistimos a uma degradação contínua da vida política.»
Catarina Martins, esta noite
«Neste momento temos um governo absolutamente descredibilizado por ter tido ministros que sucessivamente mentem. (…) Assistimos a uma degradação contínua da vida política.»
Catarina Martins, esta noite
Degradação não (isso era no tempo da gerigonça) estamos já em queda no abismo. Ou então é apenas o caso de estarmos perante mais um daqueles “excelentes” ministros tipo Cabrita e por aí fora (são muitos os nomes deles e delas ao nível da excelência).
Li sobre a não-demissão de Galamba no Facebook e fiquei com a pulga atrás da orelha: o que aconteceria à CPI da TAP se a Assembleia da República fosse dissolvida? Terminaria?
Costa, quando questionado sobre a hipotética dissolução do parlamento, respondeu que “esse é um poder exclusivo do senhor Presidente da República, e o Governo cá está para respeitar qualquer decisão”. Pergunto-me se Costa está a fazer tudo para ser demitido apostando que, na situação actual, das duas uma: ou Marcelo demite-o, Costa será reeleito e Marcelo fica definitivamente fragilizado; ou Marcelo não o faz e ficará igualmente fragilizado por cobardia.
Claro que Costa também pode não ter aceite a demissão do Galamba apenas por, como dizia hoje o Camilo Lourenço, não conseguir encontrar ninguém – minimamente adulto – disposto a ir agora para o governo.
Como é óbvio, António Costa decidiu hoje romper a relação institucional com o PR só com um objectivo: forçá-lo a dissolver sem demora a Assembleia da República e a convocar eleições antecipadas.
Com a dissolução, cai a legislatura – o que implicaria o fim prematuro da comissão parlamentar de inquérito à TAP, de longe o maior pesadelo do PM – ao ponto de podermos hoje dizer que o maior “partido de oposição” ao poder absoluto do PS tem a sigla TAP.
Se o inquérito parlamentar em curso chegar ao fim, os actuais sintomas de agonia do governo irão acentuar-se – como vêm alertando socialistas mais atentos, como Carlos César, Alexandra Leitão, Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto.
Naturalmente, agora que a guerra entre Belém e São Bento deflagrou, Marcelo não fará a vontade a Costa: vai dissolver, sim, mas apenas quando entender e quando der menos jeito ao PM.
Só depois de Costa engolir até à última gota as conclusões do inquérito parlamentar à TAP. Que causarão danos irreversíveis a esta maioria já em contagem decrescente.
Ao que chegou o Pedro Correia, já precisa de avalistas da extrema-esquerda.
Já estava à espera desta, até estranhei não ter havido um comentário aquele ajuntamento a estragar a relva da Alameda só para tramar a vida do Moedas.
Catarina Martins é de extrema-esquerda?
Só se o BE for uma organização frentista de marxistas-leninistas que acham o PCP “reformista” por não preconizar abertamente a revolução violenta e a ditadura do proletariado.
Se não, não.
“Catarina Martins é da extrema-esquerda?”
Realmente com uma frase daquelas, tem razão Pedro Correia, a criticar assim o governo até parece uma nova aquisição do PSD.
Esta Sra., se tivesse um mísero pingo de vergonha na cara, jamais abriria a boca para falar deste governo. Andou a “dormir” com ele (assim como o seu partido) durante anos, permitiu todas as decisões (ou ausência delas) que levaram ao catastrófico estado em que se encontram a saúde, a educação, a justiça, etc., etc. e agora aparece armada em rainha da boa moral e virgem ofendida!? Mentir? Mas o que tem esta sra. feito para além de encenações e de enfiar barretes aos portugueses? O que faz o seu partido para além de populismo de vão de escada e de demagogia pura e dura?
Não consigo perceber como é que ainda há quem vote nesta coisa que dá pelo nome de Bloco de Esquerda, um partido cujas ideias não passam dum enorme chorrilho de disparates e alucinações, autênticas orgias de vómitos ideológicos e utópicos sem qualquer utilidade, um recital perfeito de como escaqueirar durante décadas uma economia e provocar o caos e fratura sociais. Com esta gentinha e, com um PS que vive bem com alianças com ela para se alapar ao poder, a cauda da Europa é inevitável sem a menor dúvida!
Nunca subestimem Marcelo Rebelo de Sousa.
António Costa ” nem eu nem o presidente iremos escrever memórias”.
No meio disto tudo, onde anda o pedrocas?
Estou curioso de ouvir o “ladrão” falar!
“Les beaux esprits se rencontrent”, neste caso Pedro Correia e Catarina Martins
Ouvi-as todas (menos as do Montenegro que, à Rio, achou por bem ficar na caminha) e as declarações mais serenas, claras e sensatas da noite foram do Ventura, que se transmutou, para esta ocasião, de hooligan em estadista. Se a malta lá de cima se esquece que ele era o cão do Vieira, ainda ganha as eleições. E a culpa, claro, será do adjunto.
O PSD, como de costume, ficou a roncar.
E estava a sair-se tão benzinho .