E recebeu, aceitando-a sem um sinal de desconforto, aquela condescendente, paternal, palmadinha nas costas, de Rodrigues, quando acabou (Sousa) de discursar, esta tarde. Os donos do regime não se esquecem de tornar claro que o são, haja o que houver e perante quem quer que seja. O homem, o presidente da república, terá ficado algo descontente com a forma como as coisas foram reveladas. Tornou-o claro. Mas que se deixe ele desses pruridos; Costa foi lanchar com a cônjuge. Até acha natural, sem mais, Costa, o incómodo do presidente da república. Mas, que diabo, há prioridades: definitivamente essa de sossegar o estômago! Nas finanças, entretanto, aquele sob cuja presidência camarária foram passados dados pessoais e comprometedores à Rússia. Já para a cultura, o fervoroso comissário político (chame-se-lhe, então, “executivo” no vocabulário oficial) das comemorações de um regime que por alguma razão sente a necessidade de se homenagear antecipada, generosa e longamente, e invocando para o cerimonial de hoje um valor aritmético assaz questionável (foram tempos de verdadeira liberdade os dias do PREC? De caos, decerto. Mas talvez o tenham sido para quem afirma que o 25 de Novembro é “uma data que diz pouco”). Terá razões para tudo isso, o regime. O regime e a elite que a sua cleptocracia, venalidade, plutocracia e clientelismo – que como é óbvio ficam sempre a um passo da prova, perante os tribunais, nem que por prescrição (enfim, com o ocasional e pouco relevante cordeiro sacrificial para contentar a necessidade circense das massas) -, geraram e acarinham. E absolutamente legitimada, essa elite. O que diz tudo do soberano. Isto é, das massas.
Marcelo deve ter pensado que agora eram amigos — amigo do Costa, vejam lá, que costuma cravar punhais nas costas dos camaradas. Nesse passo para estar perto do que estava a dar, afastou-se dos “seus”. Boas práticas à maneira das produções fictícias.
Isso quer dizer que ainda Marcelo estava a sair da água e a enrolar-se na toalha na Praia dos Pescadores, já todas as tias de Cascais sabiam da composição do governo.
Eu também.
Só resta saber se concorda e dá posse a todo o elenco tal como ele foi anunciado na Com.Soc..
Não resta saber. Já disse que sim.
A única objecção que tinha foi removida logo de início, semanas atrás.
Tãããão bom.
1º acto oficial em maioria absoluta, ‘toma lá disto, que já não preciso de ti pra nada…’
Valeu a pena carregá-los ao colo 6 anos, mas ‘you’re fired!’
A boa educação, não consta nas normas e estatutos
da partidarite fomentada pelos arrivistas das juvetudes partididárias.
Viva Cabrita,
E recebeu, aceitando-a sem um sinal de desconforto, aquela condescendente, paternal, palmadinha nas costas, de Rodrigues, quando acabou (Sousa) de discursar, esta tarde. Os donos do regime não se esquecem de tornar claro que o são, haja o que houver e perante quem quer que seja.
O homem, o presidente da república, terá ficado algo descontente com a forma como as coisas foram reveladas. Tornou-o claro. Mas que se deixe ele desses pruridos; Costa foi lanchar com a cônjuge. Até acha natural, sem mais, Costa, o incómodo do presidente da república. Mas, que diabo, há prioridades: definitivamente essa de sossegar o estômago!
Nas finanças, entretanto, aquele sob cuja presidência camarária foram passados dados pessoais e comprometedores à Rússia. Já para a cultura, o fervoroso comissário político (chame-se-lhe, então, “executivo” no vocabulário oficial) das comemorações de um regime que por alguma razão sente a necessidade de se homenagear antecipada, generosa e longamente, e invocando para o cerimonial de hoje um valor aritmético assaz questionável (foram tempos de verdadeira liberdade os dias do PREC? De caos, decerto. Mas talvez o tenham sido para quem afirma que o 25 de Novembro é “uma data que diz pouco”).
Terá razões para tudo isso, o regime. O regime e a elite que a sua cleptocracia, venalidade, plutocracia e clientelismo – que como é óbvio ficam sempre a um passo da prova, perante os tribunais, nem que por prescrição (enfim, com o ocasional e pouco relevante cordeiro sacrificial para contentar a necessidade circense das massas) -, geraram e acarinham.
E absolutamente legitimada, essa elite. O que diz tudo do soberano. Isto é, das massas.
«palmadinha nas costas, de Rodrigues» O Ino Ferro
Continua no estado de jovem miitar em Abrantes.
Agora Bronco Exelentíssimo.
Mão da censura virtual: Inox Ferro; Militar em Abrantes.
Sorry
Concordo em absoluto!!!
E eu também!😀
Como se Marcelo não soubesse como funciona a Comunicação Social.
Marcelo deve ter pensado que agora eram amigos — amigo do Costa, vejam lá, que costuma cravar punhais nas costas dos camaradas. Nesse passo para estar perto do que estava a dar, afastou-se dos “seus”. Boas práticas à maneira das produções fictícias.
Agora ficou sozinho. C’est la vie.
Tolo.
« o corno é sempre o último a saber »
Isso quer dizer que ainda Marcelo estava a sair da água e a enrolar-se na toalha na Praia dos Pescadores, já todas as tias de Cascais sabiam da composição do governo.
O “Nelito” fez birra! E ainda por cima o PSD,perdeu um deputado para o PS nas eleições europeias…