Pela experiência que temos, não podia ser evitada. O (des)Governo é o mesmo que não evitou as outras situações!… E, pelo sim pelo não, para que não se diga que eles não avisaram, já se fala na 4.ª vaga, ainda que seja no “Programa da Júlia”.
A Merkel, como os outros políticos, faz parte daqueles que acreditam que se pode controlar uma epidemia. Com esforço humano, muita disciplina, muita obediência, consegue-se controlar a epidemia. Acredita ela. Eu não acredito. A epidemia cresce ou decresce devido a fatores que estão maioritariamente fora do nosso controle. A meteorologia. A imunidade natural (genética ou outra) dos grupos de pessoas. O aparecimento de novas estirpes do vírus. Tudo coisas que nós não podemos influenciar. As coisas que podemos influenciar, como o uso de máscaras, o distanciamento entre pessoas ou a lavagem compulsiva e repetitiva das mãos, têm pouca ou nenhuma influência na epidemia. Mas têm muitíssima influência na desintegração da sociedade.
De há uma semana ou duas para cá o número diário de óbitos aumentou 50%, o que mostra como a epidemia se está a agravar. Passou de 2 mortos por dia para 3 mortos por dia. É horrível.
O número de óbitos não é, porém, a única medida da epidemia. Veja alguns números que retirei daqui https://www.jornaldenegocios.pt/economia/coronavirus/detalhe/sete-graficos-com-a-evolucao-da-covid-19-em-portugal-taxas-de-crescimento-com-tendencia-de-queda e daqui https://www.jornaldenegocios.pt/economia/coronavirus/detalhe/sete-graficos-com-a-evolucao-da-covid-19-em-portugal-taxas-de-crescimento-com-tendencia-de-queda Observa-se que o número médio de casos diários é atualmente aproximadamente o mesmo que em 13 de outubro de 2020. O número de pessoas em cuidados intensivos também é muito semelhante. Porém, o número médio de mortos é agora 3 enquanto que nessa data era 11! Ou seja, o número médio atual de mortos é excecionalmente baixo, porém a epidemia está a dar tanto trabalho aos hospitais como deu em fases similares no passado. Se a epidemia continuar a crescer, então o número de mortos poderá continuar a ser irrisório, porém os hospitais poderão começar a ter que entrar em modo de emergência, em particular desviando recursos de outros problemas de saúde para só tratar os doentes covid. (Desculpe eu contrariá-la, Susana, mas tenho este desvio profissional de andar sempre a pesquisar as coisas de diferentes pontos de vista.)
Contrariar é bom, Balio. É para discutir diferentes pontos de vista que conversamos. 🙂 Ouvi um relato de um médico (intensivista, penso) que frisava a questão dos internamentos. Dizia ele que utentes com quadros clínicos bastante graves, e com prognósticos muito reservados, tendiam a responder surpreendentemente bem à medicação, e sobreviviam. É claro que os internamentos são um factor óbvio a ter em conta, ao contrário do número de casos que tanto se discutem na comunicação social. A questão aqui é o que é que poderíamos fazer para evitar o aumento dos internamentos. Eu concordo com o que disse num comentário anterior. Não podemos fazer nada. Estas medidas restritivas, com cercos e máscaras, não servem absolutamente para nada. Só servem para empobrecer que já está com a corda na garganta. Tudo o que se pode fazer está ao nível do comportamento individual. E isso também vale o que vale. É necessário preparar os sistemas de saúde para lidarem com aumentos ocasionais de internamentos. Com recurso aos privados quando necessário.
Pois. Os covid internados em cuidados intensivos atualmente estão-se a safar muito melhor do que acontecia há seis meses. Isso pode dever-se a muitas coisas. Serão certamente pessoas de muito menor idade, logo mais fortezinhas. Os médicos já terão adquirido muita experiência a tratar doentes covid, o que é muito importante, para além de que já há uma ou duas drogas que têm algum sucesso contra a doença. Seja como fôr, o que eu queria dizer é que isto de nos focarmos no número de mortos extremamente baixo é demagógico, porque interessa não somente o número de mortos mas também o esforço com que a covid sobrecarrega os hospitais – o qual por sua vez leva a que outras doenças possam ser descuradas. E esse esforço não está a ser muito menor do que em anteriores vagas da doença.
O problema é que nada se evita: Não se evitou a Troika, não se evitou Pedrogão, não se evitou Tancos, e poderia estar aqui o resto do dia a escrever sobre coisas que eram evitáveis mas não se evitaram. Vem aí a 4ª vaga? Depois virá a 5ª…
Passei esta tarde por dezenas de jovens,no centro de Lisboa,com a máscara colocada,talvez meia dúzia,os outros,quase todos em grupo,com ela no queixo. Qual será a parte que ainda não perceberam?? Estamos nisto vai para 16 meses!
Simpática. Ainda diz “talvez”
Simpática. Diz “uma” situação – e eu pergunto qual delas.
Se a feitora o diz…
JSP
Pela experiência que temos, não podia ser evitada. O (des)Governo é o mesmo que não evitou as outras situações!… E, pelo sim pelo não, para que não se diga que eles não avisaram, já se fala na 4.ª vaga, ainda que seja no “Programa da Júlia”.
Também concordo que esta eliminação do Europeu nos oitavos podia ter sido evitada
A Merkel, como os outros políticos, faz parte daqueles que acreditam que se pode controlar uma epidemia. Com esforço humano, muita disciplina, muita obediência, consegue-se controlar a epidemia. Acredita ela.
Eu não acredito.
A epidemia cresce ou decresce devido a fatores que estão maioritariamente fora do nosso controle. A meteorologia. A imunidade natural (genética ou outra) dos grupos de pessoas. O aparecimento de novas estirpes do vírus. Tudo coisas que nós não podemos influenciar.
As coisas que podemos influenciar, como o uso de máscaras, o distanciamento entre pessoas ou a lavagem compulsiva e repetitiva das mãos, têm pouca ou nenhuma influência na epidemia. Mas têm muitíssima influência na desintegração da sociedade.
Uma situação de tal forma dramática que nos causa 2 óbitos por dia. Dois dos cerca de 250 óbitos que se contabilizam diariamente em Portugal.
De há uma semana ou duas para cá o número diário de óbitos aumentou 50%, o que mostra como a epidemia se está a agravar. Passou de 2 mortos por dia para 3 mortos por dia. É horrível.
Hoje foram seis, não tente negar o boletim.
Vá ver novamente o boletim, o número de óbitos hoje foi de 201.
https://evm.min-saude.pt/
O Bolsonaro é que a sabe toda.
O número de óbitos não é, porém, a única medida da epidemia. oronavirus/detalhe/sete-graficos-com-a-e volucao-da-covid-19-em-portugal-taxas-de-c rescimento-com-tendencia-de-queda oronavirus/detalhe/sete-graficos-com-a-e volucao-da-covid-19-em-portugal-taxas-de-c rescimento-com-tendencia-de-queda
Veja alguns números que retirei daqui
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/c
e daqui
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/c
Observa-se que o número médio de casos diários é atualmente aproximadamente o mesmo que em 13 de outubro de 2020. O número de pessoas em cuidados intensivos também é muito semelhante. Porém, o número médio de mortos é agora 3 enquanto que nessa data era 11!
Ou seja, o número médio atual de mortos é excecionalmente baixo, porém a epidemia está a dar tanto trabalho aos hospitais como deu em fases similares no passado.
Se a epidemia continuar a crescer, então o número de mortos poderá continuar a ser irrisório, porém os hospitais poderão começar a ter que entrar em modo de emergência, em particular desviando recursos de outros problemas de saúde para só tratar os doentes covid.
(Desculpe eu contrariá-la, Susana, mas tenho este desvio profissional de andar sempre a pesquisar as coisas de diferentes pontos de vista.)
Contrariar é bom, Balio. É para discutir diferentes pontos de vista que conversamos. 🙂
Ouvi um relato de um médico (intensivista, penso) que frisava a questão dos internamentos. Dizia ele que utentes com quadros clínicos bastante graves, e com prognósticos muito reservados, tendiam a responder surpreendentemente bem à medicação, e sobreviviam.
É claro que os internamentos são um factor óbvio a ter em conta, ao contrário do número de casos que tanto se discutem na comunicação social. A questão aqui é o que é que poderíamos fazer para evitar o aumento dos internamentos. Eu concordo com o que disse num comentário anterior. Não podemos fazer nada. Estas medidas restritivas, com cercos e máscaras, não servem absolutamente para nada. Só servem para empobrecer que já está com a corda na garganta. Tudo o que se pode fazer está ao nível do comportamento individual. E isso também vale o que vale.
É necessário preparar os sistemas de saúde para lidarem com aumentos ocasionais de internamentos. Com recurso aos privados quando necessário.
Pois. Os covid internados em cuidados intensivos atualmente estão-se a safar muito melhor do que acontecia há seis meses. Isso pode dever-se a muitas coisas. Serão certamente pessoas de muito menor idade, logo mais fortezinhas. Os médicos já terão adquirido muita experiência a tratar doentes covid, o que é muito importante, para além de que já há uma ou duas drogas que têm algum sucesso contra a doença.
Seja como fôr, o que eu queria dizer é que isto de nos focarmos no número de mortos extremamente baixo é demagógico, porque interessa não somente o número de mortos mas também o esforço com que a covid sobrecarrega os hospitais – o qual por sua vez leva a que outras doenças possam ser descuradas. E esse esforço não está a ser muito menor do que em anteriores vagas da doença.
O problema é que nada se evita: Não se evitou a Troika, não se evitou Pedrogão, não se evitou Tancos, e poderia estar aqui o resto do dia a escrever sobre coisas que eram evitáveis mas não se evitaram. Vem aí a 4ª vaga? Depois virá a 5ª…
Pedro Cunha
Marcelo, Costa e Augusto não compreendem.
Merkel tem razão! No passado não evitamos o Passos Coelho
Há coisas que não percebo,acabei de ver centenas de alemães no jogo com a Inglaterra todos juntos e sem máscara?!7
Passei esta tarde por dezenas de jovens,no centro de Lisboa,com a máscara colocada,talvez meia dúzia,os outros,quase todos em grupo,com ela no queixo. Qual será a parte que ainda não perceberam?? Estamos nisto vai para 16 meses!
Espera pelo Inverno!
“Qual será a parte que ainda não perceberam??”
Aquela que andam com as calças para baixo e com o rego do rabo a mostra
Quando chegar a vez da Alemanha, o que é inevitável, assobia para o lado.
Está na hora de ir buscar os cartazes a chamar-lhe hitler pois então.
Os do costume esqueceram-se deles.