«[Ter pertencido a um governo de Santana Lopes] é uma mancha no currículo de qualquer pessoa.»
Pacheco Pereira, ontem, na TVI 24.
[O XVI Governo, presidido por Santana Lopes, integrava Álvaro Barreto, Paulo Portas, Bagão Félix, António Monteiro e os dirigentes sociais-democratas Nuno Morais Sarmento (actual vice-presidente do PSD), Fernando Negrão (actual deputado e vice-presidente da AR) e Paulo Rangel (actual eurodeputado).]

Um verdadeiro sábio — nunca acertou em nada uma única vez.
Havia um jogo antigo da Majora que era o Sabichão. Era de madeira e encravava sempre.
Ouvir Pacheco Pereira e ver a TVI, é uma mancha negra negra na cabeça de qualquer pessoa.
Agora a sério, o homem com o confinamento piorou. Nem as tele-consultas o ajudaram. Coitado.
É trocar o nome de Santana Lopes por José Sócrates
Está a sugerir que o homem já troca os nomes das pessoas de quem quer falar?
Não, mas a frase seria bem mais assertiva
Eu ainda me lembro de Pacheco Pereira, quando Santana foi empossado, estar inconsolável na Quadratura do Círculo e antecipando peste e fome. Uma coisa se pode dizer de Pacheco Pereira: quando ele odeia, é de sempre e para sempre.
Por outro lado, pergunto-me se Pacheco Pereira alguma vez disse ou dirá que “ter pertencido a um governo de Sócrates é uma mancha no currículo de qualquer pessoa” – ele que tanto tempo conviveu na Quadratura com o nº 2 de Sócrates e há tanto tempo convive na Quadratura com o primeiro coordenador da Comissão Permanente do PS da era Sócrates.
Pacheco Pereira um intelectual e alguém de uma capacidade de análise fora do vulgar.
Um excelente comentador, com dom da palavra e um grande conhecedor de política e de história.
Santana Lopes é apenas alguém que andou a saltar de poleiro em poleiro que gostava de posar para a fotografia.
Em termos práticos não fica para a estória pois pouco ou nada contribuiu em termos de ideias do que quer que seja para Portugal.
Miguel Nunes
Álvaro Barreto, o homem do petróleo verde, Paulo Portas, o irrevogável, Morais Sarmento o homem que ia dar a RTP2 à sociedade civil logo antes de ir pescar a S. Tomé, Fernando Negrão sempre elogiado neste blogue.
Realmente tem razão, se pertencer ao governo de Santana Lopes é uma nódoa, nem sempre se nota.
Pacheco Pereira é acima de tudo um vaidoso. E como qualquer vaidoso, gosta de se ver na televisão.
Mas normalmente, para se ser televisivamente elegível, é necessário ter imagem, ou então ser dono de uma capacidade de comunicação elevada.
Ora Pacheco Pereira não tem uma, nem outra qualidade.
Então para se manter no ar, opta por retribuir com a única coisa que sabe fazer… dizer merda.
Isto tem vindo a ser transversal nas nossas televisões. Os comentadores são uns vendidos, contradizendo diariamente as posições e as ideias que defenderam durante anos, a troco de meia dúzia de minutos semanais nas televisões. Convenhamos que os programas são também uma excelente publicidade aos intervenientes, inflacionando os cachets das suas palestras, ou vendendo os seus livros.
Este, como muitos outros, vende-se a esta conjuntura que tomou conta da comunicação social portuguesa, elevando a mediocridade que nos tem vindo a governar e diminuindo quem outrora já lhes deu de comer.
Para além disso, Pacheco Pereira no caso em apreço, tem outra característica que não passa despercebida a ninguém. É ciumento. E relativamente a Santana, o ciúme é doentio.
Há uma história célebre que ainda hoje corre no PCP e foi referida em praça pública há uns anos por uma personalidade que agora não me recordo: nos anos 60 Pacheco Pereira tentou aderir ao PCP e não passou no recrutamento. A justificação do “controleiro” foi simples, PP sabia de demais, as interpretações exacerbadas e originais de Engels, Marx e Lenine foram areia em demasia para a camioneta do “controleiro”. Face ao seu ódio de estimação a tudo o que não é Manuela Ferreira Leite no PSD há muito que acho que devia ter entregue o seu cartão de militante. Mudei de opinião: acho que é o sucessor perfeito 👌 de Rui Rio… Há poucos meses devido a um projecto profissional consultei a biografia (que já tinha lido aquando do seu lançamento) de Álvaro Cunhal para aprofundar um facto: no final dos anos quarenta a paixão de Cunhal por uma mulher (segundo palavras de PP) quase provocou a destruição da cúpula do PCP e não evitou a prisão do pai e da irmã de Cunhal pela PIDE. PP esqueceu-se de referir um pormenor técnico importante: a “mulher” era uma jovem de nome Áurea que à data teria 14/15 anos (Cunhal tinha 32). A selectividade de PP fazes-me lembrar um velho slogan publicitário: “brandy Constantino a fama que vem de longe”. Mas o que é terrível é que assisti ao vivo à declaração citada neste post. O masoquismo é uma coisa tramada.
Sempre tive dificuldade em ver Pacheco Pereira como militante do PSD mas fica agora reforçada pelo o percurso histórico a opinião de que é um intelectual de extrema-esquerda infiltrado no PSD.