Cada um de nós deve ter uma responsabilidade consciente de nos protegermos e com isso respeitarmos também os outros, porque o risco existe. Se estas medidas são a melhor forma de nos proteger, então devem ser adoptadas para o bem de todos . Mas há sempre alguém que gosta de guerras com a constituição.
“”Eu também sou jurista e sei a capacidade enorme que os juristas têm de inventar problemas. Felizmente, a realidade da vida é muitíssimo mais prática”
A questão é que, atendendo ao perfil do eleitor-médio português, essa frase é bem capaz de render votos. Ainda que ele, primeiro-ministro, chefie e assim deliberadamente mantenha uma poderosa, impune e imparável fábrica de kafkianos rendilhados jurídicos.
«É nosso dever ter estas normas de afastamento uns dos outros, usar as máscaras quando estamos em proximidade (…)» e fazer pagar aos incumpridores coimas, porque o erro que cometemos antes e que só agora reconhecemos, não instituindo o seu uso obrigatório e não requisitando as empresas necessárias para o seu fabrico, esse erro nunca por nós será pago. O sistema eleitoral baseado em listas fechadas garante-nos essa isenção.
«(…) diga a Constituição o que diga.» Até porque as constituições são como o papel higiénico, para usar e deitar fora, a exemplo daquilo que fizémos às outras três anteriores (que me lembre) nos últimos duzentos anos. As constituições não são “vacas sagradas” e estão sempre prontas para o sacrifício. Mesmo aquelas que foram sujeitas a referendo, o que não é o caso.
Numa instituição bancária, com alguns clientes, chegam 2 individuos mascarados: – Isto é um assalto! Passe para cá o dinheiro, diz um ao caixa Uma amiga para a outra : Uffa!!! que alívio, pensei que tivessm COVID!
A constituição é como mulher boa. Quando receptiva aos nossos prazeres degustativos, segue-se cegamente até ao Inferno. Quando está doente ou lhe dói a cabeça, 🙂 procura-se outra.
Diga o que disser. Enfim…
Afinal de contas, se há meses era um absurdo a interpretação literal de uma lei, porque não o seria a interpretação literal da Constituição?
Ética republicana, nada mais.
Costa
Cada um de nós deve ter uma responsabilidade consciente de nos protegermos
e com isso respeitarmos também os outros, porque o risco existe.
Se estas medidas são a melhor forma de nos proteger, então devem ser
adoptadas para o bem de todos .
Mas há sempre alguém que gosta de guerras com a constituição.
e a frase da década vem logo a seguir:
“”Eu também sou jurista e sei a capacidade enorme que os juristas têm de inventar problemas. Felizmente, a realidade da vida é muitíssimo mais prática”
A questão é que, atendendo ao perfil do eleitor-médio português, essa frase é bem capaz de render votos. Ainda que ele, primeiro-ministro, chefie e assim deliberadamente mantenha uma poderosa, impune e imparável fábrica de kafkianos rendilhados jurídicos.
Costa
Foi da parte da tarde não foi? A AR é a construção civil da política portuguesa. Ébrios do almoço, não há “pilar” que saia aprumado.
José de Bêtum
Manda quem pode, obedece quem deve.
WW
Já sou anti-social, por isso terei todo o prazer de usar máscara.
No meu disco não aceito um risco.
Na constituição tenho o meu coração.
Qual é o Problema a final?
«É nosso dever ter estas normas de afastamento uns dos outros, usar as máscaras quando estamos em proximidade (…)» e fazer pagar aos incumpridores coimas, porque o erro que cometemos antes e que só agora reconhecemos, não instituindo o seu uso obrigatório e não requisitando as empresas necessárias para o seu fabrico, esse erro nunca por nós será pago. O sistema eleitoral baseado em listas fechadas garante-nos essa isenção.
«(…) diga a Constituição o que diga.» Até porque as constituições são como o papel higiénico, para usar e deitar fora, a exemplo daquilo que fizémos às outras três anteriores (que me lembre) nos últimos duzentos anos. As constituições não são “vacas sagradas” e estão sempre prontas para o sacrifício. Mesmo aquelas que foram sujeitas a referendo, o que não é o caso.
A constituição não pode ser interpretada literalmente. Tal como tudo o que é legislado em Portugal, depende de quando, quem, e a quem se aplica.
E a interpretação certa é a do PS e as das esquerdas — as outras, a maioria, estão erradas.
Numa instituição bancária, com alguns clientes, chegam 2 individuos mascarados:

– Isto é um assalto! Passe para cá o dinheiro, diz um ao caixa
Uma amiga para a outra : Uffa!!! que alívio, pensei que tivessm COVID!
A constituição é como mulher boa.
Quando receptiva aos nossos prazeres degustativos, segue-se cegamente até ao Inferno.
Quando está doente ou lhe dói a cabeça, 🙂 procura-se outra.
Não há necessidade de ir até ao inferno, existe sempre uma boazinha que passa na hora do aperto.