0 comentários em “Frases de 2019 (13)”

  1. Também Sá Carneiro, caso Mário Soares não tivesse sido o lider do PS, nos idos 70, e fosse de Lisboa, teria sido, quase de certeza, Secretário Geral do PS:

    “Mário Soares, que lhe fechou o acesso à Internacional Socialista (onde, recorde-se, Sá Carneiro procurou insistentemente inscrever o PSD). Restou-lhe por isso a inscrição na Internacional rival da direita: o PPE.”

    https://www.google.com/amp/s/www.publico.pt/2018/01/14/politica/opiniao/o-horizonte-perdido-do-psd-1799261/amp

        1. A maior diferença é que o lado provinciano do PSD tomou conta do partido durante anos os sabichões mais refinados da antiga Beira Alta andaram a afundar aquilo — o que explica a eterna soberba do PS e a arrogância de todas as esquerdas (a igualdade como se sabe é só para os que já são iguais) e o próprio auto-embezerramento que faz os tipos do PSD meterem sempre os pés pelas mãos nas alturas-chave.

      1. Alberto João Jardim concordaria consigo. Ele considera(va) o PSD como um partido social-democrata.
        José Sócrates também concordaria. Ele esteve no PSD antes de se passar para o PS.

      1. o que eu quis dizer é que o PSD morreu quando Sá Carneiro morreu.
        não existe social democracia no PSD. por isso o Rui Rio e muitos outros passeiam por lá.

        por motivos pessoais não tenho tempo algum para ir / ver cinema. com muita pena minha mas as filhas valem o sacrifício cultural. sei que era muito comentada (achincalhada) a relação dos dois – aliás, tudo o que não interessa é comentado até ao desgaste neste país -. Agradeço à Snu a Editora D. Quixote. E é pena não termos mais pessoas como Sá Carneiro ou Natália Correia.

          1. Vão sobrando uns restos no BE, na France Insoumise, no Die Linke, no Syriza, no Podemos, …. os seus programas eleitorais são todos essencialmente à direita dos programas do SPD, PSF, PS dos anos 70. Foi cá uma guinada à direita!…

          2. O último partido socialista europeu que podia intitular-se social-democrata era o francês, hoje ligado à máquina, em estado comatoso. Ao renegarem o marxismo – matriz da social-democracia clássica – os sociais-democratas descafeinaram-se, ficando a meio da ponte, nem cá nem lá. Vários, como Blair ou Schroeder, saltaram para a outra margem, abraçando sem peias o liberalismo. Não por acaso, Macron foi ministro da Economia na presidência Hollande.

          3. Meu caro, deixemos os nomes, dos partidos, de fora:

            1)Estado Social – Pensões, Reformas,Subsidios de Desemprego, de Doença…
            3)Sistema Nacional de Saúde tendencialmente gratuito e Universal.
            4)Escola Pública tendencialmente gratuita.
            5) Lei Laboral que proteja Direitos elementares do trabalhador
            6) Impostos sobre o Rendimento Progressivos
            7)Aumento dos impostos sobre as mais valias derivadas de Produtos Financeiros ( ex: Acções), ou sobre qualquer Património mobiliário não derivado do Trabalho – ex: Rendas – com a consequente diminuição dos Impostos sobre o Rendimento/ Trabalho.

            Enquanto houver Partidos e Eleitores que pensem como eu a Social Democracia estará vivinha da silva….

          4. Mas só a social-democracia assegura isso?
            Está muito enganado.
            A menos que Bismarck – o fundador do que hoje chamamos “Estado Social” – tivesse sido social-democrata.
            E os democratas-cristão do pós-guerra em Itália e na Alemanha talvez, no fundo, fossem sociais-democratas também.
            Nesse caso quem está enganado sou eu.

          5. 8)Diminuição da Carga Fiscal para as Empresas Tecnológicas/ Alto Valor Acrescentado Nacionais/ Internacionais – ex: Farmacêuticas, Biotecnológicas… (impostos zero)
            9)Combate à Precariedade Laboral.
            10) Acabar com as Regalias Fiscais das Fundações comprovadamente sem interesse social/ cientifico.
            11) Acabar com Vistos Gold e fomentar no Plano Internacional a proibição dos Paraísos Fiscais, com o argumento do Combate ao Terrorismo e outras Actividades ilicitas.
            12) Plafonamento de salários e pensões Máximas ( Salários acima de 1 milhão de euros anuais deveriam ser permitidos apenas, nas Empresas, pelo aumento da redistribuição de uma % x dos dividendos/lucros pelos trabalhadores, ou em investimento na própria empresa)……

          6. O que é isso? A lista dos deveres? Um caderno de encargos? Uma lista de compras? O guião do próximo programa do Ricardo Araújo Pereira?

          7. Está bem esgalhado, ou não? Ao Pedro já sei o lugar que lhe atribuíria. Fácil. Agora ao jpt ainda ando às voltas…. Quero ter decididamente o nosso Homem connosco, mas sem lhe causar grandes preocupações, por causa da vesícula. Ainda pensei nas Relações Externas, mas eramos capazes de ficar sem relações e só com Ralações….e a tropa é fraca, Pedro.
            …….

          8. “Sistema Nacional de Saúde tendencialmente gratuito e Universal.” Sistema ou Serviço? Se for Sistema (com as conotações que por cá tem) não joga muito bem com o tendencialmente gratuito.

          9. Sistema, ou Serviço, desde que o pobretanas, do je, não morra por falta de status…que isto dos Seguros é uma grande fraude…chega aos 60 anos e paga 100€, ou mais por mês, com plafond incluído….os Seguros são bons para os saudáveis….é como as PPPs…o risco fica sempre de fora, no Estado.

          10. Não. Por acaso não concordo. O Neoliberalismo é um tipo de Anarquismo Económico/Capitalista (Mises, Hayek), onde não existem Principios senão um tipo de libertanismo delirante. O Liberalismo obedece a Principios emanantes da própria Democracia. O Liberalismo não é anti-Estado Nação, o Neoliberalismo é-o ( Hayek nunca esqueceu que foi o Estado, Austriaco, que o obrigou a ir para a Guerra…)

            O Problema do Neoliberalismo é que substitui a “tirania” do Estado, pela da “Corporação”. O final lógico do Neoliberalismo é a criação de conglomerados corporativos ( muitas marcas na mão de poucas empresas/grupos) e o estrangulamento da virtude canónica capitalista – a livre concorrência. A sociedade acabada do neoliberalismo é uma de trabalhadores e não de proprietários. O Neoliberalismo é assim um Socialismo de Mercado

          11. O liberalismo económico no passado recente poderia sim ser considerado de socialismo de mercado no entanto já passámos essa fase há muito tempo, desde 2007/2008 chama-se neo-comunismo.
            O Pedro Correia tem um escrito da rúbrica “penso-rápido” onde sintetiza claramente o que ele e muitos outros que estão no “comando desta UE” pensa da social-democracia, aliás só facto de numa resposta acima tentar colar o marxismo há social democracia mostra bem o estado de confusão / desespero em que os neoliberais (neo-comunistas) estão.

            WW

  2. “Se todos temos de estar agradecidos a Sá Carneiro, eu tenho de estar duplamente agradecido, porque se o Dr. Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS e vejam lá o que me tinha acontecido. Fez um partido e livrou-me de semelhante coisa”, concluiu.

    Pedro, as coisas transcritas e não ouvidas podem perder algum do seu sentido estilistico, como por exemplo a ironia.

  3. Descontextualizar e truncar a frase para lhe dar outro significado, é feio! O Dr. RRio provoca mesmo muita urticária na capital do império! Porque será? Três ministros em três telejornais, à sexta, o PM à 2a em entrevista tipo Daniel Oliveira, e em modo “o que dizem os seus olhos”, diz bem de como anda o jornalismo neste país. E a preocupação dos jornalismo é continuar a desvirtuar o que é dito? Volta Sócrates, estás perdoado!
    Antonio Tomé

    1. Rio deve provocar muita urticária, sim. Mas no próprio PSD, onde não faltará quem abra a boca de espanto por ter um “líder” que admite que poderia ter sido militante do PS.

      1. Caro Pedro Correia,
        O PSD até já teve lideres que passaram, um pelo MRPP e outro pelo PCP. Descubra quais…
        Rui Rio foi sempre do PSD!!!

        1. Sá Carneiro e Balsemão passaram pela Ala Liberal pré-25 de Abril.
          Emídio Guerreiro passou pela Luar pré-25 de Abril.
          Barroso passou pelo MRPP.
          Passos Coelho passou pela JCP.

          Um partido arco-íris.

    2. É o “jornalismo” de hoje e de sempre o problema é que agora têm concorrência e não gostam, tanto não gostam que se esforçam ainda mais para baixar o “nível”.

      WW

      1. Rui Rio gosta de liderar um partido de vocação nacional, como o PSD, a partir do eixo regional Porto-Viana. E de lá quase não sai.
        Ainda não percebeu que para se impor ao País tem de atravessar o Douro.

  4. O Pedro Correia sempre com o teclado pronto para sacar do contexto as declarações de Rui Rio e de quem o apoia.
    É pena que os milhões de anónimos que irão votar no PSD nas legislativas não caibam neste blog.
    Os xuxas estão apavorados porque irão ter mais uma derrota e provavelmente terão de fazer um mortal á rectaguarda e aliar-se novamente á esquerda “revolucionária” e levar Portugal a uma nova bancarrota atendendo á crise económica que se avizinha.

    WW

      1. Seria melhor para a Câmara Municipal de Viseu mas Portugal tem prioridade e os jardins são efémeros…porque não existe quem trate deles, já nem adianta falar do resto, quem tem visitado e quem cá vive sabe do que falo.

        WW

  5. É daquelas coisas que fazem sentido (em 1974, houve quem aderisse a um ou outro partido por causa de quem estava já lá; alguns nomes são surpreendentes), e que se podem contar em off no fim de um jantar, a recordar velhos tempos políticos, mas que ditas em voz alta podem ser fatais.

    1. João o único Partido ideologicamente coerente nos pós 25 de Abril foi o CDS. O resto, uma parte importante, andava com o socialismo na boca por conveniência ( ainda gostava de saber quantos comunistas foram informadores da PIDE…aquela pressa em queimar os registos….)

  6. Depois deste debate, se bem compreendi cinge-se a isto.
    A verdadeira ideologia resume-se de que lado está o tacho mais vantajoso.

    Dos vossos altos castelos e torreões
    inexpugnáveis fossos e paredões
    Imploramos nós, míseros, ó nobres barões
    por vossos dejectos, nossas precisões.

    Em todo o caso, nada que uma missa de jeito e futebol a preceito não compense.

      1. Completamente desfasado da realidade.
        Numa correria entre a cozinha e cá a fazer uma tarte de maçã e limão para uma encantadora Princesa de quinze anos, que no delicioso jeitinho feminino de mandar sem pedir, se lembrou:
        – Ai vú. A tua tarte de maçã do Domingo estava uma delícia.
        – Está bem, amorzinho: esta ainda vai estar melhor.
        Eu sou lá homem de cachimbo.

  7. Depois da experiência autocrática da mãozinha fechada, a proposta do PPD/PSD do Dr. Sá Carneiro era fantástica e irrecusável do ponto de vista da democracia e dos ideais de Abril. Mas atenção que me refiro não aos ideais de 24 ou 26, mas aqueles que moveram a revolução de 25 e nos deram a liberdade.

  8. -Deste PSD teremos cada vez mais “Dr. Sá Carneiro” e Norte. Será fórmula vencedora?.
    -Mais a Sul o PS tentará, mais uma vez, esconder na gaveta o “socialismo”. Mas com amigos daqueles será difícil.
    Ambos abusarão (e re-abusarão) da esgotada, rançosa, salvífica social-democracia.
    Por fim mesmo os que perderem, continuarão a ganhar.
    Os que estão de fora, esses sim, perdem sempre.
    “Every way you look at it you lose”.

    “Sitting on a sofa on a Sunday afternoon
    Going to the candidates’ debate
    Laugh about it, shout about it
    When you’ve got to choose
    Every way you look at it you lose”
    Simon & Garfunkel

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