«Quanto à Catalunha, a nossa atitude é não intervir na vida de outro Estado.»
Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à edição de hoje do jornal El País
«Quanto à Catalunha, a nossa atitude é não intervir na vida de outro Estado.»
Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista à edição de hoje do jornal El País
Com o ataque à Síria já não é bem assim.
Permito-me perguntar ao nosso presidente se tem provas de quem utilizou armas químicas com que possa sustentar a sua posição.
A dualidade de critérios em favor do politicamente correto é uma arma sempre utilizada por quem não sabe por convicção própria para onde e como disparar.
Guterres navega na mesma deriva acomodada.
Excepto quando queremos intervir na vida de outro Estado…
Isto é diplomacia em estado líquido!
Ao dizer “Estado” nem fala de Espanha nem da auto-proclamada República da Catalunha, portanto o vinho corre e a liquidez da afirmação fica por conta do entendimento do bacante que ler.
E como não há duas sem três, “apoiamos” os ataques à Síria porque, como já veio dizer o ami Macron, foi uma intervenção necessária e não uma declaração de guerra.
Depois disto podemos dormir descansados, amanhã o cravo e a ferradura estarão de volta.
E tem Marcelo toda a razão, não se deve interferir na vida interna de outros países, pelo menos se queremos ser amigos deles.
Mas então não se entende aquele despropositado comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a dizer que Portugal não iria reconhecer a independência da Catalunha. Se não reconhece não reconhece, e não tem nada que dizer que não o faz.