«O Bloco de Esquerda nunca confundiu a democracia com o acto formal do voto. Há muitas ditaduras em que se vota. Por exemplo, em Angola vota-se e não é uma democracia.»
Catarina Martins, a propósito da farsa eleitoral na Venezuela (30 de Julho)
«O Bloco de Esquerda nunca confundiu a democracia com o acto formal do voto. Há muitas ditaduras em que se vota. Por exemplo, em Angola vota-se e não é uma democracia.»
Catarina Martins, a propósito da farsa eleitoral na Venezuela (30 de Julho)
Sim, a democracia é muito mais que sufrágio. Surge directamente associada ao liberalismo e à ideia de direitos fundamentais como a igualdade perante a lei, a igualdade de oportunidades independentemente do berço onde se nasceu, e à protecção dos mais fracos e desfavorecidos. Em última instância a democracia baseia-se no iluminismo e cristianismo
Ir às eleições era um acontecimento social durante o Estado Novo. Não havendo sufrágio universal legítimo, apenas legitimado pelo governo de então, foram tudo menos democráticas.
É o que digo, Dulce! Sufrágios não fazem democracias
No Bloco de Esquerda também se vota. É raro mas acontece.
Como no PSD. Escolhe-se entre os candidatos escolhidos. Assim como um tipo de democracia indirecta …..
E como no PCP. Ou não.
Sim
A Catarina tem razão: há muitas ditaduras onde se vota, mas só nas democracias é que o voto é “conditio sine qua non”. Qualquer regime onde não se vota é uma ditadura.
Há muitas formas de ditadura até em democracia, entendida como controlo oportunista, arrogante e faccioso do poder: uma delas é o parlamentarismo partidário arranjista que não corresponde à vontade expressa nas eleições. Mas isto Catarina Martins ignora de propósito para que a sociedade possa ser moldada de acordo com a vontade de grupos minoritários.