Frases de 2017 (12)


Pedro Correia,

«Fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o País à deriva.»

Jorge Sampaio, citado no 2.º volume da biografia Jorge Sampaio – O Presidente, recém-lançado por José Pedro Castanheira

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  1. A prova pela voz do próprio que foi realizado um Golpe de Estado.

    Não existiam ameaça alguma às instituições e um Governo eleito foi demitido.

    1. Um dos problemas foi Santana ter aceitado substituir Barroso. O engodo era a maioria absoluta. A golpada de Sampaio foi esta: aceitar um PM sem legitimidade eleitoral que sabia que iria demitir à mínima coisa, antecipando um regresso do PS ao poder para aproveitar um dos últimos QCA sem as regras apertadas que já se anunciavam. É próprio de alguém sem carácter e sem seriedade quanto a mim, porque foi uma jogada política e um PR não é PR para fazer jogadas políticas. Aliás, o nosso mal são as jogadas políticas: as eleições representam a vontade do povo e os governos devem cumprir os seus mandatos. Coligações pós-eleitorais, obviamente, não têm legitimidade nenhuma e são o que resulta dessa tradição de de esquemas e jogadas de patifórios de baixa nomeada.

      1. Não interessa, não existia ameaça ao regime e às instituições, ou pelo menos Sampaio não o explicou. Logo até ver o derrube do Governo foi ilegal.

        Mas como a elite político-jornalista estava de acordo a Constituição pode ser violada. É sempre violada quando a elite das redacções que tem o poder em Lisboa está de acordo em que seja violada.

  2. Nem precisamos mostrar a “qualidade” dos politicos, internos ou externos, eles próprios, prestam esse serviço. Por vezes, só temos que ir relembrando aos que “andam a comer muito queijo”

  3. ..e se tivesse sido Cavaco Silva a fartar-se de Sócrates???
    seria “um crime de lesa pátria”
    Democracia de esquerda é “outra coisa”

  4. Para quem se tinha esquecido, um lembrete da mentalidade de capataz que orienta transumâncias com tanganho d’ocasião.. Simplesmente não dá mais, é constragimente da sua natureza, como o triângulo que não se consegue libertar da sujeição dos seus três lados- quando muito entorta-se…..

    E nem simpatizo, ou alguma vez simpatizei com Santana. Mas daqui por uns anos, a lembrança de Sampaio será celebrada como a de um Augusto d’Aguiar ou Miguel Bombarda – nuns bairros ou ruas de Lx, numas lojas maçónicas ou diluido nuns escritos (eventualmente com verbete em índice remissivo ou Glossário) de um ou outro Pulido Valente que reste no ou resista ao Futuro….

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