Caro Pedro Correia: Não me parece que isto seja disparatado, lunático, utópico, que represente falta de ideias, de que malevolamente muitos comentadores pouco sofisticados acusaram António Nóvoa (tantas vezes de forma gratuita e ofensiva, com jogos de palavras a partir do nome do candidato). Muitos o acusaram de ter um discurso gongórico, que não se percebe, pura «névoa», jogando aqui com o nome, embora de forma não excessivamente malévola, dado pressupor uma avaliação das suas ideias. Mas hão-de ter de «meter a viola no saco», pois ele irá surpreende muita gente, estou absolutamente convicto disso. Se chegar a ser eleito, se será bom presidente é outra coisa que ninguém poderá honestamente prever. Como em relação a todos os candidatos em todas as eleições. Do ponto de vista formal cumpre os requisitos legais. Não ofende nem ofenderá ninguém na campanha, estou certo. Tem uma formação e preparação intelectuais muito acima da média, pelo que não percebo os anticorpos que gerou. Mas a poeira no ar há-de assentar, como diz outro putativo candidato, Rui Rio, que eu também gostaria de ver na corrida. Acho que falariam de coisas sérias enobrecendo o debate. O que me poria, à partida, grandes dúvidas sobre em qual deles votar: só a campanha poderia dirimir esta minha dúvida à partida. Estamos necessitados de um debate político sério e nobre como de pão para a boca. Precisamos de reconciliar as pessoas com a política, caso contrário será a democracia que está em risco.
Creio que a grande dificuldade em aceitar os novos perfis que se anunciam para a candidatura a PR reside na negação de uma realidade que busca demonstrar que um país já não pode ficar refém de famílias políticas e económicas, estando as primeiras subordinadas às segundas, apesar dos abalos destas. É precisamente em situações de abalos que os poderes mais se movimentam nos bastidores para fazer crer que alguém fora dos circuitos tradicionais é, por esta natureza, um contumaz. E é precisamente por não se perfilarem diante destes juízes, que sempre em causa própria transformaram a casa imprópria para aqueles a quem sugam o sangue, que convém tudo fazer para desabonar a casa das alternativas que dizem pretender cultivar.
Portugal é uma nação que em matéria de organização social apresenta-nos uma estrutura do tipo mafioso; soldados, capos e capi di tutti capi. Todos os demais que rejeitem este tipo de organização social devem consolar-se como os cachorrinhos que vão comendo as migalhas que caem da mesa de seus donos. E, em muitos caos, estes últimos são transformados em proscritos. Ora, acontece que a situação presente revela que estas estruturas, em particular aquelas que têm vindo a sugar os recursos cá da ilha e que se posicionaram em todos domínios institucionais, têm sido constituídas (ressalva para as pouquíssimas excepções) por incompetentes, megalómanos e parasitas oferecendo em abundância pose. Pose, jeitos e trejeitos para alindar a imagem é coisa que não tem faltado. A propósito deste último parágrafo, recordo-me da imagem apocalíptica (revelação) sobre a besta que faz a imagem de si mesma para que se torne sempre presente. Os nazis souberam usar com excelência estes meios visuais numa tentativa de perpetuar o seu deus. E deixaram discípulos por todo o mundo. Quem tiver ouvidos, escute.
Quem é que adquiriu o botão para acabar com a austeridade? O Costa? Ou quem prevê crescer muito acima do que prevêem todas as instituições internacionais credíveis? Artigo «O espectacular efeito do crescimento no Orçamento» (In blog EconomiaInfo) http://economiainfo.com/
Caro Pedro Correia:
Não me parece que isto seja disparatado, lunático, utópico, que represente falta de ideias, de que malevolamente muitos comentadores pouco sofisticados acusaram António Nóvoa (tantas vezes de forma gratuita e ofensiva, com jogos de palavras a partir do nome do candidato).
Muitos o acusaram de ter um discurso gongórico, que não se percebe, pura «névoa», jogando aqui com o nome, embora de forma não excessivamente malévola, dado pressupor uma avaliação das suas ideias.
Mas hão-de ter de «meter a viola no saco», pois ele irá surpreende muita gente, estou absolutamente convicto disso.
Se chegar a ser eleito, se será bom presidente é outra coisa que ninguém poderá honestamente prever.
Como em relação a todos os candidatos em todas as eleições.
Do ponto de vista formal cumpre os requisitos legais.
Não ofende nem ofenderá ninguém na campanha, estou certo.
Tem uma formação e preparação intelectuais muito acima da média, pelo que não percebo os anticorpos que gerou.
Mas a poeira no ar há-de assentar, como diz outro putativo candidato, Rui Rio, que eu também gostaria de ver na corrida.
Acho que falariam de coisas sérias enobrecendo o debate. O que me poria, à partida, grandes dúvidas sobre em qual deles votar: só a campanha poderia dirimir esta minha dúvida à partida.
Estamos necessitados de um debate político sério e nobre como de pão para a boca.
Precisamos de reconciliar as pessoas com a política, caso contrário será a democracia que está em risco.
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Creio que a grande dificuldade em aceitar os novos perfis que se anunciam para a candidatura a PR reside na negação de uma realidade que busca demonstrar que um país já não pode ficar refém de famílias políticas e económicas, estando as primeiras subordinadas às segundas, apesar dos abalos destas.
É precisamente em situações de abalos que os poderes mais se movimentam nos bastidores para fazer crer que alguém fora dos circuitos tradicionais é, por esta natureza, um contumaz.
E é precisamente por não se perfilarem diante destes juízes, que sempre em causa própria transformaram a casa imprópria para aqueles a quem sugam o sangue, que convém tudo fazer para desabonar a casa das alternativas que dizem pretender cultivar.
Portugal é uma nação que em matéria de organização social apresenta-nos uma estrutura do tipo mafioso; soldados, capos e capi di tutti capi. Todos os demais que rejeitem este tipo de organização social devem consolar-se como os cachorrinhos que vão comendo as migalhas que caem da mesa de seus donos. E, em muitos caos, estes últimos são transformados em proscritos.
Ora, acontece que a situação presente revela que estas estruturas, em particular aquelas que têm vindo a sugar os recursos cá da ilha e que se posicionaram em todos domínios institucionais, têm sido constituídas (ressalva para as pouquíssimas excepções) por incompetentes, megalómanos e parasitas oferecendo em abundância pose. Pose, jeitos e trejeitos para alindar a imagem é coisa que não tem faltado.
A propósito deste último parágrafo, recordo-me da imagem apocalíptica (revelação) sobre a besta que faz a imagem de si mesma para que se torne sempre presente. Os nazis souberam usar com excelência estes meios visuais numa tentativa de perpetuar o seu deus. E deixaram discípulos por todo o mundo.
Quem tiver ouvidos, escute.
Ainda vamos ver PPC apoiar o sujeitinho.
E o Costa, que adquiriu um botão que provoca automaticamente o crescimento, ainda vai deixar-se de piscadelas de olho.
Já agora, que terá dito que “é preciso acabar” com a política de austeridade “antes que ela acabe” com os portugueses?
Quem é que adquiriu o botão para acabar com a austeridade?
O Costa?
Ou quem prevê crescer muito acima do que prevêem todas as instituições internacionais credíveis?
Artigo «O espectacular efeito do crescimento no Orçamento»
(In blog EconomiaInfo)
http://economiainfo.com/
Acabar com a austeridade NA AUSÊNCIA DE CRESCIMENTO é de candidatos a internamento.
Não chamaram o homem para integrar o grupo de sábios do Costa?
“Passada esta crise”
Só esta frase é uma pérola. Passar esta crise significa reduzir a dívida para menos de 60% do PIB, sabe ele quantas décadas tal implica?