0 comentários em “Frases de 2015 (14)”

  1. Caro Pedro Correia:
    Não me parece que isto seja disparatado, lunático, utópico, que represente falta de ideias, de que malevolamente muitos comentadores pouco sofisticados acusaram António Nóvoa (tantas vezes de forma gratuita e ofensiva, com jogos de palavras a partir do nome do candidato).
    Muitos o acusaram de ter um discurso gongórico, que não se percebe, pura «névoa», jogando aqui com o nome, embora de forma não excessivamente malévola, dado pressupor uma avaliação das suas ideias.
    Mas hão-de ter de «meter a viola no saco», pois ele irá surpreende muita gente, estou absolutamente convicto disso.
    Se chegar a ser eleito, se será bom presidente é outra coisa que ninguém poderá honestamente prever.
    Como em relação a todos os candidatos em todas as eleições.
    Do ponto de vista formal cumpre os requisitos legais.
    Não ofende nem ofenderá ninguém na campanha, estou certo.
    Tem uma formação e preparação intelectuais muito acima da média, pelo que não percebo os anticorpos que gerou.
    Mas a poeira no ar há-de assentar, como diz outro putativo candidato, Rui Rio, que eu também gostaria de ver na corrida.
    Acho que falariam de coisas sérias enobrecendo o debate. O que me poria, à partida, grandes dúvidas sobre em qual deles votar: só a campanha poderia dirimir esta minha dúvida à partida.
    Estamos necessitados de um debate político sério e nobre como de pão para a boca.
    Precisamos de reconciliar as pessoas com a política, caso contrário será a democracia que está em risco.

    «

  2. Creio que a grande dificuldade em aceitar os novos perfis que se anunciam para a candidatura a PR reside na negação de uma realidade que busca demonstrar que um país já não pode ficar refém de famílias políticas e económicas, estando as primeiras subordinadas às segundas, apesar dos abalos destas.
    É precisamente em situações de abalos que os poderes mais se movimentam nos bastidores para fazer crer que alguém fora dos circuitos tradicionais é, por esta natureza, um contumaz.
    E é precisamente por não se perfilarem diante destes juízes, que sempre em causa própria transformaram a casa imprópria para aqueles a quem sugam o sangue, que convém tudo fazer para desabonar a casa das alternativas que dizem pretender cultivar.

    Portugal é uma nação que em matéria de organização social apresenta-nos uma estrutura do tipo mafioso; soldados, capos e capi di tutti capi. Todos os demais que rejeitem este tipo de organização social devem consolar-se como os cachorrinhos que vão comendo as migalhas que caem da mesa de seus donos. E, em muitos caos, estes últimos são transformados em proscritos.
    Ora, acontece que a situação presente revela que estas estruturas, em particular aquelas que têm vindo a sugar os recursos cá da ilha e que se posicionaram em todos domínios institucionais, têm sido constituídas (ressalva para as pouquíssimas excepções) por incompetentes, megalómanos e parasitas oferecendo em abundância pose. Pose, jeitos e trejeitos para alindar a imagem é coisa que não tem faltado.
    A propósito deste último parágrafo, recordo-me da imagem apocalíptica (revelação) sobre a besta que faz a imagem de si mesma para que se torne sempre presente. Os nazis souberam usar com excelência estes meios visuais numa tentativa de perpetuar o seu deus. E deixaram discípulos por todo o mundo.
    Quem tiver ouvidos, escute.

  3. E o Costa, que adquiriu um botão que provoca automaticamente o crescimento, ainda vai deixar-se de piscadelas de olho.

    Já agora, que terá dito que “é preciso acabar” com a política de austeridade “antes que ela acabe” com os portugueses?

    1. Quem é que adquiriu o botão para acabar com a austeridade?
      O Costa?
      Ou quem prevê crescer muito acima do que prevêem todas as instituições internacionais credíveis?
      Artigo «O espectacular efeito do crescimento no Orçamento»
      (In blog EconomiaInfo)
      http://economiainfo.com/

  4. “Passada esta crise”

    Só esta frase é uma pérola. Passar esta crise significa reduzir a dívida para menos de 60% do PIB, sabe ele quantas décadas tal implica?

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