Podia criar também um imposto para a inflação de aspas nos textos da agência Lusa. Em vez de citarem frases inteiras, alguns jornalistas da Lusa adoram escrever assim:
«Otelo Saraiva de Carvalho afirmou hoje que Cavaco Silva apenas [abre aspas] “gere o seu poder pessoal” [fecha aspas] e que [abre aspas] “nunca teve a capacidade” [fecha aspas], que [abre aspas] “apesar de tudo” [fecha aspas] Oliveira Salazar tinha, de preservar a soberania nacional na relação com países estrangeiros. (…) Para o [abre aspas] “general de Abril” [fecha aspas], como lhe chamaram os populares presentes, Cavaco Silva foi [abre aspas] “sempre” [fecha aspas] um [abre aspas] “homem do partido” [fecha aspas], embora o tenha andado a [abre aspas] “disfarçar” [fecha aspas] ao longo do tempo.»
Dá a impressão que ganham… à aspa. Falta fazer uma revolução nesta forma de escrever, pá.
Ontem, no Anticrise, Manuel Marques fez uma impagável paródia sobre esse cromo da “nossa democracia”.
Porreiro, pá.
A culpa não é dele. Não lhe ponham um microfone à frente e tudo se resolve.
De acordo contigo, pá.
E que tal o Gaspar criar um pesado imposto sobre a asneira? Até eu concordava…
http://expresso.sapo.pt/salazar-preservo u-mais-a-soberania-nacional-do-que-cavac o-silva-otelo=f802982
Podia criar também um imposto para a inflação de aspas nos textos da agência Lusa.
Em vez de citarem frases inteiras, alguns jornalistas da Lusa adoram escrever assim:
«Otelo Saraiva de Carvalho afirmou hoje que Cavaco Silva apenas [abre aspas] “gere o seu poder pessoal” [fecha aspas] e que [abre aspas] “nunca teve a capacidade” [fecha aspas], que [abre aspas] “apesar de tudo” [fecha aspas] Oliveira Salazar tinha, de preservar a soberania nacional na relação com países estrangeiros. (…) Para o [abre aspas] “general de Abril” [fecha aspas], como lhe chamaram os populares presentes, Cavaco Silva foi [abre aspas] “sempre” [fecha aspas] um [abre aspas] “homem do partido” [fecha aspas], embora o tenha andado a [abre aspas] “disfarçar” [fecha aspas] ao longo do tempo.»
Dá a impressão que ganham… à aspa. Falta fazer uma revolução nesta forma de escrever, pá.
Tens razão, pá!
Tanta pá já pede vassoura…