Num país tantas vezes dirigido por especialistas em esquemas que apenas beneficiam os próprios, sugiro uma marosca que, pelo menos, tem algumas vantagens para todos. Eu explico.
1. O dito novo acordo ortográfico decidido por políticos que nem governar sabem (e que nos cobre de vergonha) fez cair as consoantes mudas, entre outras coisas, mas, estranhamente, não fez cair a consoante mais muda de todas, que é a primeira letra das palavras que começam por H (p.e.: heliporto).
2. A quase totalidade dos heliportos deste país pertence a instituições públicas e ao Estado em geral.
3. Diz-se que as obras públicas costumam fazer passar umas percentagens interessantes por baixo da mesa para alimentar fraquezas.
4. Os homens do FMI são capazes de criar algum embaraço a essas fraquezas tão vulgarizadas entre nós.
Ora, a solução é simples. Trata-se de mandar repintar a letra que indica a localização dos heliportos nacionais, substituindo o H por E.
Vantagens:
— a nova ortografia obriga a corrigir e a melhorar em termos de coerência o famigerado acordo ortográfico;
— essa correcção fundamenta plenamente uma obra de pintura de grande envergadura nas muitas pistas nacionais;
— tal obra pode ser entregue por ajuste directo com fundamento na urgência que se impõe;
— uma obra assim sempre há-de render coisa que se veja por baixo da mesa, precisamente num período em que parece não haver mais nada a sacar para satisfazer as fraquezas que se sabe;
— pode até render mais ainda se forem feitas alterações após a adjudicação da obra, como seja pintar a letra em itálico ou em negrito.
Além disso, Portugal fica com eliportos pintados de fresco por um justificadíssimo motivo linguístico de força maior e quando os omens do FMI perceberem o esquema já será tarde.
Pela minha parte, não precisam de agradecer a ideia: são 15 por cento. Somos todos umanos, não é?




Bom este tipo de obra tem de ser entregue em subempreitadas . Ou seja, mais 15% para mim.
Então, João! E cá o pessoal? Só paga? Os enganados são os do FMI!!! Cá para mim o João….já se (h)abituou (ou abotuou ?)ao dito ” pataca a ti, pataca a mim, a mim pataca “….enfim
As patacas caem cada vez menos, Zé. Já não se fazem árvores como se faziam antes…
Ó lá de cima, para V. usar esse nome tem de aprender a escrever melhor. Combinado?
Pois, mas é este o meu nome e com muito gosto. Quanto ao escrever…
Bom… Pelos vistos, é o que pode arranjar-se…
Temos omem.
Onestamente?
Omessa !!
Oje em dia nunca se sabe…
Só 15%??? Por isso é que o João não está no Governo, não tem jeito nenhum para governante!
Repare, Carlos, que eu só tinha duas hipóteses: ou cobrava mais e ia para o governo, ou sou modesto e conservo o prestígio…
Some-se-lhe a mudança dos sinais de trânsito a indicar ospital.
Hesta hé de borla.
Cumpts.
Boa hideia.
João, todos sabemos que em toda e qualquer obra há percentagem, luvas, robalos por baixo ou por cima da mesa.
No final dos anos setenta, num concurso público em que duas empresas apresentavam uma proposta para fornecimento de um tchu-tchu, o responsável (?) do estado pôs esta questão: “Ganha o concurso quem me oferecer o barco xpto”. Lá ganhou o barquinho.
A ideia de substituir o H de heliporto por E não é difícil, basta fazer dois traços no meio do H e teremos dois Es, costas com costas; talvez só seja necessário ‘oferecer’ um cabaz de petinga.
Quem dera que os homens se tornassem omens e os humanos se tormassem umanos… talvez o mundo se tornasse mais umano e menos ipócrita.
Temos de acreditar. Um mundo como os Açores, cheio de idranjas…
Um pouco desse mundo também tenho no meu quintal, ortences/idranjas brancas, azuis claras e escuras, bordeaux e cor de vinho, estão a começar a florir… e não estou nos belissímos Açores. Sou uma priveligiada!
Hum… Devia aver visitas guiadas…