Já me pronunciei múltiplas vezes sobre a legitimidade de um governo PS-PCP-BE. Também disse que teria de ser minimamente estável, coisa em que não acreditava muito. O acordo anunciado tem muitas coisas boas, mas estável não será. Um acordo que não inclui os outros partidos no governo demonstra que estes não estão muito para aí virados. Um acordo que não aceita aprovar orçamentos (o principal documento que os governos levam a votação todos os anos) a priori nem sequer pode ser chamado acordo. Costa poderá vir a ser primeiro-ministro em breve, mas não o será por muito, temo. Basta que não consiga agradar a gregos e troianos para cair. E se os gregos são difíceis, os troianos estarão com a faca nos dentes. Depois das vitórias poucochinhas, Costa terá agora um governo fraco, fraquinho. Arrisca-se a ficar para a história como um sucedâneo de Santana. E é pena, porque até poderia ser promissor.
Fraco, fraquinho
joaomsandre,

Também estou curioso de saber se dura 4 anos!
Mark Margo
http://www.markmargo.net (site cor de rosa com celebridades, cinema e PLAYMATES )
Concordo 100% com este post.
Obrigado caro Luís. É sempre bom ter o acordo de quem tem também uma linha política diferente da minha.
100%? Inclusivamente em relação à frase sobre um governo de esquerda poder “ser promissor”?
É uma solução fraca mas é a possível.
A alternativa seria um governo do mesmo género com a PàF e o PS.
Ninguém em seu prefeito juízo pensa que os partidos que concorreram como adversários às eleições vão se fundir e colaborar a 100%.
Não se esqueça que a Coligação do poder quase se desintegrou no anterior mandato, não há razões para pensar que a mesma coligação com mais um partido seria estável.
Claro que podemos sempre sonhar com o que pensamos ser a solução ideal, mas os eleitores nem sempre nos fazem as vontades.
Quase se desintegrou mas não chegou a tal. É isso que é uma coligação: um acordo entre dois partidos que encontram pontos em comum para trabalharem juntos.
Os partidos poderão ter concorridos em oposição mas isso não os impediria de ser governo juntos. Fazer concessões é parte do jogo democrático.
Longe de mim apreciar Santana como politico – para mim nem para secretario de Estado servia. Mas Santana, respeitou sempre as solicitações e decisões do Presidente da República. E, como de recente referiu, quando foi investido não tinha ganho, mas também não tinha perdido eleições. Quando as perdeu, demitiu-se. Não escondeu as dissonâncias com o Presidente Sampaio, mas nunca andou a evacuar alarvidades e insultos, tão pouco a querer ensinar o oficio ao PR.
Costa trata o actual PR alardeando contumaz persporrência acolitada frequentemente por rascas insultos.
Perdeu as eleições, ardilou uma “narrrativa” da “maioria de esquerda” para aldrabar desde eleitores ao Presidente. É irresponsável, mente quando por exemplo, diz que a “Austeridade” acabou, e alardea soluções politicas de mitómano ressabiado. Borrifa-se para a legitimidade eleitoral, replicando com a interpretação que serve os seus interesses e ambição.
Fica na história como sucedâneo de Santana?
“Think twice” – ainda acaba mas é como sucedâneo do outro mitómano, assim em digressões conferenciais por Vila Velha de Rodão ou Vila Real em salas poucochinhas para parecerem repletas a rocinar confabulações sobre as causas analógicas de Luatys Beirões do futuro…
Boa Noite e Boa Sorte
Santana respeitou as decisões que teve que respeitar. Respeitou perfeitamente a decisão de ser indigitado primeiro-ministro e não se poupou aos ataques a Sampaio quando este dissolveu a assembleia. O tom talvez tenha sido mais cordato, mas aí teria de ir ler porque não recordo as palavras de memória. Se tem as coisas no baú partilhe, teria todo o gosto em reler as declarações.
Quanto a Cavaco, pessoalmente é difícil ser-se poupado nos ataques depois de ler aquelas alarvidades quando anunciou a sua decisão. Cavaco foi, de longe, o pior presidente da democracia portuguesa. Diria que tem boas possibilidades de permanecer nesse pedestal. Nunca compreendeu o seu cargo nem as suas funções. Se tivesse ouvido os conselhos de outros talvez não tivesse feito nem dito tanta asneira.
Não podia estar mais de acordo!
Antevêem-se dias complicados para este país…
E não pouco. Nem sei se prefiro um governo de esquerda que muito provavelmente cai dentro de um ano ou um de gestão até às próximas eleições…
Percebo-o perfeitamente!
Ainda não consegui discernir qual o mal
menor.
Caro Joaão André “E é pena, porque até poderia ser promissor.” Quando??!! Porquê!? Sempre me intrigou esta ventura de vista ao António Costa. Nunca consegui perceber onde lhe viam tanto pergaminho!! Hoje, ou melhor, amanhã será apenas mais um mito morto, nesta era de mitos mortos!!
A Costa não vejo muito, mas um governo PS-PCP-BE poderia, do meu ponto de vista, ser promissor. Preferiria outro PM, mas é essa a minha opinião. Claro que imagino facilmente outros a discordarem veementemente. Até eu sei que se poderia ser promissor, também poderia ser bastante arriscado.