
Recordo a minha opinião sobre o tema:
Não encontro nenhum optimismo nesta subida dos "empregos verdes". A explicação é simples: eles crescem porque os governos desviam recursos de outras actividades económicas para os subsídios às energias renováveis. Perante isso, não é de estranhar a criação de empregos no sector. Os empresários, lendo os sinais que são dados pelos governantes, encontram nessa área uma oportunidade de negócio. O problema está que o sector não é rentável por si: sem subsídio, dá prejuízo. Por outro lado, os subsídios têm origem nos impostos de outras áreas de negócios, certamente, rentáveis. Ao cobrar impostos a negócios rentáveis para subsidiar um negócio não rentável, o governo presta um péssimo serviço ao país. Isto porque o empresário do negócio rentável, a quem é cobrado o imposto, vê o seu negócio perder rentabilidade, o que por sua vez leva-o a investir menos na criação de postos de trabalho. O governo, com esta política, incentiva a criação de "empregos verdes" num negócio não rentável, ao mesmo tempo que desincentiva a criação de empregos noutras actividades de negócio que não precisam de subsídios para sobreviver. Quem pretende encontrar algum optimismo nisto, é livre de o fazer (publicado anteriormente aqui).
[Nota: Externalidades positivas? Sim, conheço o conceito. No caso em questão estão mais do que sobreavaliadas]

Claro que, depois de o governo ter oferecido subsídios, as empresas que deles beneficiaram não abdicam dos mesmos sem luta:
http://www.eleconomista.es/telecomunica ciones-tecnologia/noticias/1538838/09/09/E l-sector-solar-termico-peleara-por-los-s ubsidios-en-Espana.html
“La industria solar térmica española tendrá que defender con uñas y dientes las ayudas estatales después de que el año previo el Gobierno pinchara la burbuja creada en el negocio de energía solar con paneles al recortar los subsidios.”
http://www.juandemariana.org/pdf/09 0327-employment-public-aid-renewable.pdf
“Consequently, through the use of both methods we have reached a similar conclusion: for every green job, we can be highly confident that 2.2 jobs are destroyed elsewhere in the economy, to which we have to add those jobs that the non-subsidized investment would have created.”
Qual é a principal preocupação no actual momento? Combater o desemprego, certo? Os espanhóis fizeram muito bem em cortar subsídios ao sector das energias renováveis.
A tentação de tirar conclusões em fases muito precoces inflaciona o numero dos empregos gerados.
Qualquer indústria gera mais emprego durante a instalação que durante a manutenção.
Por outro lado há diferenças entre comprar em Portugal e deixar o dinheiro na economia portuguesa relativamente a “deitar dinheiro fora” comprando petróleo e carvão. É uma forma de proteccionismo da economia. O que defendo é que se publiquem esses multiplicadores.
“O problema está que o sector não é rentável por si: sem subsídio, dá prejuízo.”
Isto é objetivamente falso no caso da energia solar para aquecimento de águas. Para uma habitação que seja ocupada em permanência, essa tecnologia é rentável por si.