Lembro-me de quando à terça ao serão havia sempre uma série policial. O “Polvo” dava às terças, “Modelo e Detective”, “Dempsey and Makepeace”, “Crónica do Crime”. Todas deram à terça.
Havia um padrão no serão da TV: concursos às segundas, filmes à quarta, debates à quinta, filmes à sexta. A terça era o dia das séries policiais e foi assim que conheci a minha favorita: “A Balada de Hill Street”. Ou “Hill Street Blues”, se preferirem.
Na esquadra de Hill Street acompanhávamos os agentes, individualmente ou em duplas no seu dia a dia, desde o carismático roll call (“let’s be careful out there”, mais tarde “let’s do it to them before they do it to us”) à cerveja ao fim do dia no bar onde todos se encontravam.
Eu era criança quando dava à noite, mas revi mais tarde numa reposição, e voltei a adorar, agora com mais atenção e noção. Fui apaixonada pelo officer Renko e o seu companheiro Bobby Hill, adorei cada rosnar de Belker, respeitei e chorei o sargento Esterhaus.
Gosto muito de séries e filmes do final dos anos 70, início dos 80. É série que se vir à venda não hesito em comprar.
Deixo o genérico, um hino.

Belíssimas séries. As “minhas” eram mais antigas, Hong-Kong,Bonanza,Caravana (Wagon Train), High Chaparral, o Homem da U.N.C.L.E, o Santo, Danger Man, sei lá quantas mais…
um dia bom
Acho que não perdi um único episódio. 🙂
Uma excelente série que serviu de molde a muitas outras, desde logo pelas inúmeras acções paralelas que iam decorrendo em cada episódio.
Foi uma das primeiras séries que nos fizeram confundir a ficção com a realidade. A acção, os personagens, os enredos, tudo parecia tão real.
Muitos dos actores eram tão bons na pele do seu personagem, que não conseguiram despi-lo completamente, não tendo por isso singrado em spin offs, ou mesmo outras séries.
Esterhaus foi o sargento insubstituível.
Via tudo e ainda vejo, só que agora posso escolher e antigamente via o que havia para ver.
Constato frequentemente que no século passado o que havia podia ser pouco, mas era bom, ou muito melhor do que as séries a metro que pululam por aí.
Que saudades de A Balada de Hill Street, além das belissimas personagens, encantava-me o amor do chefe e da namorada que acabavam quase sempre o episódio num banho relaxante a tomar uma bebida.
Sempre me irritou a tradução de blues por balada…
Muito boa. Ainda se pode apanhar o Lt.Goldblume – Joe Spano – no NCIS
Hill Street Blues veio trazer às séries de televisão norte americanas a ideia de multiple story arcs (Dr Who no Reino Unido já contava com isso mas nas décadas de 70 e 80 era desconhecida por cá) e com isso dar-lhes uma complexidade mais próxima da vida real.
Também tenho A Balada de Hill Street como uma referência no que a séries televisivas se refere. Obrigado pela lembrança Marta.
Adorei a série que, como tu, vi em miúdo, às terças-feiras. Era (e sou) um fã incondicional do Sargento Michael “Mick” Belker.