Fareed Zakaria entrevistou recentemente na CNN Bryan Stevenson, um advogado, professor e activista americano que pôs o dedo na ferida ao classificar os EUA como uma “post-genocidal society”. A questão racial na América está, de facto, muito longe de estar resolvida. À superfície, na opinião publicada e politicamente correcta, existe há muito um consenso que vê o tema como tabu, e que faria o leitor distante supor o fim do racismo. Nos últimos anos, noutras frentes, como no entretenimento, e sobretudo em meios urbanos, a questão racial parecia ter praticamente desaparecido. Como se isso não fosse suficiente, um presidente negro foi eleito – e reeleito – em 2008 e 2012.
Apesar destes passos, é hoje evidente que subsiste um largo substracto da população que manteve as suas convicções e foi acumulando, escondido dos media, ódio e ressentimento. Isto mesmo foi visível nos recentes confrontos entre a polícia e a população negra, e não foi também irrelevante para a absolutamente imprevista candidatura de Donald Trump.
Os eventos recentes mostram, com efeito, que a questão racial nunca foi bem sarada. Stevenson alega que parte do problema reside no facto de esse trauma nunca ter sido discutido abertamente, como noutras geografias com problemas semelhantes (e.g. Apartheid). Terá, pelo menos, razão parcial. Dá que pensar.

Sinceramente, parece-me que a comunidade “african-american” centra demasiado em si as atenções mas raramente faz reflexões, que de uma forma geral contribuiriam mais para a resolução dos seus problemas do que apontando o dedo ao “homem branco” e a todo um sistema, que apesar de injusto é o mais justo deles todos:
1. ignora as outras raças no debate com os restantes americanos, para eles outras minorias, como os hispânicos, asiáticos, africanos de outros continentes, etc, não têm qualquer problema nem enfrentam dificuldades, only black live matter.
2. ignoram que a maioria dos african-american morrem às mãos de outros african-american, numa proporção gigante comparativamente aos escandalos que produzem via morto pela policia.
3. ignoram que morrem mais americanos brancos que african-american às mãos de policias – apesar dos african-american serem mais propensos à prática de crimes.
4. ignoram que é mais provavel um african-american morrer às mãos de outro african-american do que por um homem branco.
5. ignoram o gang related violence como causa numero 1 das mortes e encarceramentos.
6. a maioria da pobreza é cultivada pelo preconceito de quem nascido nesse meio quer mudar de vida, este é ostracizado e tido como mau exemplo perante os seus.
7. ignora os dados alarmantes das mães solteiras e famílias disfuncionais.
8. ninguém quer falar da gang culture e de como isso atrasa o desenvolvimento de comunidades que queiram sair das situações de perigo acima descritas.
Julgo, em jeito de conclusão, que a comunidade african american recusa a assumir os casos de sucesso, raramente retirando conclusões e ensinamentos, recusa olhar para os seus problemas, preferindo usar do mais que estafado white man’s burden para prosseguir com uma agenda que não trará qualquer vitória, muito pelo contrário. Mais, é mais que sabido que há todo um universo de gente cujo o ganha pão é exactamente a exploração desta temática, incentivando a lutas e guettificações de forma a perpetuar a sua base de estudo ou trabalho.
Os dados estão todos acessíveis como uma simples pesquisa no google, FBI etc.
Como qualquer tipo de comida, mesmo que seja “Food for thought”, para ser saudável, só com a “diversificação alimentar”. Tendo, apenas, uma fonte informativa, especialmente vinda da CNN, será como comer fast food todos os dias, duas vezes ao dia e, mais tarde, ficar surpreendido com o ataque cardíaco 😉
“a questão racial parecia ter praticamente desaparecido”
mas, se souber quem está a subsidiar “a gordura” para que a questão racial não desapareça, começa a perceber como podem ser provocados, propositadamente, esses “entupimentos das artérias”.
A melhor maneira de investigar certos “resultados” será com o simples e eficaz “follow the money” que não serve, apenas, para casos de corrupção mas, também, para saber os reais objectivos de certas Fundações, muitas delas cheias de boas intensões mas, coincidência das coincidências, acabam por andar a servir outros objectivos, muito específicos, especialmente para aqueles que “puxam os cordelinhos”. Podia dar muitas razões mas, aqui, vamos ficar com a mais simples: “dividir para reinar”.
Apesar de tentarem, por todos os meios, acabar com o jornalismo de investigação (daqueles que não sejam “palha”), ainda há quem os faça e, conseguem resultados que, naturalmente, não são divulgados por uma CNN, mais a mais que 78% da informação que nos dão a “comer”, presentemente, é controlada por menos de meia dúzia de Corporações. Francis Bacon defendia que “Saber é Poder”, ora o grande interesse de uma globalização, controlada por meia dúzia de Corporações, mostra que têm feito o possível e o impossível para, cada vez, sabermos menos e, como se vai vendo, o cidadão terá cada vez mais obrigações e menos Poder. Se há duas décadas, quem avisasse era maluquinho, agora, só não vê quem for “ceguinho”.
Voltando às Fundações e se, para além daquilo que ouviu, souber que uma Fundação subsidia, com milhões, o movimento black lives matter, sabendo que essa Fundação tem nos seus quadros, Soros e esposa, se calhar, vai passar a olhar para esse “alimento para o pensamento” com outros olhos porque, além da “gordura” está completamente envenenado.
Mas há mais porque para, verdadeiramente, uma minoria, conseguir controlar mais de 7 mil milhões de pessoas, não basta porem-nos uns contra os outros, é preciso, por exemplo, aumentar a dependência dos cidadãos das mesadas do Estado. Países dependentes das dívidas, cidadãos dependentes do Estado.
Depois, nem interessa a cor mas, alguém acabará por cair na patranha de ter filhos só porque o Estado paga, um X por cada filho e, aqui, começam os problemas porque, quem seguir o caminho de ter filhos só porque o Estado paga, desresponsabiliza os adultos, aumenta-lhes o rendimento mas, serão crianças cuidadas, bem tratadas ou educadas?
Parece que o Estado protege mas, quando chegarem aos 18 anos, o Estado sai de cena e, afinal, o dinheiro não cai do céu, nem sequer puderam aprender o que é ser responsável e a fazer boas escolhas e, naturalmente, seguirão aquilo que aprenderam, o mesmo estilo de vida porque o facilitismo está garantido.
Nunca nos EUA se distribuíram tantas Food stamps nem tantos subsídios. Há famílias que viveram sempre assim e, agora, experimente dizer-lhes que têm direito às mesmas coisas que aqueles que tiveram menos filhos e outras opções de vida.
Curiosamente, se ler aquilo que reivindicam, não querem Igualitarismo mas, precisamente, aquilo que já anda a acontecer, seja para um emprego ou uma bolsa de estudo, podem passar à frente de alguém mais competente, pela simples razão de ter uma cor diferente e, mais uma vez, somando injustiças, só pode acabar mal e, no final, acaba por beneficiar aqueles que nos querem pôr todos iguais mas, nivelando por baixo porque, só assim, será possível, esse governo totalitário a nível global.
Desde Tratados que tiram poder aos países para os entregar às Corporações até aos representantes que não elegemos, francamente, o pior de tudo é a ignorância porque basta sonegar dados a um Problema, para virar outro, completamente diferente.
Muito mais haveria a dizer mas isto é um simples comentário, apenas um aviso porque aquilo que se ouve pode ser apenas manipulação e para se saber, alguma coisa, mais importante do que a “comida” será a “água”… ir beber a muitas “fontes”, para poder fazer uma boa “digestão” 😉
A sociedade Light tem a particularidade de transformar assuntos sérios em resumos legislativos. Se algum mérito pode ser atribuído a Trump é precisamente a sua capacidade de trazer à luz o que está encoberto por um manto de nevoeiro há muitos anos.
Nunca me regozijei com o facto de ter sido eleito um Presidente negro, mas não significa isto que a sua eleição, a de Obama, não me tenha agradado. No entanto o que mais me agradaria, sob o ponto de vista da temática que comento, seria ter visto eleito para Presidente dos EUA um autóctone, isto é, um índio.
Parece-me que a comunidade mundial, tal como a americana, desconhece a história e passa-lhe ao lado o facto de que o povo que perdeu sua nação não foram os afro-americanos, os hispânicos, os europeus que aí residem, os judeus, os islâmicos…
Para se falar com propriedade de uma sociedade pós-genocídio não se pode ignorar a questão ameríndia.
Por outro lado, não se pode falar só de racismo na vertente white/black, porque conheço esse mesmo racismo com o nome de tribalismo e nacionalismo. Significa isto que o racismo só pode ser debatido se julgado na sua essência e não na sua aparência.