6 comentários em “Foi para isto que chumbaram o PEC IV?”

  1. É verdade que há muito tempo que deixei de ter paciência para o Festival da Canção. Mas, ora bolas, nem o Festival escapa!

    Anabela

  2. O chumbo desse tal PEC não foi anterior à ida lá de dois pândegos acompanhados de uma trupe de saltimbancos que me fizeram sentir vergonha?

    Assim sendo, só posso lamentar que a decisão não tenha sido tomada antes…

  3. Como já não vou para novo (ai de mim), ainda me lembro de quando parava tudo para ver, a preto e branco, o festival da canção da RTP e depois o da Eurovisão.

    Mas é certo que – também por razões que agora não vêm ao caso – antigamente concorriam ao da RTP os melhores da nossa praça (houve músicas de Nazareth Fernandes, Pedro Osório, José Calvário, etc, letras de Manuel Alegre, Ary dos Santos, José Nisa, etc) e nascia todos os anos uma esperança de que “este ano é que ganhamos o da Eurovisão”.

    E nos dias imediatos as rádios transmitiam vezes sem conta as canções vencedoras, assim como as que tinham ficado nos lugares de honra, e havia discussões sobre a justiça ou injustiça da vitória e cada cabeça tinha a sua opinião e a sua favorita.

    Depois, as coisas foram mudando rapidamente, os pólos de qualidade e novidade fugindo para outras paragens, o interesse baixando todos os anos.

    Simone, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, José Cid, Carlos Paião (este um enorme talento já desaparecido), Dulce Pontes são nomes ainda hoje conhecidos e ouvidos, ao passo que passaram ao esquecimento Célia Lawson, Rui Bandeira, Liana, Sofia Vitória, Nonstop, Sabrina, Filipa Azevedo (googlei, estes eu também não recordo).

    Quanto aos festivais em outros países (como França, Itália, Espanha, Inglaterra), foi acontecendo mais ou menos a mesma coisa.

    E também o da Eurovisão passou a ter um número infindável de concorrentes, ninguém lhe liga nenhuma (àparte, ao que suponho, os “novos” países de Leste), as votações por televoto são de anedota, e não há uma rádio que transmita as canções, desinteressantíssimas, que no dia seguinte são, assim como os seus intérpretes, engolidas pelo cano de esgoto…

    Agora são outros tempos, muito diferentes, abissalmente menos provincianos, de infinitas escolhas muito mais interessantes.

    Que aquilo se continue a realizar e que se tenha mantido a preocupação de concorrer é o que mais me admira…

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