Foi há 9 anos e eu ainda gozava férias. Mesmo cá dentro, por acaso estava na ilha de Tavira, julgando que fazia uma grande travessia de barco……… mas enfim, hoje nem cá dentro se pode gozar férias. Temos que voltar aos anos 60, ir para a estrada a ver se nos dão uma boleiazita ( boleia sem a Zita, porque com ele ficava muito cara ) para qualquer lado.
Estava eu num cafezito a almoçar, a ver também as imagens e a não perceber que raio de filme era aquele e que facies tão aterrorizados me apareciam, quando percebi que era o telejornal. Ainda hoje tenho as imagens na cabeça, todas estas que aqui estão, tantas outras que se viram e continuam a ver. Para não mais esquecer!
Parece que foi ontem. Estava em casa com a televisão ligada e pude ver o embate do segundo avião nas torres. Nem queria acreditar no que estava a acontecer… Incrivelmente real e assustadoramente perturbador. Uma dor que em muitos jamais desvanecerá.
Fizeste muito bem em lembrar esta trágica efeméride que marcou o início do século XXI. Um século que não nos trouxe o ‘homem novo’ que alguns idealistas tinham profetizado, mas ódios velhos com o seu antiquíssimo cortejo de destruição e morte. Nada de novo debaixo do sol.
Foi aterrador. Ainda recordo hoje, um frio intenso e gélido a percorrer-me todo o corpo.
Como se o sangue a correr pelas veias tivesse gelado e o peito afundasse num enorme vazio.
Tal como muitos, assistia em directo na TV a este arrancar furioso da vida, e quando observo a primeira foto percebo quão pequeno, singelo, e curta é a passagem da vida para a morte.
O avião a aproximar-se da segunda torre, carregado de vidas, quase quase a arrancar muitas outras vidas, numa simplicidade aterradora, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Constrangedora esta facilidade em tirar a vida de alguém. Que ardam no inferno, se ele existir todos os que tão mal trazem ao mundo.
Entendo muito bem o que diz. Enquanto as outras fotos não precisam de legendas sobre o terror e o pânico instalados, a primeira tem essa espécie de subtileza. Ali, faltam uns segundos para a morte e, no entanto, tudo parece muito simples, muito natural, como se tivesse de ser assim mesmo e nada de mais estivesse a passar-se.
Foi há 9 anos e eu ainda gozava férias. Mesmo cá dentro, por acaso estava na ilha de Tavira, julgando que fazia uma grande travessia de barco……… mas enfim, hoje nem cá dentro se pode gozar férias. Temos que voltar aos anos 60, ir para a estrada a ver se nos dão uma boleiazita ( boleia sem a Zita, porque com ele ficava muito cara ) para qualquer lado.
Entende-se.
Nove anos dolorosos para os familiares das vítimas do “Atentado” e para os inocentes do costume.
Longos, longos anos. E parece que ainda foi ontem.
Desculpa-me, meu caro, mas estás enganado: não foi há nove anos, foi ontem.
Tens razão. Foi ontem.
Estava eu num cafezito a almoçar, a ver também as imagens e a não perceber que raio de filme era aquele e que facies tão aterrorizados me apareciam, quando percebi que era o telejornal.
Ainda hoje tenho as imagens na cabeça, todas estas que aqui estão, tantas outras que se viram e continuam a ver.
Para não mais esquecer!
Parece que foi ontem. Estava em casa com a televisão ligada e pude ver o embate do segundo avião nas torres. Nem queria acreditar no que estava a acontecer… Incrivelmente real e assustadoramente perturbador. Uma dor que em muitos jamais desvanecerá.
Fizeste muito bem em lembrar esta trágica efeméride que marcou o início do século XXI. Um século que não nos trouxe o ‘homem novo’ que alguns idealistas tinham profetizado, mas ódios velhos com o seu antiquíssimo cortejo de destruição e morte. Nada de novo debaixo do sol.
Foi aterrador. Ainda recordo hoje, um frio intenso e gélido a percorrer-me todo o corpo.
Como se o sangue a correr pelas veias tivesse gelado e o peito afundasse num enorme vazio.
Tal como muitos, assistia em directo na TV a este arrancar furioso da vida, e quando observo a primeira foto percebo quão pequeno, singelo, e curta é a passagem da vida para a morte.
O avião a aproximar-se da segunda torre, carregado de vidas, quase quase a arrancar muitas outras vidas, numa simplicidade aterradora, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Constrangedora esta facilidade em tirar a vida de alguém.
Que ardam no inferno, se ele existir todos os que tão mal trazem ao mundo.
Entendo muito bem o que diz. Enquanto as outras fotos não precisam de legendas sobre o terror e o pânico instalados, a primeira tem essa espécie de subtileza. Ali, faltam uns segundos para a morte e, no entanto, tudo parece muito simples, muito natural, como se tivesse de ser assim mesmo e nada de mais estivesse a passar-se.