Foi há muito, muito tempo… [10]


André Couto,

… decorria o primeiro dia do mês de Maio do ano da graça do Senhor de mil novecentos e noventa e quatro quando faleceu, vítima de acidente em Ímola, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, Ayrton Senna da Silva. Embora ao tempo tivesse pouco mais de dez anos, é uma referência que guardo desde os primeiros tempos em que a consciência me surgiu.

"Velocidade, Alma e Emoção", tudo numa corrida de Fórmula 1. Deixou para a história da modalidade records que nem Schumacher bateu com bastantes mais anos de carreira e mesmo os que superou foi de forma medíocre, como o número de pole-positions. Ayrton Senna conquistou 65 em 161 corridas, e Schumacher só conquistou a sua 66ª na 236ª corrida.

Ao tempo era um fenómeno de popularidade mundo fora, para além do desportista era o Homem que, tal como voava nas pistas, enchia o mundo.

Como lhe dedicou a título póstumo um cantor italiano: "Desde que Senna não corre, não voltou a haver domingo…" [traduzido].

 

Para terminar deixo o momento em que Tina Turner dedicou a Ayrton Senna "Simply the Best".

 

12 comentários em “Foi há muito, muito tempo… [10]”

  1. Um marco excelente na história do automobilismo.
    Também eu acordei hoje com esta lembrança daquele dia triste, em que também houve luto no meu coração.
    Deste homem onde vivia a emoção, a paixão e naturalmente, a velocidade, resta apenas a lembrança. O mito do séc. XX, o suspense em todas as corridas, onde corria melhor com chuva do que em pista seca. Dominava a máquina!
    Não houve nem haverá muitos como ele. E não voltou a haver domingos nem corridas com esse suspense até ao final.
    Sempre Ayrton Senna!

    1. É um dos casos onde quase se pode dizer que o Homem era maior do que a própria modalidade.
      Poucas vezes teremos visto o mundo a querer tanto e ao mesmo tempo que chovesse num determinado sítio… 🙂

  2. Belíssima ideia esta, André, de homenagear hoje o piloto mais talentoso de todos os tempos, que há precisamente 15 anos deixou em lágrimas, como a mim, milhões de fãs por todo o mundo, naquele estúpido acidente em Imola. Em minha opinião, ele foi, sem qualquer sombra de dúvida, o mais dedicado, extraordinário e talentoso piloto de F1 de todos os tempos, que só uma morte prematura permitiu que fosse ultrapassado por outros, já bastantes anos após ela. Houve outros bons pilotos, é certo, alguns de craveira excepcional. Shumacher, Prost, Fangio, F. Alonso, Jim Clark, Nelson Piquet, são apenas alguns de um punhado de 20 ou 30 que poderíamos aqui destacar, dessa craveira de excepção. Mas nenhum, nenhum outro, tinha a alma deste rapaz, nem a sua grandeza humana. Até sempre, Ayrton Senna!…

  3. Tinha eu oito anos nessa altura. Lá em casa era hábito o meu pai ver a Fórmula 1 aos fins-de-semana, quando dava na RTP. Eu acompanhava, naturalmente. Mas desde a morte de Senna que nunca mais se viu uma corrida lá em casa.

    Merecerá sempre ser relembrado.

    1. John, foi exactamente isso que aconteceu cá em casa.
      Durante uns tempos ainda acompanhámos o Rubens Barrichello mas nunca voltou a ser o mesmo e com o tempo a Formula 1 caiu no esquecimento.
      Ayrton Senna era a própria Formula 1.

  4. Lembro-me como se fosse hoje, André, ao ver o Williams seguir em frente na curva Tamburello (que quer dizer recta torta, por isso pilotos como o Ayrton faziam-na a mais de 300 km/h). Não sei se foi o melhor, que temos tendência em idolatrar os que já não estão vivos, mas foi um dos melhores, sem dúvida. Bela homenagem. Parabéns.

    1. mike,
      Aos meus olhos é o melhor, mas sei que sou suspeito.
      Tento basear-me não só nas estatísticas mas no Homem que era. É verdade que temos tendência em idolatrar os que morreram, mas também é verdade que poucos marcaram tanto o desporto que praticavam com Ayrton Senna.
      Obrigado!

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