“A polícia tem bom olho para perceber quem está a aldrabar e quem está de boa fé”. (António Costa, ontem, sobre a fiscalização do confinamento)
Fiscalização a olhómetro
João Sousa,
“A polícia tem bom olho para perceber quem está a aldrabar e quem está de boa fé”. (António Costa, ontem, sobre a fiscalização do confinamento)
Juiz em causa própria
Juiz, advogado, legislador…
A caminho de um regime de estilo venezuelano
Só não sei se fazem fatos de treino para o n° dele.
Ele está descansado, pois nunca nos aldrabou.
Ele está descansado por um eleitorado de olhómetro descalibrado.
Isto é da maior tristeza possível.
Um primeiro ministro que diz uma barbaridade destas mostra que é um inculto, que não tem a mínima noção do que é exercer as funções de polícia e acima de tudo, vem trazer fantasmas sobre um tempo em que a polícia agia por iniciativa pessoal, de forma impune.
A polícia não é avaliadora de carácter. Até o pode fazer, mas apenas com o objetivo de transmitir essa avaliação à instância superior, que é o MP.
Jamais um polícia tem a autoridade de sancionar um cidadão, apenas porque acha que. Para o fazer, o cidadão tem efetivamente de cometer um ato ilícito.
Se o polícia suspeitar que o mesmo comete um ato ilícito, apenas lhe resta esclarecer a entidade competente sobre a matéria, a qual inicia uma investigação e apura se as suspeitas têm fundamento. Se tiverem, é sancionado, mas se houver a mínima dúvida, não é.
É assim que funciona num estado de direito. Que Costa teima em maltratar.
É o problema de se ser um político que apenas exerce a sua actividade… a olhómetro.
Verdade, mas pergunto, será que no maior governo da história deste país, com centenas de acessores, ninguém o esclarece?
Perdão, assessores.
O Inconveniente acha que alguém consegue fazer parte da equipa governativa de António Costa sem partilhar, na totalidade, da sua visão do que é exercer/controlar o poder?
Não deveria ser assim, mas num ditador em miniatura, disfarçado de socialista, compreende-se.
Este seu comentário, Inconveniente, é de uma extraordinária limpidez. Diz o que tem que ser dito, sem uma palavra a mais. Mas não sairá do limitado âmbito deste blogue: de quem nele escreve, lê e comenta. Já o que pensa o Soberano está com igual clareza exposto no que Rui Ramos escreve hoje no Observador. E nada de bom augura. O povo não tem sempre razão, a sua escolha não é sempre e necessariamente a boa escolha (diga o candidato Marcelo, em declarações esta manhã às televisões, o que disser).
Estas trágicas palavras sobre o bom olho das polícias e as salazarentas declarações, também de Costa, sobre Rangel e Maduro, entre outras coisas, são bem a demonstração do romance distópico em que Portugal se tornou. E cito Salazar, absolutamente actual: “está tudo bem assim e não podia ser de outra forma”.
Costa
Antes mais, agradeço as suas palavras.
Este blogue, no entanto, traz-me duas vantagens. Uma é ter a oportunidade de expor ideias e o prazer de as discutir. Outra, é o facto de uma ideia exposta poder vir a ser replicada várias vezes por todos os que a lêem. Tal como eu bebo aqui conhecimento e pontos de vista que me enriquecem, que eu próprio transmito a muitas pessoas do meu seio.
Quem viveu num tempo em que não havia forma de nos fazermos ouvir a mais de 2 pessoas, ter a oportunidade de passarmos ideias a 10, 20 ou 30, é extraordinário.
Subscrevo por inteiro e tento praticar na integra.
“Um primeiro ministro que diz uma barbaridade ….”
Não diga tão mal dos eleitores que lhe deram condições para ser primeiro ministro.
E os holandeses? Esses é que são do piorio….
O mundo está perdido.
Estou a gozar, o que quero dizer de vários comentários que leio é que me fazem lembrar os discursos de Américo Tomás. Trivialidades e a quererem endireitar o mundo que vai tão rasca …..
O que é que interessa a polícia ter bom olho se a justiça é cega e não vê um boi das atrocidades que estão a fazer aos cidadãos.
Mais grave do que a justiça ser cega é ser estrábica.
De um extremo ao outro, passando pelo meio… Isto (país e o mundo como o exterminador implacável da moral lhe gosta de chamar) só me faz lembrar aqueles livros Orwellianos… Já não sei o que diga, mas este SARS uma coisa conseguiu: colocar à vista o atraso civilizacional em que vivemos.
Atribui-se a Ray Bradbury a frase “o meu objectivo não é prever o futuro mas sim preveni-lo”. Claramente, Bradbury foi um optimista: para alguns que fazem o jogo do poder, as distopias que ele criou foram lidas como manuais de instruções e não como avisos.
É simples: se fôr preto, é criminoso; se fôr cigano, é aldrabão.
E se for branco vai para casa porque estamos em confinamento.
E se for branco (e cristão e – horror! – heterossexual) é reaccionário, machista, colonialista, com toda a probabilidade fascista – que é o totalitariasmo proibido, pois o outro é santo – e restantes epítetos da praxe.
Costa
É assustadora esta visão…
A pandemia trouxe com ela a nova PIDE. Não há volta a dar…
“A pandemia trouxe com ela a nova PIDE”
Não resisti a rir a bandeiras despregadas…..
A sério, sabe o que foi a PIDE?
A polícia a agir à base da bufaria, censura nas redes sociais, manter as pessoas em prisão domiciliária sem terem cometido qualquer crime. Para ser igual à outra PIDE só falta a tortura física porque a tortura mental é dada todos os dias pela também renovada DGS.
Senhor Carlos Sousa:
Esta ainda me faz rir mais (apesar de ser tenebrosa a comparação com a PIDE…. mas já lá vão 46 anos e pico).
E então? Acha que os tiques desapareceram?
O Salazar ainda é o ídolo de muita gente.
Já reparou que esta pandemia pôs a nú o pior do ser humano?
Da parte do poder, os tiques ditatoriais, da parte das pessoas; a bufaria, a mesquinhez, a chantagem emocional e o falso moralismo.
Você acha a comparação com a PIDE absurda, então imagine outra comparação.
A aplicação para telemóvel, que por acaso foi um fiasco, ao atribuir um número aos infectados, faz lembrar o quê?
Os outros tinham o número gravado na pele.
Não se iluda, não falta muito tempo para o homem ser completamente controlado. Não podemos facilitar e temos de estar atentos.
Li algures que a PIDE era branda porque não havia necessidade de ser mais agressiva. Em comparação com outros regimes autoritários claro.
Somos o mesmo povo. Aquele que telefona para a polícia para denunciar os vizinhos.
Espero sinceramente que não venha a ter de deixar de rir.
Quando há um escritor da nossa praça que tem o descaramento de dizer que a forma mais humana de matar a fome aos judeus era o crematório, está tudo dito.
E pode crer, se alguém sugerir um campo de concentração para os infectados, que há de haver sempre vozes a apoiar. O cordão sanitário é uma amostra.
Temos de estar atentos porque isto é a nível mundial.
O português pode ter mansos costumes mas adora que o vizinho seja bem policiado.
Mansa era a tia do outro. Quero ver é quando a “malta ” se aperceber deste embuste mundial aonde é que os mansos vão meter as zaragatoas?
A zaragatoa vai estar na mão atrás das costas. A outra mão, essa, há-de estar estendida a pedir esmola ao Estado.
Espero que a esmola venha nestes 6 meses em que o Costa está na tesouraria senão lá temos que ir buscar outro vírus à China.
Eu a pensar que isso do “a olho” era exclusivo da construção e da carpintaria. Afinal não.
Tendo em conta a variabilidade da sua actuação, o “a olho” também é método apreciado pelas nossas entidades que gerem o combate ao vírus.
Mais uma razão para a demissão do Cabrita.
A polícia que ele tutela anda há 5 anos sem olhar para o chefe do governo.
Cabrita põe a polícia a olhar para baixo ou para o lado – não para cima. E também a olhar de fora – como quando pôs os agentes que lhe protegiam a casa na rua para que não incomodassem o cão da ministerial Excelência.
António Costa ainda não foi de cana porque é artista a simular que está de boa fé.
António Costa, com aquele sorriso cínico, não consegue simular nada. O que tem é toda uma indústria de maquilhadores a mascará-lo de “hábil” e outros adjectivos improváveis – e que ele próprio, seguramente, nem sabe soletrar.
Que “olho” tiveram os envolvidos do SEF no assassinato de Ihor Homenyuk? Ou vão acabar com o SEF por terem tido “bom olho”?
Catarina Silva
Bem lembrado. Muito bem lembrado.
Se ao segundo debate percebemos que Vitorino Silva já tinha esgotado as metáforas e os lugares comuns para a campanha presidencial, com António Costa, o epidemiologista, ninguém se cansa de ouvir diariamente as mesmas banalidades.
O candidato Vitorino, ao menos, tem sobre Costa vantagens na gramática, no léxico e na dicção.
Isto ê que é falar bem…
Um verdadeiro poeta…