45 comentários em “Fiscalização a olhómetro”

  1. Isto é da maior tristeza possível.
    Um primeiro ministro que diz uma barbaridade destas mostra que é um inculto, que não tem a mínima noção do que é exercer as funções de polícia e acima de tudo, vem trazer fantasmas sobre um tempo em que a polícia agia por iniciativa pessoal, de forma impune.
    A polícia não é avaliadora de carácter. Até o pode fazer, mas apenas com o objetivo de transmitir essa avaliação à instância superior, que é o MP.
    Jamais um polícia tem a autoridade de sancionar um cidadão, apenas porque acha que. Para o fazer, o cidadão tem efetivamente de cometer um ato ilícito.
    Se o polícia suspeitar que o mesmo comete um ato ilícito, apenas lhe resta esclarecer a entidade competente sobre a matéria, a qual inicia uma investigação e apura se as suspeitas têm fundamento. Se tiverem, é sancionado, mas se houver a mínima dúvida, não é.
    É assim que funciona num estado de direito. Que Costa teima em maltratar.

      1. Verdade, mas pergunto, será que no maior governo da história deste país, com centenas de acessores, ninguém o esclarece?

        1. O Inconveniente acha que alguém consegue fazer parte da equipa governativa de António Costa sem partilhar, na totalidade, da sua visão do que é exercer/controlar o poder?

          1. Não deveria ser assim, mas num ditador em miniatura, disfarçado de socialista, compreende-se.

    1. Este seu comentário, Inconveniente, é de uma extraordinária limpidez. Diz o que tem que ser dito, sem uma palavra a mais. Mas não sairá do limitado âmbito deste blogue: de quem nele escreve, lê e comenta. Já o que pensa o Soberano está com igual clareza exposto no que Rui Ramos escreve hoje no Observador. E nada de bom augura. O povo não tem sempre razão, a sua escolha não é sempre e necessariamente a boa escolha (diga o candidato Marcelo, em declarações esta manhã às televisões, o que disser).

      Estas trágicas palavras sobre o bom olho das polícias e as salazarentas declarações, também de Costa, sobre Rangel e Maduro, entre outras coisas, são bem a demonstração do romance distópico em que Portugal se tornou. E cito Salazar, absolutamente actual: “está tudo bem assim e não podia ser de outra forma”.

      Costa

      1. Antes mais, agradeço as suas palavras.
        Este blogue, no entanto, traz-me duas vantagens. Uma é ter a oportunidade de expor ideias e o prazer de as discutir. Outra, é o facto de uma ideia exposta poder vir a ser replicada várias vezes por todos os que a lêem. Tal como eu bebo aqui conhecimento e pontos de vista que me enriquecem, que eu próprio transmito a muitas pessoas do meu seio.
        Quem viveu num tempo em que não havia forma de nos fazermos ouvir a mais de 2 pessoas, ter a oportunidade de passarmos ideias a 10, 20 ou 30, é extraordinário.

    2. “Um primeiro ministro que diz uma barbaridade ….”
      Não diga tão mal dos eleitores que lhe deram condições para ser primeiro ministro.
      E os holandeses? Esses é que são do piorio….
      O mundo está perdido.
      Estou a gozar, o que quero dizer de vários comentários que leio é que me fazem lembrar os discursos de Américo Tomás. Trivialidades e a quererem endireitar o mundo que vai tão rasca …..

  2. O que é que interessa a polícia ter bom olho se a justiça é cega e não vê um boi das atrocidades que estão a fazer aos cidadãos.

  3. De um extremo ao outro, passando pelo meio… Isto (país e o mundo como o exterminador implacável da moral lhe gosta de chamar) só me faz lembrar aqueles livros Orwellianos… Já não sei o que diga, mas este SARS uma coisa conseguiu: colocar à vista o atraso civilizacional em que vivemos.

    1. Atribui-se a Ray Bradbury a frase “o meu objectivo não é prever o futuro mas sim preveni-lo”. Claramente, Bradbury foi um optimista: para alguns que fazem o jogo do poder, as distopias que ele criou foram lidas como manuais de instruções e não como avisos.

    1. E se for branco (e cristão e – horror! – heterossexual) é reaccionário, machista, colonialista, com toda a probabilidade fascista – que é o totalitariasmo proibido, pois o outro é santo – e restantes epítetos da praxe.

      Costa

    1. “A pandemia trouxe com ela a nova PIDE”
      Não resisti a rir a bandeiras despregadas…..
      A sério, sabe o que foi a PIDE?

      1. A polícia a agir à base da bufaria, censura nas redes sociais, manter as pessoas em prisão domiciliária sem terem cometido qualquer crime. Para ser igual à outra PIDE só falta a tortura física porque a tortura mental é dada todos os dias pela também renovada DGS.

        1. Senhor Carlos Sousa:
          Esta ainda me faz rir mais (apesar de ser tenebrosa a comparação com a PIDE…. mas já lá vão 46 anos e pico).

          1. E então? Acha que os tiques desapareceram?
            O Salazar ainda é o ídolo de muita gente.
            Já reparou que esta pandemia pôs a nú o pior do ser humano?
            Da parte do poder, os tiques ditatoriais, da parte das pessoas; a bufaria, a mesquinhez, a chantagem emocional e o falso moralismo.
            Você acha a comparação com a PIDE absurda, então imagine outra comparação.
            A aplicação para telemóvel, que por acaso foi um fiasco, ao atribuir um número aos infectados, faz lembrar o quê?
            Os outros tinham o número gravado na pele.
            Não se iluda, não falta muito tempo para o homem ser completamente controlado. Não podemos facilitar e temos de estar atentos.

        2. Li algures que a PIDE era branda porque não havia necessidade de ser mais agressiva. Em comparação com outros regimes autoritários claro.
          Somos o mesmo povo. Aquele que telefona para a polícia para denunciar os vizinhos.
          Espero sinceramente que não venha a ter de deixar de rir.

          1. Quando há um escritor da nossa praça que tem o descaramento de dizer que a forma mais humana de matar a fome aos judeus era o crematório, está tudo dito.
            E pode crer, se alguém sugerir um campo de concentração para os infectados, que há de haver sempre vozes a apoiar. O cordão sanitário é uma amostra.
            Temos de estar atentos porque isto é a nível mundial.

      1. Mansa era a tia do outro. Quero ver é quando a “malta ” se aperceber deste embuste mundial aonde é que os mansos vão meter as zaragatoas?

          1. Espero que a esmola venha nestes 6 meses em que o Costa está na tesouraria senão lá temos que ir buscar outro vírus à China.

  4. Mais uma razão para a demissão do Cabrita.
    A polícia que ele tutela anda há 5 anos sem olhar para o chefe do governo.

    1. Cabrita põe a polícia a olhar para baixo ou para o lado – não para cima. E também a olhar de fora – como quando pôs os agentes que lhe protegiam a casa na rua para que não incomodassem o cão da ministerial Excelência.

    1. António Costa, com aquele sorriso cínico, não consegue simular nada. O que tem é toda uma indústria de maquilhadores a mascará-lo de “hábil” e outros adjectivos improváveis – e que ele próprio, seguramente, nem sabe soletrar.

  5. Que “olho” tiveram os envolvidos do SEF no assassinato de Ihor Homenyuk? Ou vão acabar com o SEF por terem tido “bom olho”?
    Catarina Silva

  6. Se ao segundo debate percebemos que Vitorino Silva já tinha esgotado as metáforas e os lugares comuns para a campanha presidencial, com António Costa, o epidemiologista, ninguém se cansa de ouvir diariamente as mesmas banalidades.

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