
O circunspecto Telegraph titula a toda a largura da primeira página na sua edição de domingo: «O cão domina.» Um destaque impensável noutros tempos e que diz quase tudo: no Reino Unido, como em Portugal, há cada vez mais gente a trocar pessoas por animais, humanizando os bichinhos, a quem tratam como não tratariam um filho. Não me espantava que fosse criminalizado o ralhete ao lulu ou a advertência severa a um bichano, por parte dos donos, no espaço público. Não sei se aqui também já existe um PAN, mais vocacionado para defender as quatro patas do que as duas pernas, mas não deverá faltar muito.
O que não falta é a correcção política, que nos cerca e asfixia como um garrote, nos mais banais actos do quotidiano. Sento-me à mesa para matar saudades de um tradicional fish and chips e logo a empregada paquistanesa me pergunta: «Tem alguma alergia alimentar?» Fiquei tão espantado que nem percebi à primeira.
Esta fobia de todas as fobias domina os chamados países ricos do primeiro mundo, que forçam os seus habitantes a sentir culpa ou a padecer seja do que for. Quem não tem alergias é olhado de soslaio, como se não bastasse tirar o cinto e descalçar os sapatos na minuciosa inspecção dos aeroportos.
Há câmaras de vigilância nos locais mais insuspeitos, proliferam advertências contra a necessidade de «não dirigir palavras ofensivas» aos funcionários públicos, o que constitui infracção criminal. Acabamos por sentir-nos suspeitos de alguma coisa, sabe-se lá o quê.

«Get in lane», advertem em letras garrafais os cartazes destinados a promover a segurança rodoviária. Acho muito bem. Mas já será algo excessivo, nas pedovias, haver uma faixa exclusiva para quem anda e outra para quem corre, como se todos tivéssemos de nos encaixar sempre em trilhos. Ou nem pudéssemos optar por andar e correr quando nos apetecesse.
Esta mania de etiquetar e regulamentar tudo deu cabo da paciência aos britânicos e ajuda a explicar a orientação de voto que levou ao Brexit. Muitas destas normas são emanadas de Bruxelas, onde abundam os microlegisladores apostados em interferir nas mais ínfimas partículas da existência dos povos comunitários. Os ingleses, com o seu espírito insular, continuam a pagar contas em libras e a medir distâncias em milhas e jardas. Mas não escapam à imposição das directivas que mandam esmiuçar até ao último miligrama todas as partículas integrantes de um vulgar frasco de champô, como comprovo no quarto onde me alojo.
Para acompanhar a refeição, mato saudades de uma boa cidra Harry’s, produzida com maçãs do Somerset. Mas algo mudou desde a minha anterior visita ao Reino Unido, como verifico ao observar a garrafa: «Esta bebida é comprovadamente apropriada a vegetarianos, veganos e celíacos», explicita o rótulo.
Bem-vindos ao admirável mundo novo das regras infindáveis e das redomas sem remissão. Nesta Europa a que em breve os britânicos deixarão de pertencer, a crianças são tratadas como adultos e nós, adultos, andamos a ser tratados como crianças.
Volta a paquistanesa e pergunta-me se desejo uma das sobremesas em promoção. «São todas sem açúcar», especifica. Agradeço, mas dispenso. E peço a conta.

“no Reino Unido, como em Portugal, há cada vez mais gente a trocar pessoas por animais, humanizando os bichinhos, a quem tratam como não tratariam um filho. Não me espantava que fosse criminalizado o ralhete ao lulu ou a advertência severa a um bichano, por parte dos donos, no espaço público. “
Não tenho filhos e trato o meu cão como trataria um filho (no sentido de cuidar do mesmo e ter responsabilidade efectivas sobre o mesmo), contudo, não o humanizando, pois sei e não quero que perca essa qualidade: ser um cão! E nem é do ponto de vista humano e sobranceiro que o digo, pois afinal, é por ser um cão que é especial. Agora que há exageros, se há!
Mas isso não coloca essas práticas no que defende (ou rejeita) abaixo… Não entendi, portanto. Mas para quando uma conversa sobre os pais que utilizam os filhos e que também são cada vez mais? Ou então os corredores e regalias para quem tem filhos, inclusive poder incomodar todos os outros só porque são os filhos de alguém?
Em relação ao resto… Sem dúvida… Qualquer dia ser um tipo normal fará de nós um alvo a abater… Mas o Pedro também sabe, que muitas destas práticas são marketing puro…
Sublinho esta sua frase, que me parece tocar no essencial:
«E nem é do ponto de vista humano e sobranceiro que o digo, pois afinal, é por ser um cão que é especial.»
Isto mesmo. Com esta mania de querermos tudo “igual”, e medido pela mesma bitola, acabamos por desvalorizar por completo as diferenças.
Mandam-nos cortar nos açucarados enquanto prescrevem envenenados.
Conseguiu rimar à primeira.
Garanto que não é brincadeira.
Quem rima sem querer, é amado sem saber
Há mais câmaras de vigilância por m2 no Reino Unido do que no resto da Europa. A mania britânica de tratar os animais de estimação como pessoas é famosa em todo o mundo e ganhou força lá muito antes do resto da Europa, o cartaz da fotografia é um produto genuinamente britânico. Se houvesse uma votação para se afastarem dessas manias seria da restante UE para expulsar o RU e não o contrário.
As considerações do artigo estão engraçadas mas a referência o Brexit não faz sentido.
Eu iria mais longe: o próprio Brexit não faz sentido.
Muitas destas normas são emanadas de Bruxelas
Não creio. A maior parte das normas são específicas ao Reino Unido, e devem-se às peculiares taradices do povo de lá.
Basta ver que Portugal faz tanto parte da União Europeia quanto o Reino Unido, porém muitas das normas que o Pedro Correia encontrou no Reino Unido não existem em Portugal.
Têm “peculiares taradices”? Hum… deve ser um povo mais interessante do que eu pensava.
Beber cerveja morna e conduzir pela esquerda são taradices.
Aqueles bretões são doidos, piores que os romanos.
Pior é uma moeda deles chamar-se “penny”.
Raio de coisa. Digna de uma papoila salititante.
Vá lá… O plural de “penny” (também, entre os anglófonos, um diminutivo carinhoso de Penélope), todavia, não é o que o que apeteceria à nossa brejeirice. E lá cai o gracejo…
Parece que aí mais abaixo o absoluto absurdo Lavoura lhes dá, aos britânicos, e como característica constitutiva, sistemáticos desvios comportamentais a roçar a patologia. Ora se ele assim “pensa”, mais justificado um anglófilo se sente. É um certificado de decência. E não de decência dele (Lavoura).
Mas sim, Pedro Correia, entre a Londres – a Inglaterra – de 1978, quando a conheci (dela sabendo algo, desde 1968, por meus pais), e a destes dias, há uma grande diferença. E essa diferença não é certamente a de um desejável cosmopolitismo.
Costa
O comentador Lavoura, se calhar, confundiu ‘in loco’ com ‘em louco’.
Deteto neste post partículas de euroceticismo e aversão à União Europeia. Trata-se de um mal difuso que atualmente afeta cada vez mais pessoas da direita europeia – até o Pedro Correia, pelos vistos. É lamentável. Em tudo o que vêem de mal neste mundo, constatam o dedo maléfico da União Europeia, como se sem ela todos esses males fossem ser curados – quando na verdade somente se tornariam ainda piores.
Você “de teta”? Ó diabo.
Obrigada pelo texto, Pedro. Se não explica tudo, clarifica muito do essencial.
Os novos legisladores usam e abusam em estilizar constantes e inovadoras normas sociais, financeiras, sei lá, que se transfiguram ligeiro em socialmente fragmentantes , pelo desgaste da quantidade sobre a qualidade.
É a autocracia dos excessos irrefreáveis, onde cada indíviduo vale nada se não integrar um grupo de interesse social.
Nem é de estranhar que a companhia dos nossoas animais nos seja preferível : amam-nos, obedecem-nos, não complicam e surpreendem-nos pela positiva.
Vivemos enredados nas mais absurdas normas, regras, imposições. Uma redoma, uma bolha.
Conhecemos até ao mais ínfimo pormenor a composição química de qualquer champô, as calorias que ingerimos, as partículas no ar que respiramos.
Às vezes apetece soltar amarras e rumar a um país ou uma região do globo com menos rótulos e etiquetas e sobreprotecção. Tuvalu, sei lá. Ou Belize. Ou a Namíbia.
O Pedro Correia não é obrigado a saber nada. Se não quer, não leia os rótulos.
As informações sobre a composição química estão lá para quem se interessa por elas. Se esse não é o caso do Pedro Correia, não as leia. Agora, não se queixe por a informação estar disponível para quem se interessa por ela.
Quando se cria uma comissão, grupo de trabalho, observatório, departamento, ou qualquer outra agremiação burocrática, o seu primeiro objetivo é perpetuar-se. Se numa primeira fase até podem resolver alguns problemas, com o tempo têm de criar problemas para resolver, ou são dispensados. Portanto criam problemas.
Por exemplo, há uma equipe que cuida do site da AT. Se não quiserem ser dispensados, o site tem de ser refeito periodicamente, por qualquer razão, e o resultado dessas mudanças é o site estar cada vez mais confuso – a não ser, claro, que seja essa a intenção.
Ando saturado deste modelo de sociedade cheio de regulamentações e recomendações e videovigilância.
Cada vez mais seguros, cada vez menos livres.
De acordo. Mas o medo faz parte do projecto da mudança social que alguns desejam. Recomendo o livro Doutrina do Choque
Às vezes critico, mas desta vez temos um bom texto.
O mundo está a ficar muito perigoso! Querem transformar seres humanos em autómatos que fazem tudo mecanicamente sem pensarem.
A preocupação com as pequenas coisinhas serve para esconder as graves, serve para iludir os mais incultos que são manipulados e ainda gostam. E ficam convencidos que o mundo é quase perfeito.
Mas isto só é possível porque como já outros disseram, a estupidez humana é infinita, é só puxar por ela!
A propósito do seu último parágrafo: o Einstein é que sabia.
Apareceram-me na varanda daquelas baratas louras,voadoras,nédias,um petisco no oriente. Como deverei proceder,aplicar-lhes o vetusto dumdum,desferir-lhes umas chineladas ou convidá-las a entrar?
Dundum, não: é altamente poluidor, considerado um produto nocivo pelo Ministério do Ambiente, sujeitando-o ao pagamento da respectiva coima.
Comer, também não: o comité de vigilância do seu prédio pode apresentar queixa à ASAE por consumir um produto alimentar não embalado nem catalogado.
Matar, ainda menos: o PAN moverá uma queixa-crime junto do Ministério Público.
Deverei então acarinhá-las,não deixam de sondar orifícios por onde entrar,mas temo ser acusado de assédio a tão ternas bichinhas.
Delicioso o que diz, revejo-me inteiramente. Ah! E os pombos …Que (já) acasalam no vaso das plantas na desgraçada da varanda e de quando em vez aparecem descendentes. Como agir?
Essa sua campanha incessante contra os cães já cheira mal. De tanta insistência já se parece com os fundamentalistas do outro lado…epá fale do NB, ou do falhanço do apregoado e celebrado acordo, do ano passado, entre o Kim e o Trump, que o levou a eleger, este último , como figura do ano…ou do BCE manter os juros em minimos históricos e do boom imobiliário em Portugal, adivinhando-se já uma nova bolha financeira que rebentará não tarda….acredito que o telegraph não esteja a falar sempre do mesmo….mas onde raios esta nova lei prejudica, relativiza a dignidade humana….em Portugal a PSP está-se a lixar.. É como a lei do ruido nos automóveis….ninguém liga….aliás esta nova lei do bem estar animal devia-nos deixar orgulhosos.
Obrigadinho. Quando precisar de ideias para escrever, lá para 2031, irei bater-lhe à porta.
o BCE manter os juros em minimos históricos
Os juros estão de acordo com a inflação. A inflação é baixa, os juros são baixos.
Ademais, uma tendência histórica do capitalismo, ao longo dos séculos, é para taxas de juro cada vez mais baixas. As taxas de juro têm vindo sempre a baixar desde que o capitalismo começou.
Tenho de ir estudar a composição química das taxas de juro. Não percebo nada disso.
Os juros estão baixos para que os Bancos e o Sistema Financeiro se consigam refinanciar (após as perdas de 2008), e atribuir créditos aos desbarato – aumentando assim artificialmente as suas receitas (por cada 100€ emprestados, geram-se, do nada, 10.000€ de lucro bancário – sistema fracionário bancário)….ao mesmo tempo os depósitos bancários geram uma miséria em termos de rentabilidade puxando os depositantes para o mercado financeiro. Se investigar saberá que as taxas de juro atingem mínimos nas “vésperas” das crises económicas. E não é verdade que os juros tenham sido sempre baixos, aliás uma vantagem destes é disciplinar os gastos/dividas, ao mesmo tempo que favorecem o aforro – nos anos 70, os depósitos bancários rendiam 7%/ano…..
Pelos dias de hoje os juros são inferiores à inflação o que conduz a uma perda do poder de compra…
https://www.theguardian.com/business/20 18/feb/10/interest-rate-rise-federal-res erve-growth-crash-richard-sylla
(por cada 100€ emprestados, geram-se, do nada, 10.000€ de lucro bancário – sistema fracionário bancário)
Está errado. Por cada depósito de 10.000 euros criam-se do nada 9000 euros.
Pedro Vorph
Em seis meses o BCE passou a taxa central de 4,25% para apenas 1% em Maio de 2009.
https://www.jornaldenegocios.pt/economi a/politica-monetaria/detalhe/as-seis-fas es-de-uma-decada-de-crise-na-europa
“Esta mania de etiquetar e regulamentar tudo deu cabo da paciência aos britânicos e ajuda a explicar a orientação de voto que levou ao Brexit”
E eu a pensar que tinha sido a manipulação, pela extrema direita , da ameaça representada pela imigração, mais o apontar de dedo a Bruxelas pela estagnação económica as principais causas do Sim ter ganho….afinal foram os alergenos dos rótulos
Deixe lá de imaginar “extrema direita” em tudo quanto mexe: isso é uma forma encapotada de prestar-lhe vassalagem. Muita força teria a “extrema direita” para conseguir influenciar o eleitorado britânico a cortar amarras com a UE 45 anos depois.
A propósito: qual é a representação eleitoral da “extrema direita” no Parlamento britânico?
na mouche, camarada coordenador
sem glúten?
Sem glúten. E sobretudo sem rótulo sagres.
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Russian _interference_in_the_2016_Brexit_referen dum
https://www.google.com/amp/s/amp.thegua rdian.com/commentisfree/2018/nov/20/hard-r ight-brexit-tory-revolution-no-deal-eu
A extrema direita está dentro do partido conservador.
https://www.google.com/amp/s/amp.busine ssinsider.com/theresa-may-urged-to-conde mn-conservative-mep-over-swedish-far-rig ht-meeting-2019-2
Já percebi que a “extrema direita” é como Deus: está em toda a parte.
Até na extrema esquerda.
Qual a diferença entre a extrema esquerda e a extrema direita? Zero
Agora é que você me baralhou, caramba.
Isso são saudades do Império e de serem os ingleses a terem a última palavra nos muitos e diversos regulamentos que eles criaram na época imperial. Eu aprecio os longos regulamentos de utilização dos maravilhosos jardins ingleses bem como a quantidade de associações de tocadores de sinos (https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_b ell_ringing_organizations) e os vários métodos de os tocarem como este por exemplo: https://en.wikipedia.org/wiki/Method_rin ging. Nada disto foi posto em causa pelos regulamentos de Bruxelas nem mesmo as fichas dos aparelhos eléctricos, existentes em Inglaterra, em Hong-Kong e noutros restos do Império. Não era preciso sair da União Europeia pois poderiam continuar a fazer muitos regulamentos idiosincráticos aplicáveis no Reino por enquanto Unido.
Felizmente já têm agora tomadas eléctricas ‘standard’, sem necessidade de adaptador. Nem tudo tem evoluído no mau sentido.
já???!! eia-pá!
Andam muito modernaços.
E bebem cerveja geladinha (sem álcool…)
Continuo é sem pescar um boi sobre aquela coisa do Glúten. No outro dia ofereci uma coisa de um pacote a uma colega e ela vira-me o pacote meio assustada para “ver se não tinha glúten”. Não tenho é pachorra: aquela burra gorda passou metade da vida a enfardar tudo e mais alguma coisa que nem uma selvagem e agora está preocupada com a merda do glúten que ninguém sabe o que é tirando as balelas que aparecem no Google.
Você ainda deu para esse peditório. Eu nem chego lá perto.
No outro dia ouvi ao almoço duas mulheres a debater. Uma delas queixava-se de a filha ter não-sei-que problemas de saúde, e debatiam sobre qual a forma de eliminar esses problemas. A mãe da menina disse que tinha eliminado o gluten da alimentação da criança, o que causava imensos problemas, tanto à criança como à mãe. Eu ousei meter-me na conversa, dizendo, sabe, há pessoas que têm alergia ao gluten, mas para as pessoas que não têm tal alergia, o gluten não faz mal nenhum, e eliminá-lo é desaconselhável. A mulher não gostou da minha intervenção e retorquiu “temos que começar por algum lado!”.
Quanto aos cães… a História da Humanidade é a História do Cão. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto.
Prepare-se: arrisca-se a ser seleccionado para comentário da semana.
O Cão da Mongólia foi determinante para a História da Asia.
Uma muito original e hilariante origem dos canídeos como animais de estimação, aparece bem ficcionada pelo Roy Lewis no livro “Porque comi o meu pai”, de resto um belíssimo livro.
Obrigado pela dica, Vítor.
Estava tudo a correr bem até chegar a esta parte: “e logo a empregada paquistanesa me pergunta: «Tem alguma alergia alimentar?» Fiquei tão espantado que nem percebi à primeira.”
Até parece que perguntar ofende.
Claro que não ofende. Só que a pergunta é estúpida. Pressupõe que uma pessoa iria pedir algo a que é alérgica.
Enfim, há sempre gente a bater palminhas a estas tontices.
A propósito: de que alergia alimentar padece você? Costuma lavar as mãos antes de se sentar à mesa?
Isso só revela incapacidade de se colocar no ponto de vista do outro.
Não admira que os fanáticos do politicamente correcto tenham tantos adeptos, porque é como se isto não fosse lá de outro modo.
Eu lavo as mãos antes de me sentar à mesa.
Ainda bem.
Como sabe que era paquistanesa e não inglesa?
Porque não se refere a quem o atendeu como empregada,apenas? Se fosse branca diria empregada inglesa?
Não se preocupe. A sua reforma está assegurada.
Você hoje parece um disco rachado. Coisa a que sou alérgico.
Como sabe que era paquistanesa e não inglesa?
Porque não se refere a quem o atendeu como empregada,apenas? Se fosse branca diria empregada inglesa?
Não se preocupe. A sua reforma está assegurada.
Que almoçou hoje?
Quem lhe fez o almoço?
Porque lhe terá caído tão mal?
Uma Pepsi, um filete de peixe, com arroz e umas bolachas de chocolate…
Já percebi. Sexta-feira de Quaresma.
Tratar os animais como seres que são: animais
Insectos rastejantes e baratas: dum dum ás carradas
Criar gatis e canis: evitar matilhas nas cidades
A.Vieira
Tanta incorrecção política…
O erro terá sido logo no esquiço, no esboço inicial.
Pensar que inglêses seriam miscível com franceses (e alemães!!!), ou mesmo portuguêses, numa “União” em que uns (funcionários) insistem em tutelar os seculares gostos dos outros -como aliás P. Correia bem constata- foi um lindo desejo … mas contra natura.
Agora são guerras das finanças incomuns, passando pelas pescas e por recriar uma fronteira que nem os ex-belicosos vizinhos ali querem.
Pior. Vai ficar o usual odioso de estas separações.
Terminem lá com esse sofrimento e vá cada uma das partes para seu lado lamber as feridas e tratar da sua vidinha.
Volta WTO, estás perdoada.
PS- Separações litigiosas doiem. Infelizmente ainda haverá mais algumas. E pior, com muitos bens materiais comuns à mistura.
Contra natura? Porquê as exclamações nos alemães? Handel, o mais inglês dos compositores era alemão. A família real inglesa é de origem alemã. A miscigenação dos povos europeus resultou nos Estados Unidos da América e no Canadá.
“Nothing personal”.