


Até à década de 30, Monsanto era assim: sem uma árvore

Duarte Pacheco: mãos à obra, dando o exemplo
Muitos lisboetas desconhecem em absoluto a sua cidade. Deviam aproveitar estes meses de Verão para conhecê-la melhor. Uma sugestão: passarem uma manhã ou uma tarde na Serra de Monsanto. Podemos todos orgulhar-nos dela: é o primeiro parque florestal certificado da Europa – o maior do continente e o segundo maior do mundo.
Com apenas 230 metros de altitude, ocupa uma área de cerca de mil hectares. Ao contrário do que muitos imaginam, nem sempre foi assim. A intervenção em Monsanto – visionária, como noutras áreas da sua acção enquanto presidente da Câmara de Lisboa e ministro das Obras Públicas – coube a Duarte Pacheco (1900-1943), vai fazer nove décadas. E é recordada numa interessante exposição, no Centro de Interpretação de Monsanto. Que bem merece uma visita.
Há menos de um século, a serra sobranceira a Lisboa – hoje o grande pulmão da capital portuguesa – estava praticamente despida. Tudo quanto lá vemos agora resultou do esforço humano, a partir do final da década de 30. Com a participação de diversos voluntários, a quem se deve a plantação de milhares de árvores. Muitos ignoram tudo isto. Desconhecem também que Monsanto, através dos séculos, sofreu inúmeros episódios de vulcanismo. Nos dias que correm é um paraíso, cheio de espécies vegetais. E animais também: raposas, toupeiras, ouriços-cacheiros, esquilos, coelhos bravos, ginetas, corujas, estorninhos, gaios, cegonhas. Um verdadeiro zoológico ao ar livre.

Se ardesse ficava careca outra vez porque tudo o que existe de jeito em Portugal foi feito antes do 25A. Acho que ainda ninguém percebeu que esta gente fala fala mas não faz a ponta de um corno a não ser encher isto de pretos e de todo o tipo de macacada árabe e oriental que nem falar sabe. ESSE é o seu projecto. A seguir é “um banco CPLP” para a oligarquia africana lavar o dinheiro e para o “colonizador branco” pagar os buracos com o complexo de uma culpa que já se actualiza a si própria nas madrassas do ensino público e nas madrassas dos fascistas do Bloco. Fiquem atentos. Só boas ideias.
No início era a terra a quem a trabalha: agora é a terra a quem nunca trabalhou.
“pagar os buracos “
??
Exactamente. Ainda não percebeu?
Monsanto nunca devia ter sido feito as portas de Lisboa porque se transformou num local de culto com um corrupio de ida e volta para ir dizer olá as cortesãs da classe económica.
Uma vergonha!
Maria Adelina
Tenha paciência, mas já não é como no seu tempo.
Espero que agora esteja melhor, porque a fauna que lá existia deixava muito a desejar.
Você está profundamente desactualizado. “Fauna” como essa existe no centro da cidade, até na rua onde vive um ex-Presidente da República, não no parque de Monsanto. Aliás iriam para Monsanto para quê se podem atacar nos hotéis junto ao Parque Eduardo VII, no Instituto Superior Técnico ou no Cais do Sodré?
Reconheço que já lá não vou há uns anos, mas que o monsanto tinha má fama, tinha.
Não sei como está agora mas se você diz que está bom eu acredito.
Pode acreditar. E reafirmo que é um passeio que vale a pena.
Espero que os “Torquemadas” do costume não incluam o Pedro Correia no index onde já lá está o Nuno Palma.
É que tudo que não seja elogios ao Medina e ao Salgado pelo que fazem, e sobretudo pelo que não fazem, é “fassismo”
Esses Torquemadas teriam de incluir também a Câmara Municipal de Lisboa, que patrocina esta interessante exposição.
Agora é mais ciclovias e mobilidade eléctrica.
E praças requalificadas.
Instagram.
Infelizmente o Monsanto foi perdendo boa fama devido à má fama das actividades económicas.
O parque florestal de Monsanto, sobretudo ao fim de semana, é frequentado por milhares de pessoas – muitas famílias, muitos pais com filhos.
Quem o não conhece fala do que não sabe.
Muitos lisboetas, em vez de valorizarem o seu património, desdenham dele. Sem sequer o conhecer.
Como escrevi, tenho a noção exacta de que esses lisboetas que tão mal dizem de Monsanto (como de quase tudo na capital) desconhece em absoluto o maior parque florestal da Europa. Nem faz a menor intenção de conhecer.
O P C nao pode negar que o Monsanto foi ganhando, tal como outros bairros, má fama, e que esta etiqueta custa a sair.
Ainda cheguei a manjar no Panorâmico, vista quase única, mas nem todos se “atreviam” a ir lá de noite.
Falo de agora, não do século passado.
O século passado nao foi há 100 anos.
A cml tem feito um bom trabalho em reabilitar o dito, elogiar quando se deve.
Nao sei se o Monsanto, ou partes, sao hoje circulaveis à noite ou apenas de dia. Por exemplo, o clube de ténis sempre esteve desaproveitado (tal como o Jamor) para actividades nocturnas.
A Câmara de Lisboa tem feito um bom trabalho, mas não é só de agora. É pelo menos já de há 20 anos.
Argumentar com o que pudesse existir antes disso não faz qualquer sentido. É “debate” típico das redes sociais.
Também teve F1 guese_Grand_Prix
https://en.wikipedia.org/wiki/1959_Portu
Com excelente fama, que perdurou várias décadas depois.
https://www.youtube.com/watch?v=iEwu6VzF zMc
Percurso do GP no jogo GP Legends com indicação da ruas actuais.
Nos dias que correm é um paraíso
Não acho. Em Monsanto mal se pode dar cem passos sem se esbarrar com uma estrada. Está toda cortada por estradas por todos os lados.
(Uau, os comentários estão cheios de fascistas…)
Há um par de meses fui a Monsanto e de facto fiquei impressionada. Não me lembrava de o parque ser tão bonito. É daqueles clichés: andamos por todo o lado à procura de sítios para fazer caminhadas e nem reparamos naquilo que está mesmo aqui ao lado.
Obrigada pelo texto e o reviver da história de tão belo parque. (Jak_idalecio)
a base, é essa tal exposiçao.
uma coisa é certa, mesmo quem nunca colocou os pés no terreno (nao é o meu caso), já o viu e ve ate do ar.
Por isso, a tal exposiçao, percebo que nao sejam referidas atraçoes existentes, excluindo a cadeia.