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Sou, como o Francisco José Viegas, capaz de contemplar árvores durante horas, esquecido da passagem do tempo. Daí gostar tanto de regressar ao Jardim Botânico Tropical de Belém – também conhecido por Jardim Colonial ou Jardim do Ultramar. É um dos mais desconhecidos de Lisboa, ignorado pela esmagadora maioria dos habitantes da capital. Com araucárias, casuarinas, cedros do Líbano, palmeiras mexicanas, tipuanas, dragoeiros e a mais extraordinária árvore da borracha que já vi.
Há também por lá patos, gansos e pavões – dizem-me que certos ramos familiares destas aves vivem ali há décadas. O que ajuda a explicar por que motivo são tão sociáveis. Nenhuma se afasta quando nos aproximamos. E é um espectáculo vê-las, a meio da tarde, à espera que os tratadores as alimentem. Aguardam pacientemente, em fila indiana, quando a hora se aproxima. Dando lições de civismo aos seres humanos.
A norte, o jardim detém-se no Palácio dos Condes da Calheta, infelizmente encerrado. A nascente, confina com o Palácio de Belém. Após ter recebido obras, reabriu há uns tempos e bem merece uma visita. Nem parece que estamos em Lisboa: eis-nos isolados do bulício da cidade naqueles sete hectares onde parece que o tempo parou.

O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa também fizeram obras e reabriu, a estufa fria também é bonita.
Também lá irei nestes fins de semana de confinamento. Ao contrário da directora-geral da Saúde, que se apressou a rumar ao Algarve logo no primeiro fim de semana com severas restrições na Área Metropolitana de Lisboa.
Não há confinamento. Pode-se deslocar à vontade. Tanto pode, que tem ido a estes sítios bonitos.
Só durante o dia. Nunca entre as onze da noite e as cinco da matina.
Estre as onze da noite e as cinco da matina todos os gatos são pardos: não há sítios bonitos para visitar.
Para ver morcegos e mochos, o mais indicado é a observação nocturna.
Boa tarde Pedro Correia
Há pelo menos mais uma opinião como a sua a respeito deste fantástico recanto de Lisboa, aonde devo voltar numa das próximas semanas, agora com o mais novinho dos netos.
Bom Domingo. Saúde.
António Cabral
Meu caro, verá que não vai dar o seu tempo por mal empregue, antes pelo contrário. Garanto.
Saúde para si também.
Conheci bem!

Faz muito tempo que não o visito!
Tal como o parque Silva Porto em Benfica., Antigamente tinha um parque para miúdos.
E há o Parque José Gomes Ferreira, em Alvalade. Mais apropriado às nossas cores.
Muitas destas árvores curiosas que se podem observar num jardim botấnico também podem ser vistas noutros jardins. Por exemplo, no Campo de Santana em Lisboa há muitas árvores botanicamente interessantes. No Parque Marechal Carmona em Cascais também há árvores muito notáveis.
No Parque Marechal Carmona há uma árvore da borracha centenária que está classificada como património natural português. Um monumento vegetal.
Infelizmente os nossos compatriotas apreciam pouco árvores.
Árvores centenárias classificadas há-as aos pontapés, creio.
Em Belazaima do Chão (aldeia do concelho de Águeda) há um sobreiro gigante classificado. Mas nem por isso me parece muito maior do que outros sobreiros que há nessa região.
No parque Marechal Carmona há outras árvores, para além da da borracha, muito curiosas. Várias araucárias, por exemplo. E no Campo de Santana há um teixo e diversas casuarinas, fora outras árvores tropicais.
Convém não dar pontapé numa árvore centenária. Costumam ter troncos muito grossos.
Hoje ando irritadiça com as notícias, mas ler este post relaxou-me um pouco. Já tentei ir à este jardim, mas nessa altura estava fechado. Fiz o circuito dos jardins de Lisboa, grandes e pequenos. 🙂
Eu também gosto de árvores, mas prefiro as provenientes de regiões temperadas e frias, caducifólias e coníferas. Faias, Bétulas, carvalhos, cerejeiras, castanheiros, freixos, lodãos, choupos, bordos…E abetos, spruces, lariços, teixos, camaciparis, tuias, secóias… E a Ginko que está na entrada do jardim da Estrela!
As árvores tropicais são interessantes, mas algo incompreensíveis. Não me falam à alma. Bons passeios. 🙂
Aqui têm mesmo de ser árvores tropicais. Porque provêm de climas quentes e geralmente húmidos. Este jardim existe deliberadamente para esse efeito.
Também eu já fiz o circuito dos parques e jardins de Lisboa. Alguns dos meus preferidos são o Jardim do Torel, o Jardim Gulbenkian, a Quinta das Conchas e o Parque do Monteiro-Mor.
Falta-me só conhecer o mais recente, o da Praça de Espanha. Irei quando já não houver obras por lá. Medina “inaugurou-o” sem estar concluído. Típica manobra de propaganda em ano eleitoral.
Claro, Pedro. Não nego de todo o interesse das árvores tropicais e dos respectivos jardins botânicos. As figueiras estranguladoras como a Ficus macrophylla (e a relação de mutualismo com suas vespas) são muito exóticas. E mesmo as araucárias e os fetos arbóreos. O livro “The Secret Life of Trees” de Colin Tudge foi um dos melhores que li sobre esta temática das árvores. Ensinou-me imenso sobre todas as árvores. Além de estar muito bem escrito, com linguagem simples mas cativante. Aconselho, se por acaso ainda não leu. 🙂
Também estou em pulgas para visitar o Parque da Praça de Espanha, mas parece longe de estar acabado. A inauguração foi uma piada.
Obrigado, Susana. É um tema que me interessa numa área onde quanto mais julgamos saber mais sabemos que pouco sabemos…
Em podendo, fotos de locais aprazíveis do Porto.
Uma vez que citou FJV.
Vivo em Nevogilde, por isso – talvez, jardim do Passeio Alegre, onde vou desde os 7 anos…
Em podendo, assim farei. Fica prometido.
Privilégio seu, viver aí.