Fim de ciclo


Sérgio de Almeida Correia,

Há alturas em que para se continuar livre é preciso dizer adeus. Há alturas em que para preservar a amizade é preciso partir.

 

O meu tempo no Delito de Opinião termina aqui. Com uma palavra pública de agradecimento aos leitores e, em especial, a quem me trouxe até cá.     

30 comentários em “Fim de ciclo”

  1. Que estranho, Sérgio, para continuares livre tens que dizer adeus ao DO!.!….
    Espero poder continuar a ler-te no Bacteriófago.
    Abraço.

  2. Sérgio,

    seguramente qualquer (ou bastante) coisa me escapará, já que sempre pensei que por aqui todos concordávamos confortavelmente em discordar; seja como for, obviamente respeito a tua decisão, por isso um abraço, espero poder ler-te noutra altura, noutro lugar.

  3. Tenho pena, Sérgio. Aqui não há, nem nunca houve, vozes afinadas pelo mesmo diapasão. Mas sempre conseguimos ser um coro com marca própria e os nossos concertos são animados, apesar de sermos um improvável coro de solistas. Espero encontrar-te um dia destes num qualquer palco, ou pelo menos no foyer. Até sempre.

  4. Surpresa, Sérgio. O que mais gosto neste blogue é a diferença de pontos de vista mesmo sobre um mesmo tema.
    Espero que nunca deixes de escrever, porque é algo que sabes fazer muito bem desde o dia em que no ‘Ponto Final’, dirigido pelo Pedro Correia, li os teus “despachos”.
    Obrigado pelo que aprendi ao ler-te, mesmo se discordava.

  5. Sérgio, por favor… não será desproporcionada, a medida da pena? Encosta lá às boxes, acho que vais na pista depressa demais! Temos 3 Cláudias Schaeffer e 3 Angelinas Jolie de mini-shorts e com Don Pérignons à tua espera… Pára lá!

  6. Caríssimo, …nem sempre concordante consigo, mas gostei e vou gostar de conhecê-lo desta forma. Procurá-lo-ei noutro lugar. Participou em mim a sua pena, reconheço-lhe a perspicácia do pensar, e a boa arquitectura da reflexão. Até sempre. T G

  7. Sérgio, que se passou? Não vale a pena sair (digo eu). O DO tem sido dos blogues onde as diferenças melhor têm sido vividas e não gostaria de ver isso mudar. Afazeres pessoais e profissionais eu compreendo, mas discordâncias nas opiniões parecem-me ser mau motivo para sair se não houver conflitos óbvios.

    PS – única crítica pessoal: dado o tempo que vou tendo para ler blogues, o meu únbico problema com os seus posts é serem ocasionalmente muito extensos (se bem que interessantes)…

  8. Sérgio:

    Apesar de muitas vezes não concordar com as suas opiniões isso não quer dizer menor respeito pelas ditas, portanto deixo aqui o meu reconhecimento público pelo direito à diferença que sempre pautou nas suas análises e/ou comentários e que seja um simples até breve.

  9. Imagino que não deva ser fácil ser a voz do contra num local que muito contribuiu para a ascenção de quem nos vai levar a uma queda colossal. Mais ainda. Ao ponto das amizades estarem em causa. É pena. Pela excelente escrita mas muito por meter os dedos nas feridas.
    Mas antes isso que quebrar ou fazer frete.
    Sucesso é o que lhe desejo.
    Abraço

  10. Caros comentadores,
    Caros leitores,

    Permitam-me que antes de mais agradeça as vossas palavras.

    Importa desfazer qualquer equívoco que possa resultar de uma escrita mais apressada:
    a decisão tomada é minha, pessoal, livre e responsável, como todas as que sempre tomei, não se devendo a qualquer acto de censura interna ou externa. É bom que isso fique claro no vosso espírito.

    Acrescentarei apenas que já há semanas vinha pensando no assunto, atendendo ao facto deste ser um blogue colectivo e de admitir que alguns se poderiam sentir agora mais desconfortáveis com a minha prosa.

    Quem me conhece, a começar por quem me convidou para aqui escrever, sabe que sou e sempre fui um homem livre e leal, e que a minha forma de estar não se compadece com constrangimentos de qualquer natureza, ainda que seja eu o único que possa senti-lo.

    Os meus textos são o resultado dos meus estados de espírito e da necessidade maior ou menor que eu sinto de agitar consciências, de intervir cívica e politicamente em defesa das causas que considero justas, dos valores e dos princípios que sempre defendi.

    Não é a pluralidade do blogue que me faz sair. Como também não são os comentários de alguns serventuários mentecaptos que por vezes aí aparecem, não para discutir as ideias que defendo mas apenas para me atingirem pessoalmente.

    O que me fez tomar a decisão foi eu ter sentido que havia alguma incompatibilidade entre a dimensão da minha liberdade e o conflito que daí poderia surgir com um amigo que estimo e muito prezo, em razão da minha escrita. Para mim, é mais importante a preservação de uma amizade de décadas do que a escrita “blogueira”, por muito reconhecido que esse blogue seja.

    Sei que os meus textos, como sempre, aliás, desde há muitos anos, causaram desconforto a muita gente. Dentro e fora do meu partido. Naturalmente que não deixarei de escrevê-los sempre e quando entender conveniente. Mas fá-lo-ei noutra tribuna e de modo a não causar melindres ou incómodos a terceiros.

    Espero que não restem dúvidas sobre a minha posição e razões, as quais só desenvolvo e torno públicas em função do respeito que os leitores, os co-autores do blogue e os meus amigos me merecem. E, também, em consequência dos pedidos que nesse sentido me foram feitos por gente que estimo.

    Não é fácil lidar com a liberdade. A acomodação às relações sociais e pessoais é por vezes uma tarefa ingrata quando estamos integrados num grupo e existe uma possibilidade real de colisão com outros valores igualmente importantes, a curto ou médio prazo.

    Não confundo pessoas com políticas, creio nunca ter faltado ao respeito a ninguém e sei que nesta vida quase tudo é transitório.

    Porém, há coisas como a liberdade, seja ela de pensamento ou de escrita, a amizade, a frontalidade, a honestidade intelectual, que devem ser eternas.

    As palavras são apenas a forma como exteriorizamos o nosso sentir. Nem sempre encontramos as mais adequadas à situação. A dificuldade em encontrá-las e a sua articulação com um tom e um estilo consensual não deve fazer-nos calar se entendermos que é altura de dizer.

    As minhas declarações de interesses foram sempre claras e cristalinas. Como sempre quis que os meus textos fossem. E se em algum momento podia ter silenciado determinada condição e não o fiz, podendo tê-lo feito, foi por respeito para com a minha consciência e os meus leitores. Os leitores têm o direito de saber quem é que escreve, porque escreve e quais são os seus interesses. Foram coisas que nunca escondi. Só assim poderá haver equilíbrio e isenção na apreciação do texto. Se algumas vezes faltou clareza a culpa foi exclusivamente minha.

    Nada mais tenho a acrescentar. Não digo que vá andar por aí. Não vou. Eu vou continuar por aqui, na rede, porque tenho um nome, o mesmo com que assino os meus textos, uma voz, não sou vítima de nenhuma perseguição, não fui condenado por nenhum crime e tenho uma morada permanente na blogosfera , onde poderão, se for essa a vossa vontade, ler as imperfeições dos meus textos (vou agora corrigir algumas gralhas no último texto)
    Fiquem bem e até sempre.

    1. Como sempre, cansativo, repetitivo e confuso.
      Os que discordam são “mentecaptos” e, embora o desconheçam de todo, apenas pretendem atingi-lo pessoalmente…
      Nada mal, para quem cortava sistematicamente os comentários que não se traduzissem em elogios às suas prosas. As quais, promete, vai continuar a produzir em outros locais – que, evidentemente, só levado ao engano frequentarei.
      Presumo que este meu texto não será publicado. Mas não posso deixar de o escrever, depois de tantos anos de luta pela liberdade (antes e depois do “25 de Abril”), porque é, em grande parte, a mentalidades assim aferradas a dogmas pretensamente de esquerda que o País deve a situação em que desgraçadamente se encontra.

    2. Caro Sérgio

      Não nos conhecemos de lado algum, mas isso não me impediu de apreciar a sua escrita (naturalmente, o facto de estarmos no inseridos no mesmo quadrante político ajuda, mas não é garante único desse apreço).

      Agradecia que me indicasse onde posso continuar a acompanhar as suas penadas.

      Cumprimentos

      AFN1982

    3. Sérgio, lamento tanto quanto respeito a tua decisão.

      Entretanto, é importante que tenhas esclarecido que esta não se deve a “qualquer censura interna ou externa”. Sabemos que foi assim. Mas, o teu esclarecimento, embora possa não ser do agrado de alguns abutres que foram para aqui enviados em busca de carna fresca, afasta qualquer sombra que pudesse pairar sobre o Delito de Opinião ou algum dos seus autores.

      Um abraço amigo.

  11. Este meu comentário foi censurado no post de Teresa Ribeiro – BOA .

    Haja otimismo! Quem quer fazer faz não cria grupos, comichões de estudo, isso é embromação, lenga lenga para boi dormir. Estamos em situação de guerra, as decisões são para ontem. Criar mais um imposto que afeta milhares de vidas e não resolve em definitivo a economia, pelo contrário agrava, é rápido como um raio, cortar nas gorduras do estado merece estudo, tempo para cair no esquecimento. Sérgio de Almeida Correia tem razão.
    Haja saco!

    1. Não tire conclusões precipitadas, CAL. Não tenho o hábito de censurar comentários aos meus posts.O que acontece por vezes é demorar a libertá-los por ter mais que fazer.

  12. Uma coisa é querer ser livre de opinar…
    Outra é querer sobrepor a sua ….. opinião!

    Como DO é livre….logo!!!

    Boa viagem.

  13. Não venho diariamente ao DO por ele ter as mesmas ideias e gostos que frequento.
    Que faria eu com os meus amigos que são de direita, que são lagartos?
    Se uma amizade não suporta a diferença de opinião que cada um é livre de ter, para que servirá ela?

  14. A liberdade é isto mesmo. Entrar e sair fazem parte dela.
    O DO é um dos blogs que mais gosto. Venho cá para ler, não para concordar ou discordar e tenho pena que na diversidade se perca a opinião do Sérgio.
    Vou acrescentar o Bacteriófago http://microrganismo.blogspot.com/ (que não conhecia) à lista dos links do meu Blog.
    Abraços

  15. Não leve a mal a sinceridade, mas para quem lê o blog é óbvio que vinha estando atacado de doença estranha. Não pelo conteúdo os seus posts, mas porque não sabia falar de mais nada! Espanta-me é a paciência dos seus colegas este tempo todo. E afinal quem foi que a perdeu, à paciência? Você mesmo! Estava realmente a ficar fora do tom ponderado habitual do blogue. Faz bem em sair, parece-me justo.

    1. É, deve ter razão.
      Espero é que as declarações feitas nas últimas 24 horas por Marques Mendes, Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura, (“os eleitores do PSD, como eu, estão desorientados e frustrados”) António Ribeiro Ferreira ou Luís Delgado, gente obviamente de esquerda, não venham a constituir a muito curto prazo sintomas dessa mesma doença de que padeço: preocupação com o rumo de Portugal.

      Para eles também só passaram 3 meses. Porque estarão tão impacientes?

      Passe bem.

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