Somos visitados por um amigo daqueles, dos de décadas de amizade. Um tipo da música, espectáculos. Simpático, traz prendas, algumas gastronómicas, daquelas da saudade. Enquanto as degustamos falamos do aqui, Moçambique. E também da gasta pátria, pouco, para não desanimarmos. Ouço do como está o meio da música. Dos discos que, claro, não se vendem, dos espectáculos que, enfim, quase não existem, um panorama de arrepiar, talvez não tanto para os nomes muito estabelecidos, mas para muito boa gente. Adiante, chega de carpir. Nomes novos?, pergunto-lhe. Sorri, manda-me ver as prendas, que nem tudo é comida e bebida. Trouxe-me um disco, “A Hundred Silent Ways“, do pianista Filipe Raposo. Nunca ouvira, nunca ouvira falar, nem tampouco lera sobre ele. Ouço. E gosto, muito. Venho recomendar, se calhar já atrasado, se calhar o homem já é conhecido o bastante, venho chover no molhado. De qualquer modo aqui fica a minha boa impressão [na página tem algumas músicas do disco].


Aqui Filipe Raposo nos arranjos e acompanhar ao piano Fausto Bordalo Dias na canção “E fomos pela água do rio” do ábum “Em busca das montanhas azuis” melhor canção no Prémio Autores 2012 da SPautores. fQ
http://www.youtube.com/watch?v=7fC5_Lvad
Obrigado
Aqui também uma actuação brilhante de Filipe Raposo ao piano. Bk
http://www.youtube.com/watch?v=KtTRE8_Lg
e mais agradecimentos