Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Soturno, abraço com o olhar perdido as prendas não destinadas. Faço de uma manjedoura a minha casa e da palha imunda o meu olhar. Cheiro a rua na esperança de um torrão perdido. Acho -me louco em tão Santo diário. Ergo o cálice como medida do desagrado. Brindo -me em Nova Natividade. Desejo-me num desnascer.