A voz inversamente proporcional à figura excessivamente magra, o cabelo armado com um penteado a que Nicolau Tolentino não ficaria indiferente, beehive, chamam-lhe, Karl Lagerfeld já o lhe teceu comentários elogiosos, considerando-a um ícone do estilo, o corpo esquálido enfiado num vestido que habitualmente lhe sobra, as pernas esguias e finas sobre sapatos de salto alto e a sensação de que os passos sobre os saltos são tão instáveis e periclitantes como o caminho que vai trilhando pela vida pessoal e profissional. E de Amy Winehouse já muito se disse, ou não nos brindasse a estrela que se teme subitamente cadente, com uma verdadeira novela em torno da sua vida pessoal, um enredo trágico prenhe de drogas e álcool, escândalos e amores sofridos, destemperos e hedonismos, conflitos familiares e problemas conjugais que se fundem e forjam as letras de que são feitas as suas canções, particularmente em Back to Black, o segundo trabalho que lhe valeu seis nomeações para os Grammys e que lhe fez arrecadar cinco. Recentemente a sua figura consta entre os notáveis do Museu de Cera mais famoso do mundo, o Madame Tussaud’s em Londres e em Maio último viu a letra de Love is a losing game ser objecto de análise nos exames de Cambridge. Muito, portanto, para uma mulher de apenas 24 anos. Com cinco milhões de cópias, apenas do último CD, vendidas em todo o mundo e um sucesso retumbante e ascensão meteórica, a frágil e jovem diva espalha e desperdiça o talento e divide o mundo entre críticos e solidários, puritanos e admiradores, uma panóplia de adivinhadores da desgraça tal como acontece no site em que são feitas previsões sobre a morte da cantora e uma imensidão de vaticinadores do infortúnio. Amy é tudo menos consenso e se consenso se lhe aplica tem lugar num único ponto: o talento de que a belíssima voz é parte imprescindível. Esqueçamos então a figura controversa, a imagem da mulher desalinhada e desesperada que exibe em palco a tragédia da sua própria vida, patética e decadente, e ouçamos apenas a voz portentosa. Esqueçamos também o seu percurso pessoal e ouçamos o que tem para nos dizer. Love is a losing game, por exemplo, é um hino às adversidades do amor, Back to black, o lamento da perda e do amor infeliz, Wake up alone, a solidão que se abate como o sol poente no quotidiano, Tears dry on their own, um tema perfeito para as mulheres que já experimentaram as lágrimas secar por si, muitas de nós, acredito. Há mais em Amy do que apenas Amy. Existe um sentimento muito feminino, intemporal e transversal de perda, solidão e rejeição. Quanto de nós não é Amy também?Crónica escrita há uns anos e republicada hoje em jeito de homenagem a Amy Winehouse que nos deixou hoje.

Um sentimento de grande tristeza perante esta perda desta jovem na flor da idade ,e que de certeza tinha tanto ainda para fazer, tanto para partilhar, é uma pena que assim seja, e que estes jovens se despeçam tão precocemente da vida,assim condulências aos seus familiares, e a todos aqueles que dela gostaram !!!!!!!
É muito triste ver uma vida tão jovem e tanto talento desperdiçados.
Perdeu-se mais um ser humano, é pena e lamento, mas não era exemplo para NADA, só deu maus exemplos para a sociedade moderna.
Era uma bela voz e um enorme talento. Não sei se os artistas têm de ser um exemplo de moral e bons costumes. Para isso temos os padres e quejandos. Não sei, questiono-me.
Não foi um exemplo…qual filho/a aguentaria tantas adversidades?? é tão fácil falar do alto…. Um grande talento que subiu tão rapidamente até ao estrelato. Nós, mais velhos? qual seria a nossa postura? aguentáriamos a pressão? as exigências, os horários, as viagens…uma atrás das outras?? tanta dor de cutovelo…
Este blog tem corrector de ortografia, acho que pouca gente tem dor de “cutovelo”..
óh raquel,sou mais “velho” sim,mas nunca precisei,
nem vou precisar de usar drogas para viver feliz,com ou sem stress,sou da geração do lsd,e vi muitos dos meus amigos e colegas morrerem bem novos por embarcarem nessas ondas,e dizerem que entravam e saiam quando quisessem…e desculpe a correcção, mas é assim que se escreve cotovelo!!!…
Deves de ser muito para tar a criticar, PERFEITO quem não tem erros, vai lá mais é dar uma volta…..
Felizmente, Paulo, também podemos aprender com os maus exemplos. Acho muito mais maléfica a intolerância, o preconceito e os pseudos moralismos que não contribuem em NADA para a verdadeira compreensão de nossos dilemas éticos e morais. Essa pessoa que morreu foi vítima de si mesmo, do seu próprio sucesso, de sua própria fraqueza. Os males da sociedade moderna não surgiram com Amy e nem vão melhorar sem ela. Do jeito que você fala parece que só as pessoas politicamente corretas ou moralmente “decentes” merecem algum tipo de crédito. Do seu ponto de vista, parece que as pessoas que estão fora desse padrão não merecem o mínimo de respeito. Se tentasse chegar um pouco mais perto do sentido de SER HUMANO, talvez pudesse compreender melhor A MENSAGEM desse post. Aproveitando: parabéns pelo post!
Muito obrigada.
De facto não era bom exemplo para ninguém! Parece que talento se confunde com loucura
Os seus moralismos despropositados …
O seu próprio comentário é que é um mau exemplo. A Emy mesmo drogada e alcoólica ganhava mais num dia que você numa vida inteira…Isso já diz o você vale…ou seja, NADA!!!
Ó Paulo, desculpa k te diga, mas és mesmo camelo…Não deves ter filhos, não deves ter gente na família com sucesso na vida de certeza. ès um frustrado. Eu tenho filhos, um sobredotado, e sinceramente tenho medo do que ele possa vir a ser/dar…Tem apenas 5 anos. Não sei se um dia terei um “Amy” em casa…Vamos lá a ser prudentes. TODOS TEMOS TELHADOS DE VIDRO…Devias ter mais cuidado nos pensamentos…Foi assim k morreu o meu gato!!!
Não precisa de ofender ninguém. Não vou aprovar mais comentários com ofensas.
“…tenho um sobredotado…”
Espetáculo, quase escorreguei na baba deixada pelo progenitor !!!!
Não me parece que o mais pertinente seja se os exemplos que deixou são bons ou mãos. Ela tanto quanto sei nunca ambicionou ser uma referencia de conduta (nem a tal era obrigada).Acho sim interessaste o a obra que deixou. O seu legado ficará sem duvida ao lado de outros, como Janis Joplim , kurt Cobain e Jimi Hendrix . Que curiosamente morreram com 27 anos ( e vá lá também não deixaram bons exemplos)
Concordo, Artur. Para modelos de conduta já no chega a Igreja.
Perdeu-se uma vida sim, mas, na verdade não era exemplo para ninguém; foi ela própria q se auto destruiu….e só fazia figuras tristes ultimamente num dos últimos concertos.
E tinha de ser um exemplo? É claro que não devia ter defraudado os fãs nos concertos, mas não tenho a certeza de que tenha de ser um modelo.
Adoro o sentimento feminino, principalmente quando expressado de forma sublime.
A Florbela Espanca é um exemplo de uma alma bem feminina, que eu adoro, embora eu me manifeste da forma que sou: masculino, mas minimamente dentro da alma de quem não é macho.
A alma de uma mulher é algo que me intriga pela imensidão de sentimentos e de formas de se manifestar.
Como mulher a alma feminina não me intriga, claro, mas identifico-me com um forma de sentir muito de mulher que Amy exprimiu tão bem.
Como alguém de quem eu ainda gosto muito se bem q já partiu deste mundo faz muitos anos m disse “olha neto se pudesse viver outra x acho q fazia tudo igual até as asneiras” espero q a amy tb tivesse algum momento dessa felicidade paz a sua alma
Não se deve julgar ninguém mas talvez menos asneiras não tivessem feito mal a Amy Winehouse.
É sempre assim, os grandes talentos consomem-se rapidamente e nós, assistimos, impotentes, à sua queda neste mundo artístico tão voraz e tão impiedoso.
Onde quer que estejas, Amy, continua a ser igual a ti, a nós!
É verdade, embora outros se mantenham firmes.
Claro que esta afirmação vale exactamente NADA… Salvador Dali morreu aos 5 anos de idade de certeza, Mozart aos 15 anos ????
Por amor de Deus esta senhora teve aquilo que procurou e não venha ninguem consciente dizer “que coitadinha, blá blá blá”.
Existem crianças a morrer por jogarem á bola com bombas e por pisarem minas a brincar. Desses eu tenho pena.
Sociedade recupera os teus valores pois aqueles que agem negativamente cada vez tem mais adeptos
Não precisa de ser agressivo. O facto de se lamentar a morte de Amy Winehouse não exclui evidentemente outras situações lamentáveis.
Não me parece que o que se esteja aqui a falar seja o exemplo da cantora enquanto modelo de comportamento. Fala-se de uma perda irreparável no mundo da música. É sempre trágico quando um cantor se cala, um escritor deixa de escrever e um pintor deixa de pintar, como aconteceu há dois ou três dias com Lucien Freud.
Sempre me disseram que a tolerância é uma virtude. E sobretudo julgar alguém doente como se fosse saudável , por por muito que se pareça, com o dinheiro não se consegue comprar a felicidade e este é um bom exemplo. E o meu sincero comentário é que nunca tenha que passar por situações tão amargurante como a desta pobre jovem, com isto não a que desculpa-la, mas depois de tantos gritos de pedida de ajuda nunca ninguém ter conseguido ajuda-la em vez de se aproveitarem dela por ser uma fonte de rendimentos. Porque ninguém é perfeito, sem por em causa se gostamos dela ou não, só sei que é sempre uma perda e a maior perda é para ela própria…
Totalmente de acordo no que respeita à tolerância, saloio. Há muitos moralistas por aí, o que é pena.
Não sou fã da artista em causa.Mas a propósito, quantos de nós já não passou por uma vez que o seja a vontade de partir daqui de vez? um dia será e ser agora ou logo que importa? e não é necessário ser adito de nada, ou sofrer de perturbações ou depressões. A vida tem muitas esquinas, é preciso ter respeito por quem comete tal ato.
Gostei da expressão ‘A vida tem muitas esquinas’. É bem verdade.
Obrigada pelo seu comentário de agrado. Infelizmente a vida é mesmo assim e nem sempre conseguimos nem temos quem nos ajude a contornar da melhor maneira essas curvas.
E outras também não queremos.
E algumas (não sabemos se este não será um desses casos, o mundo artististico está cheio) de uma forma crédula, aceitam-se pensando que vem por bem.
Também.
Gostei do Comentário do Anonimo, quantas vezes, precisamos de ajuda e pedimos mas ninguem nos dá essa ajuda que tanto precisamos. gosto do seu comentário.
Obrigada pelo seu comentário de agrado! e mais ainda, por o ter entendido.
e muitos cotovelos…
ninguém percebe a clarividência de uma vida que se imortalizou tão cedo.
e escolheu.
não precisa da pena nem de lamentos.
Eu.
Eu não senti vontade nenhuma de partir daqui.
E espero e desejo-lhe que ao longo da sua vida nunca o sinta. Sabe caríssimo otário, infelizmente ninguém adivinha o que o futuro e a vida nos reserva, só podemos falar bem ou mal até ao dia vivido! e não dar certezas ao desconhecido. tão simples como um novo dia que começa e não se sabe como acabará.Felicidades
o treinador pedro vasconcelos da natação do belenenses tambem deve cheiar muito po devia ser expulso devia estar cheio dela pois nao inscreveu os nadadores para os nacionais de natação.
Não faço a menor ideia do que diz e parece-me que este post também não terá muito a ver com o assunto.
Diz-me só uma coisa, o que é que a natação do Belenenses tem haver com os comentários sobre a morte da Amy Winehouse, não achas que não se encaixa no contexto, queres te queixar do treinador de natação do Belenenses, queixa-te aos seus dirigentes, não venhas para aqui com coisas que nada tem a haver com o assunto em causa, que mania de usar a net só para dizer palermices.
Nada mesmo.
É do ‘pó’ que ele se esta a falar não é do Belenenses ó estúpido !!!!
Morreu porque se drogava fortemente. Nao respeitava a sua vida, nem a dos que trabalhavam com ela e nem sequer com o seu publico que regularmente apenas via era cenas para depois se rirem ou vaiarem… Nao acho sinceramente que a perda Seja asssiiiimmmm nao grande. Podia ter sido UMA GRANDE ARTISTa. Mas nao o chegou a ser. Vender muito nao quer propriamente dizer q se seja um grande artista… Espero nao apagarem meu posto. Nada tenho contra a senhora, mas morreu de um modo que ja todos a tinham avisado. Morreu por isso ao fim ao cabo pq nao respeitava a sua propria vida
que isto sirva de exemplo aos jovens e a todos que cada vez tem menos respeito pela vida…porque ao virar de cada esquina nunca sabemos o de de lá vem…
Só não publico posts que sejam ofensivos e nunca aqueles que possam parecer dissonantes. Já respondi acima. O que se lamenta é também a morte da cantora. No entanto, é sempre lamentável que alguém tão jovem não conseguisse sair dessa espiral de auto-destruição, tal como tantos outros anónimos e que conhecemos do nosso quotidiano.
“Podia ter sido uma grande artista mas não o chegou a ser.” Podia ter sido? Não o chegou a ser?? Não sei em
que mundo vive o Sr Ruben, mas a Amy Winehouse FOI uma grande Artista. Sempre será! Não sou só eu que o digo, mas qualquer especialista o dirá também. Digo-lhe, para a sua informação, que no lançamento do seu primeiro álbum , foram só convidadas pessoas ligadas ao mundo da música para assistir a um míni concerto, e ao fim da primeira música, quase todos estavam a chorar, na sua maioria homens, por ouvirem aquela voz poderosa e única. Sim, única. Aconselho-o a ouvir todas as músicas dela e se for uma pessoa sensível , descobrirá uma voz que jamais ouvirá. Respeito a sua opinião, mas tinha que lhe responder por uma questão de justiça a uma grande voz. Só haverá uma Amy Winehouse . Uma Diva como poucas.
Ao último senhor que comentou, quero dizer-lhe que ele não vai perder o seu “posto” nem vão apagar-lhe o seu “post”.
Quanto à Amy….subscrevo na íntegra o último parágrafo do autor do blog.
Relativamente às drogas…as pessoas critiquem menos e actuem mais. Portugal necessita fortemente de voluntariado nas ruas para os ditos chamados “drogados”. Não seria de bom tom que reflectissem sobre o assunto? Hoje, este dilema bate à porta de cada um, dia sim, dia “nin”. Deixem-se de preconceitos e de se armarem em puritanos/as.
Os nossos jovens necessitam de nós. Vamos ensinar-lhes o caminho a seguir. Se dizem não? Ah…pois dizem, mas temos de ter uma força superior à droga para passarem a dizer “SIM” à vida!
Um bem haja ao “Delito de Opinião”! ug
Deixo-vos este vídeo para as pessoas meditarem!
http://www.youtube.com/watch?v=Hz0EWwC-h
Muito obrigada também em nome do Delito de Opinião.
O que acontece(u) com Amy não é um caso de mulher, é uma situação que ocorre com todo(a)s os afectivamente e efectivamente dependentes. Creio que é necessério descobrir a natureza da independência afectiva sem que remeta o Homem para a solidão do individualismo.
Creio que o problema de Amy, melhor, da(o)s Amy´s não é (foi) “love is a losing game”, mas transformar o amor num jogo em que, por isto mesmo, sempre se perde. E quem perde perde-se sempre por outras roletas, nunca se sabendo em que momento o bastardo projéctil concretiza a má profecia sobre “love is a losing game”.
Que viva na PAZ que não pôde encontrar.
Não, não é. Mas isso nunca é referido no que escrevi. O que acho convictamente é que há muito de mulher no que ela cantou. Que tenha a paz, se vida além desta houver.
O facto de ser mulher necessáriamente colocou esse quê feminino em tudo quanto fez.
O que pretendi escrever referiu-se também à intemporalidade que existe no facto de ser Homem, e não de se ser mulher ou homem.
Amy está viva, acabou de se criar o mito.
Quanto ao “love is a losing game”, só o é também quando se instala o bovarismo, isto é, quando alguém se apaixona pelo amor e não é capaz de o “materializar”.
Talvez Amy tivesse razão para assim cantar: “Love is a losing game”.
Estou em crer que o amor existe no sítio (na pessoa) certo e não forçosamente na(s) pessoa(s) que se deseja para amar (isto é transversal à família, á sociedade e àquela outra metade). Mas também acredito que o amor se basta a si mesmo. Quero dizer que para sentir o amor é também necessário amar, sabendo amar. Só o que se dá nos pertence. Isto é intemporal, e não é feminino ou masculino.
Que Amy viva agora na Paz que não pôde encontrar.
Isso mesmo em relação à sua frase inicial
All we are saying is give love a chance 🙂
Exactamente isso. Mas de tanto se valorizar o feminino acaba-se por desvalorizá-lo. Há certas coisas que valem pelo que são e não pelo que querem fazer delas.
Também é verdade.
Muito bom resumo!
Acrescentaria parte do título da notícia do público: frágil mulher, grande voz!
Obrigada. Foi escrito há uns anos mas sinto-o exactamente na mesma.
Cuitado do fornecedor de droga que agora perdeu um cliente grossista, enfim grande voz, grande talento musical, pequena no resto infelizmente, a família agora é que vai mamar à grande!
viva o alcool e as drogas
Sex and drugs and rock’n’roll. Nada de novo.
Texto perfeito, escrito com adjectivos arrancados do coração, e, de certa forma, tentando descrever uma Amy que eu vou guardar nos ouvidos de todos os meus poros.
Parabéns pelo texto!
Obrigada. Eu bem digo que há algo de muito feminino nas canções dela e que suscita sensações fortes a quem ouve e depois escreve.
ONDE QUER QUE ESTEJA VAI DAR GRANDES CONCERTOS…. UM GRANDE ADEUS ,UM DIA AIDA TE VOU OUVIR OUTRA VEZ…………………………!!!!!
Os artistas vivem sempre enquanto os ouvirmos e lermos.
Cara, Leonor! tomei a liberdade de citar a o teu blog com o respectivo artigo na minha pagina do facebook . Penso que falastes tudo e mais alguma coisa.
Os meus amigos estão respondendo, agradecidos a tão sábias palavras.
Para que julgar, cada um de nós “Sabe a dor e a delicia de ser o que é…”.
Uma bela homenagem, e quem de nós não somos um pouco como os que já se foram assim também, Cássia Eller , Cazuza , Elis Regina, Renato Russo… cito aqui os brasileiros, por serem mais próximos da minha realidade, por te-los acompanhados, torcido e pq não dizer, sofrido com o fim escolhido por eles.
Obrigada pelas palavras. Foi uma bela homenagem, que a Amy e tantos outros descansem em paz.
Muito obrigada pelas palavras tão generosas,.
UMA LINDA MENINA COM UMA LINDA VOZ……´NINGUÉM A APOIOU …QUANDO MAIS PRECISAVA…….UMA GRANDE PERDA MUSICAL….PAZ Á SUA ALMA
cada um deita-se na cama que faz e pena ver que ela tinha o mundo aos seus pés , uma carreira promissora dinheiro … parece que lhe faltava amigos de verdade, nao sangue sugas, carrinho em ver de procurar afundou-se como quis ela não será apenas digna de pena de mais nada tudo o que aconteceu e derivado das decisões que tomou, desculpem mas acho que ela teve o que procura a muito, e ainda bem que se foi acabou o sofrimento desse ser e o mau exemplo que dava aos jovens que gostam da sua musica, podem achar que sou cruel mas é apenas a minha opinião . muita gente não da valor ao que tem ela era uma delas.
Cada um tem direito à sua opinião, claro.
O Cavalo é lixado, que lindo ex.! Agarradinha até a morte!
Boa tarde,
O mundo da música perdeu novamente uma das suas grandes personalidades.
Ninguém consegue ficar indiferente à morte de alguém tão novo e que conseguiu trazer cor e alegria à vida de tanta gente através da sua música. Contudo, no final de contas, foi um culminar de asneiras que cometeu. Não se sabe os motivos que a levaram a degradar-se daquela forma mas o facto é que como ela há milhões no mundo com a única diferença de que são enxovalhados, marginalizados e não têm direito a memoriais nem crónicas bonitas.
É o mundo em que vivemos meus caros.
Concordamos numa coisa: perdeu-se uma grande cantora. E é pena.
Foi integrar o dream team ” dos que cumpriram a sua sina e se foram embora, deixando mais obra que muitos que duram varias decadas. missão cumprida, por favor estudem e aprendam com esses mestres que mudaram ou iniciaram algo neste universo.
E o Clube dos 27 também.
Sua excelente voz, que a destacava como a melhor deste século, tornou-a formadora de opinião, liderança essa que lhe exigia responsabilidade como modelo a seguir pelos jovens que a idolatravam. Fica a belíssima voz como valor positivo e o exemplo de vida, como saldo negativo. Esse é o meu ponto de vista!
Deixem-se de tretas. Quem se mete no que ela meteu, corre o risco de que lhe aconteça o mesmo. Que sirva de lição, sem camuflagens.
Não me parece que sirva de lição seja a quem for, senão nem ela teria morrido assim.
Vocalista fantástica ! Teve um triste fim, infelizmente por todos esperado! O raio das drogas! Que a sua alma permaneça em paz!
É uma pena que se tenha calado a voz.
MUito talentosa, dona de uma belíssima voz, mas muito fraca de espírito…é lamentável uma cantora tão talentosa se perder na vida tão jovem!!!! Ela precisave de ter Jesus na vida dela!!!!!
Também lamento tanto desperdício: do talento e de uma vida humana.
ja foi tarde
Lamento sinceramente o falecimento de todo e qualquer ser humano. Mas por favor, tentar valorizar alguém que muitas vezes nem nos espectáculos respeitava os que a iam ver, dá-me pena tanto ela como os que a desculpam e até por vezes dão valor.
É esta e outras como esta personagem que servem de icons à nossa juventude? Se é, não melhoramos nada.
Acho que o talento é sempre de valorizar e de não esquecer. É claro que profissionalmente a atitude dela era reprovável quando aparecia da forma que apareceu cá no Rock in Rio, mas também é de uma profunda fragilidade. Não me parece que a música e as artes tenham obrigatoriamente de servir de modelos de comportamento para a juventude. A arte não se compadece com cânones morais. Deve estar sempre ao serviço da criação humana e não agrilhoada à moralidade. Não necessariamente.
Lamento, mas na minha modesta opinião e possivel ignorância, as atitudes profissionais têm de ser sérias e competentes. Não se pode continuar a desvalorizar as incompetências. A sua fragilidade não existe, era apenas a irresponsabiidade de se estar “nas tintas” para o que não fosse a sua satisfação. Quanto à arte não se compadecer com cânones morais, cada um fala por si, pois muita da “imoralidade” e cada um que a defina, tem como causa primária a suposta arte que não tem nada a ver com a moral e a industria dos “media” . Estes têm a vantagem de repetir tantas vezes a mesma coisa, mesmo que imoral, que ao fim de algum tempo já essa “coisa” parece normal e sem qualquer problema, até que torna imoral o que antes era moral.
É evidente que isto é só uma opinião, que talvez se deva à minha ignorância.
Nunca disse que as atitudes profissionais não têm de ser sérias e competentes, está evidentemente implícito na expressão ‘competente’ e claro que é um desrespeito para os fãs. Não concordo quanto à fragilidade e acho que nenhum de nós conhece em profundidade a situação para afirmar se é apenas irresponsabilidade. Será, também. Quando falo de arte não falo dos media nem sequer dessas tretas que nos entram pela casa dentro e que, como muito bem diz, a partir de certa altura banalizam-se de tal forma que até parecem normais. E aqui não há ignorantes ou não ignorantes, somos apenas pessoas a esgrimir argumentos. Não é muito melhor assim?
É sempre de lamentar quando se perde uma vida.
Mesmo que seja uma vida, à qual o respectivo dono não deu grande valor. Claro que a pessoa humana tem o direito de levar a sua vida como bem entende, mas por aquilo que se conhece, Amy não seria uma pessoa feliz. Não o era antes de ter começado o processo de auto-destruição e muito menos o seria depois. O que é preciso reter nestes momentos, e explicar aos que considero terem mais fraquezas que os demais, é o seguinte: se não somos felizes com o que temos, nunca ficaremos melhor entrando no caminho das drogas ou do álcool! o que é preciso mais para as pessoas entenderem isto de uma vez por todas? é que sinceramente: (e agora é um desabafo, claro) a estupidez tem limites! o álcool e as drogas não são resposta nem a solução para os problemas de ninguém, por isso não entendo porque há tantos adeptos desta religião. Compreendo que uma pessoa possa chegar a um ponto da sua vida que esteja de tal modo desesperada e fragilizada e que pense em ir por aí, mas convenhamos: ao mesmo tempo perder-se-à a inteligência também?
Quanto ao suicídio, a questão é outra e bem diferente. Respeito quem toma a decisão de acabar com a própria vida, e ao contrário do que costumo ouvir, não considero tal acto uma cobardia, antes pelo contrário: acho que é preciso ter muita coragem para fazer tal. O problema é quando o fazem aos poucos…
A questão das drogas é demasiado complexa e não concordo que seja uma religião com adeptos. É uma drama pessoal e um flagelo social. Parece-me óbvio que havia uma tragédia pessoal por trás destes comportamento tão desesperado. Ninguém faz figuras daquelas para plateias só porque é excêntrico ou foi apanhado num dia mau, há algo mais.
Assino tudo o que foi escrito no pequeno resumo que se fez de uma grande voz, um talento único e inigualável! Fabulosa!! A mulher que um dia disse não querer ser famosa, ” não quero fama, só quero cantar”. E cantou e encantou. sou uma grande fã e sempre serei. Estive a ouvi-la poucas horas antes da sua morte e estou a ouvi-la neste preciso momento em que vos escrevo. Até sempre Amy !
RIP
Susana
Isso mesmo: um talento único e inigualável. Ouçamos a sua música!
Pena certas criticas inconvenientes, maldosas ou fruto de ignorância.
A toxicodependência é uma doença, a dependência em si é uma doença.
São temas que envolvem falta de confiança, auto-estima, solidão (a fama traz solidão)….. e muitas outras coisas.
Não vale a pena comentar mais nada!
Alguma críticas reflectem apenas a sociedade intolerante e profundamente moralista que temos. E isso também é de lamentar. Comente sempre 🙂
A morte era previsível. Não me surpreendeu nada. Tinha uma boa voz efectivamente, mas fora isso era um péssimo exemplo para os fans.
Gostaria de acrescentar que tinha muito pouco respeito pelas pessoas que gostavam da musica dela, especialmente quem ia aos concertos dela.
Não considero uma perda relevante.
Não divido as perdas entre relevantes e irrelevantes. Já comentei aí algures que não há qualquer dúvida de que não era profissional quando aparecia num estado lastimoso para dar concertos, como aconteceu cá no Rock in Rio. É claro que isso é reprovável. Quanto ao exemplo que dava, não sei, não acho que os artistas tenham de ser exemplos de moralidade, não é essa a sua função.
“Moralista”….será que as pessoas ainda sabem o que é moral? Quem dita as leis da moral? Devia ser a nossa consciência de pessoas bem formadas, que respeitam o próximo BR> TOLERÂNCIA “…..Para um assunto destes acha que é preciso tolerância ? Neste caso parece ignorância , prefiro pensar que é por ignorância .
Há realmente falta de tolerância mas por ignorância , por egoísmo , por inveja…..
Acho, acho que é preciso tolerância. Tolerância e respeito pela diferença e pelo outro.
Um talento que o é também por ter tido a vivência conhecida. Ninguém tem o direito à pena, ao lamento, à crítica. A vida é de cada um.
A vida é de cada um, nada mais certo, mas quando se salta para as luzes da ribalta público e privado imiscuem-se, não acha?
O q podemos dizer a uma cantora q nega a reabilitação??? q faz uma musica a dizer isso mesmo “Rehad”
Ela era sobretudo a VOZ. Tenho muita pena que desapareça tão cedo.
Também eu.
Este fim era previsto. poucos sao os que vencem com uma vida tao desregrada
Infelizmente.
Excelente texto. Um texto que devia ter sido publicado na imprensa em substituição de muitos que já li nas últimas 24 horas. É uma perda artística insubstituível, e é mais uma artista que se perde no mundo das drogas, algo que parece ser, infelizmente, tão frequente no mundo das artes. Que tenha agora paz.
Muito obrigada pelo elogio. Amy Winehouse não fugiu a um estereótipo ao morrer cedo e da forma que foi.
Paz a sua Alma,linda homenagem…
Obrigada.
Excelente texto, Leonor. Em boa hora destacado no portal do Sapo. Esta miúda tinha um talento vocal ímpar – bem expresso nas interpretações que nos deixou em temas como ‘Back to Black’, ‘Rehab’, ‘Love is a Losing Game’ e ‘You know I’m no good’ – e, ao mesmo tempo, uma absoluta incapacidade para lidar com a fama.
Interrogo-me com frequência sobre a multidão de artistas do mundo da música, dos mais diversos géneros, que se afunda nos abismos do álcool, das drogas e da solidão. Abraçam o fracasso por absoluta incapacidade psicológica de encararem o êxito. Amy Winehouse é apenas a mais recente de uma longa lista que inclui Elvis Presley, John Coltrane, Billy Holiday, Elis Regina, Janis Joplin, ‘Mama’ Cass Elliot, Dalida, Keith Moon, Karen Carpenter, Charlie Parker, Dolores Duran, Judy Garland, Jim Morrison, Brian Jones, Chet Baker, Dinah Washington, Sid Vicious e Kurt Corbain. Entre tantos outros.
‘Esta miúda’, dizes bem, Pedro. Ainda agora comentava algures em cima que ela não fugiu ao estereótipo. A questão não é pacífica. Não acho que seja apenas pelas circunstâncias da fama mas também pela complexidade de cada um. Não sei, mas é triste. Com Amy Winehouse chegou até a ser penoso vê-la fazer aquelas cenas em público, completamente desorientada.
Aparentemente a morte de uma cantora viciada em álcool e drogas é mais trágico do que as centenas de crianças que morrem de fome diáriamente..
True story.. se um cantor viciado em drogas morrer, foi “vitima” de overdose.. se um drogado morrer já era um parasita da sociedade.
Portanto.. os cantores, como seres humanos, para além de como qualquer um poderem ser vitimas de um AVC, ataque cardiaco, etc também podem ser “vitimas” de overdose.. os coitados!
Já cá faltava esta. E é mais importante porquê? Uns posts acima tem um outro post meu sobre a tragédia da Noruega. A vida não é em alternativa nem a preto e branco.
É impossível ficar indiferente ao desaparecimento precoce de tanto talento… A Amy era tão talentosa… Mesmo assim, não conseguiu evitar ser vítima de si própria e vitimar a sua família e todos quantos gostavam dela. As pessoas não são só boas, ou só más – este caso mostra que todos nós temos o CÉU e o INFERNO cá dentro, uns mais, outros menos… Ela simplesmente não conseguiu lidar com o seu lado negro – da mesma forma que tantos outros também não conseguem. Paz à sua alma e força para a sua família – aqueles pais devem estar devastados por um sentimento de perda e impotência indescritíveis. Têm toda a minha solidariedade.
Quanto à Amy, espero que tenha encontrado o equilíbrio. Pessoalmente, vou sentir muito a falta dela.
Adorei a música e a voz de Amy Winehouse desde a primeira vez que a ouvi.
Pode não ser um exemplo para ninguém, mas aquela voz é inspiradora bem como o talento.
No meu caso pessoal serve como exemplo do que não fazer em relação às drogas e ao alcóol, tenho uma filha de 13 anos que adora a música dela mas que sempre lamentou o seu abuso de alcóol e drogas. No meu caso, Amy serviu como exemplo do que é um grande talento e de como não devemos desperdiçar a vida e um dom tão grande em alcóol e em drogas.
Para mim sempre foram duas coisas diferentes e o que este post enaltece é o talento. Estou, por isso, em sintonia com o que diz.
É uma pena, pois estava na flor da idade, mas foi ela mesmo que traçou o seu destino, já todos estavamos à espera deste fim mais dia menos dia.
Com toda a informação que existe hoje, só se mete na droga quem quer, o problema é a fama que lhes sobe à cabeça, e o fácil acesso que têm a tudo.
Aquele mundo onde vivem é um mundo triste, o dinheiro não é tudo na vida.
Tenho pena pois perdeu-se uma pessoa jovem e com um enorme talento…
As minhas condolências à familía.
O facto de uma pessoa morrer por ter desafiado a morte não torna a sua morte menos lamentável, digo eu.
Menos uma DROGADA ao cimo da Terra.
Piadinha.
É fácil criticar, é fácil apontar… quem nunca errou nesta vida que atire a primeira pedra…
São todos uns falsos moralistas. Cada um vive a sua vida da forma que quiser, ninguém tem nada haver com isso… deixem-se de tretas e cuidem de vocês próprios.