É também o juiz preferido dos desembargadores da Relação, como se tem visto: as decisões instrutórias assinadas por ele chegam lá acima e são devolvidas à procedência, com veredicto oposto. Felizmente há instâncias de recurso no poder judicial. Senão a “separação de poderes” era uma treta.
Mas poucas coisas fazem sentido neste processo. Dois anos para produzir um despacho instrutório, haver só dois juízes neste tribunal, esses juízes detestarem-se sem sequer tentarem disfarçar, o despacho ser um libelo contra o MP em tom de ajuste de contas, o arguido Salgado acabar pronunciado só por “abuso de confiança”, o arguido Perna ser proporcionalmente aquele que sai mais maltratado deste despacho face aos crimes de que todos eram acusados…
Vai-se a ver e a culpa, em vez do mordomo, foi do motorista que servia de leva-e-traz.
Rosa imitando Joana d’ Arc? Caramba, você anda melodramático. Será efeito secundário da vacina?
Entretanto, eis uma sugestão de leitura: https://www.publico.pt/2021/04/12/sociedade/noticia/juiz-ivo-rosa-afronta-colegas-conselho-superior-magistratura-1958130
Já vi que você não gosta da queima, prefere o apedrejamento. Está com sorte Já tem cento e vinte mil calhaus para amandar. Cá a gente é assim, quando o juiz diz coisas ca malta não gosta, corre com ele e mai nada. Ou há justiça ou não há justiça. Isto aqui não há pão pra malucos.
Deixe estar, não leia. A realidade é capaz de atrapalhar as suas teorias. Mantenha-se assim, implacavelmente desinformado.
Em choque ficará Rosa quando a Relação anular o despacho que agora leu penosamente, com o País a escutar. https://expresso.pt/sociedade/2021-04-09-Ivo-Rosa-um-juiz-com-uma-relacao-dificil-com-a-Relacao-f6bcfd46
Vamos aguardar serenamente. Será que o juiz fez o despacho em cima do joelho sabendo que estava meio mundo com os olhos em cima dele? É engraçado você não fazer uma critica sequer aos procuradores. E não foi sempre assim que funcionou a justiça? Qual é a admiração agora?
Crítica aos sete procuradores envolvidos na investigação deste processo porquê? Foram eles que assinaram este despacho de instrução agora tornado público?
Não, mas foram eles com os seus atrasos e provas mal documentadas que permitiram ao juiz fazer aquela pronúncia. Eu não acredito que o juiz tivesse tomado aquela decisão de ânimo leve, tem de estar muito bem seguro para proferir aquela decisão.
Cada um acredita no que quer. Como a justiça não é questão de fé, eu prefiro factos. E quando se fala no juiz Rosa, os factos são estes: https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/relacao-de-lisboa-anula-despacho-de-ivo-rosa-na-operacao-marques https://observador.pt/2020/10/13/tribunal-da-relacao-revoga-despacho-de-ivo-rosa-nao-deve-contribuir-para-o-que-possa-parecer-o-temor-do-seu-proprio-escrutinio/ https://www.publico.pt/2019/10/14/sociedade/noticia/nove-decisoes-juiz-ivo-rosa-relacao-anulou-dois-anos-1889963
Só é pena é que você só vá buscar os factos aos fazedores de factos. Mas tem desconto porque isso deve ser um defeito profissional dos jornalistas.
Se a sua intenção é bater o recorde de comentários de um leitor num texto só deste blogue, está no bom caminho. Pode continuar, sinta-se à vontade. Até tem piada. Fica-se a perceber melhor o que lhe toca a corda mais sensível…
Há quem não responda a provocações, não é o meu caso.
Não se acanhe. Antes comentar do que mercadejar, para usar a expressão de Rosa sobre o arguido J. Pinto de Sousa.
Eu sei que você gostava de estar na pele do juiz mas eu não tenho jeito para mercadejar. Esta discussão faz-me lembrar a discussão no inicio da pandemia, você chamou-me tudo; desde negacionista a terraplanista, só porque tinha ( e tenho ) uma opinião diferente. Disse-lhe sempre que não era fundamentalista e que tinha algum conhecimento sobre desenvolvimento de epidemias. O tempo irá encarregar-se de me dar razão. Eu aguardo. No caso do Sócrates é a mesma coisa. Você não consegue separar o seu ódiozinho de estimação de uma análise séria e isenta. É superior a si, eu compreendo. É típico de qualquer adepto de futebol; viver as discussões com emoção, no limite mesmo.
Caramba, você consegue mesmo “mercadejar” o socratismo mais rançoso. Capone também é um dos seus heróis?
Eu também só acredito em factos, e publicados nesses jornais. E o que é um facto é que o Sócrates tem estores na casa da Ericeira.
Agora é oficial: um primeiro-ministro corrupto esteve seis anos a mandar no País, levando-o à bancarrota. Com a mesma leviandade com que gere as finanças pessoais. Vivendo em casa alheia sem pagar renda, gozando férias de luxo com o amigo a bancar.
A prova estava mal documentada? Eu não sei se estava. Sei que o Juiz declarou a maioria das provas como não-admissíveis, o que é estranho. Faz lembrar o outro amigo do Sócrates andava de tesoura na mão a recortar as que podiam ser admitidas e o video do Inglês do Freeport que primeiro dizia tudo mas depois não dizia nada.
Na verdade, nunca há provas directas de corrupção sem confissões. Ou seja, para cabeças como a de Ivo Rosa, a corrupção existe mas nunca conseguirá ser provada sem a delação premiada. E mesmo assim, será sempre possível aos advogados de defesa meterem notícias nos jornais para criar a impressão de que existe um tribunal de opinião pública (que não existe) para o Juiz ter ainda mais uma oportunidade de proteger o arguido da maldade instintiva do povo.
Você não sabe se a prova estava mal documentada, mas fica indignado por o juiz considerar a prova não-admissível. Então quer dizer, para si o juiz pode ser incompetente, faccioso, seja o que for, mas os procuradores não. Os procuradores para si foram uns profissionais exímios. Está bem feita essa análise, sim senhor.
Não falei em incompetência. Apenas disse que achava estranho que um conjunto de milhares de provas esteja todo mal como se isso tivesse sido obra de um só um indivíduo mal-intencionado. A equipa do procurador tem dezenas de pessoas que trabalham naquilo há décadas e essas pessoas estavam todas erradas, nenhuma delas percebeu a fragilidade das provas reunida em centenas de dossiers. Só o juiz é que percebeu que aquilo estava tudo mal e tudo prescrito — depois de andar a engonhar durante 3 anos à volta dos dossiers que afinal não tinham nada.
Nada disto lhe parece estranho? Você não vê aqui a inversão do ónus da azelhice? Eu vejo.
rosa, rangel , monteiro, nascimento , “foge fátinha”, a que faz de ministra da “justiça” herself…que galeria… JSP
De Direito só conheço aquilo que via no Perry Mason e o caso OJ, por isso vivo na expectativa de seguir a Operação Marquês à americana, com um tipo a desenhar cenas do tribunal, advogados a gritar “objection” e a fazer discursos inflamados, e um rol de provas físicas comprovadas ou desacreditadas por um conjunto de peritos mais ou menos credíveis. Quando explodiu o Casa Pia, durante a fase de investigação (ou instrução, sei lá), era vazada informação de que existiam provas de tudo e mais alguma coisa; vídeos, fotos, mensagens (a combinar os “encontros”), só faltava uma peça de roupa com nódoa e adn suspeito como no Monicagate. Desta vez os meliantes não se safavam. Vai-se a ver, e todo o julgamento foi um desfiar de provas, “provas”, testemunhais, ouvi dizer, pareceu-me ver, acho que foi assim, já não me lembro bem mas disseram-me quem não foi esqueci-me, as tais “armas fumegantes”, não deram à costa. Isto para dizer que, para quem está habituado ao supra-citado Perry M, a investigação criminal em Portugal deixa muito a desejar. Talvez não ajude esta mania dos mega-processos, o querer o tudo ou nada, o juntar, apensar, processos até o resultado ser um porradão de caixotes que resultam em acórdãos de 4 horas. Se calhar era melhor simplificar, e aqui entra o típico exemplo do Al Capone, se o possível for apanhar um meco por um crime menor, que seja. Deste caso fica em concreto que andaram uns milhões a rodar para aqui (salvo seja, para aqui não entrou um tostão) e ali, sem que se saiba ao certo porquê. Agora passará o país a discutir mais uma reforma de justiça, ou reformas, sendo que no fim tudo ficará na mesma.
Capone, com Rosa a instruir processo, safava-se na boa. Como decorre deste mesmo despacho, quando alude à fortuna que o arguido José P. de Sousa sonegou ao fisco.
A instrução à americana serve para fornecer aos jurados um conjunto de provas factuais que carecem apenas de interpretação para estabelecer o como e o porquê. Mas cá não é preciso instrução (nem jurados) porque a interpretação é feita previamente pelo juiz sobre a conduta dos polícias, dos procuradores, dos jornalistas e da sociedade em geral. O caldo que os advogados de defesa preparam desde o 1º minuto com a ajuda de programas de televisão como o Eixo do Mal que tem uma amostra de influencers que corresponde ao “pensar bem” da classe média (alta) urbana. É isso que no fim vai ser a “pressão” de que se fala.
No fundo está tudo errado. Estamos no país onde à partida sabemos que o empreiteiro e o gajo do banco vão aldrabar qualquer coisa e portanto é preciso conhecer alguém para fazer o favor de arranjar alguém que nos trate bem. Agora, tratar bem as pessoas porque isso é a coisa correcta e natural de se fazer — onde é que já se viu?? Tudo é cozinhado previamente. Nada é natural. Neste regime de funcionamento, só mesmo um terramoto 9 na escala de richter pode trazer justiça e igualdade de tratamento.
Que a Relação colocará os pontos nos ‘is’ é fatal como o destino. Agora a questão é se demorará mais de um ano a fazê-lo. Um aspecto muito divertido (tudo isto parece humor negro) é o queixume da lentidão da justiça por advogados e partes interessadas. Como se a demora nascesse de geração espontânea e não, tantas, vezes, das habituais manobras dilatórias das partes e seus advogados. Mas pelo que vou lendo por esses blogues fora, é melhor não ter opinião nem comentar casos judiciais (crime de lesa majestade no país do respeitinho), porque quem se atreve a ter opinião sobre o que se passou na sexta-feira, das três uma: é justiceiro, é ignorante, quer protagonismo. Por cá, continua a valer o Come e Cala.
O recurso não deve chegar à Relação antes do fim do ano. O MP tem meses para apresentar alegações, cabendo o mesmo prazo à defesa. Com férias judiciais (e algum eventual novo surto da pandemia) de permeio, tudo indica que só subirá à Relação de Lisboa em 2022.
Virar para a frente, neste contexto, significa o quê? Ter o Clube de Fãs dos Juízes com Apelido Rosa atrás? Não me parece boa ideia.
Era mais para o Anonimus. Parecia um aluno virado para trás em vez de estar com atenção ao quadro (com atenção aos políticos que estão no activo)
ou seja… na história recente da política portuguesa quantos políticos é que efectivamente “regressaram” depois de terem sido peças-chaves? Não foram com certeza muitos. Muito menos os que tiveram chatices. Eu não me lembro de nenhum para ser franco.
errata: peças-chave
“quem se atreve a ter opinião sobre o que se passou na sexta-feira, das três uma: é justiceiro, é ignorante, quer protagonismo.” Normalmente leram as 7.000 páginas. Eu não, por isso não tenho opinião. Excepto em três coisas: 1. Acho péssimo o acto de prisão de Sócrates com aviso prévio aos canais de TV, 2. Acho mal as fugas ao segredo de justiça, 3. Não gostei da entrevista de Carlos Alexandre a um canal de TV com indirectas ao caso Sócrates. Conclusão: tenho muito má impressão do Ministério Público. Sobre o resto, incluindo Ivo Rosa, nada opino. De momento, estou a ler o tal acórdão, já vou na página 9 e quando chegar à número 7.000 imitirei a minha opinião. Muito provavelmente neste blogue (calculo que no Verão do ano de 2037, sou um bocado lento).
“não se incomoda com a corrupção.” Íncomodo e muito. Que houve crime da parte do Ministério Público é óbvio e isso incomoda-me. São demasiado poderosos para nos metermos com eles? Não sei. “aplicar-se o método do doutor Salazar: censura aos jornalistas.” Francamente, não esperava esta de si (costumo ler o que escreve). Daqui a nada está a chamar-me negacionista ou fascista. Está na moda banalizar o holocausto e o fascismo. Vamos manter a discussão dentro da racionalidade? Nas redes sociais é possível manter a calma, apesar do que dizem delas.
Incomoda-se com a corrupção? Pois olhe, não parece. Surgiu aqui muito incomodado apenas com o Ministério Público e com os jornalistas.
Só à segunda, depois do que eu referi, é que mencionou a corrupção.
Nem parece incomodado com o facto de até o juiz Rosa ter considerado o arguido J. Pinto de Sousa corrupto. É um marco histórico. Pela negativa.
Se há coisa que me incomoda é isto. Estar comprovado que tivemos durante seis anos um primeiro-ministro corrupto.
Caro M. Freitas, vejo que estou face a uma pessoa intelectual e moralmente superior. Imagino que lhe devo reverência. Saio às arrecuas e a fazer vénias.
Mas antes de me ir, permita-me uma pequena maldade e uma nota.
Sendo um poço de defeitos, emito opiniões cheias de erros ortográficos. Ora, em solidariedade, peço que não deixe de me avisar em 2037 quando penetrar a sua opinião, sempre quero ver o que isso seja; não posso perder pitada.
A nota. Concordo consigo quanto à detenção nas televisões e ao segredo de justiça. O que não consigo é fazer de conta que nada se passou na sexta-feira. Nem, tenha paciência, achar que dez milhões de almas tenham de ler 7000 páginas para opinar sobre um caso de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, cujo protagonista principal por acaso até é um antigo Primeiro-ministro que, por acaso até levou o país à bancarrota. Isso sim é brincar com a tolerância e inteligência dos portugueses.
“Caro M. Freitas, vejo que estou face a uma pessoa intelectual e moralmente superior.” Claro. “Imagino que lhe devo reverência. Saio às arrecuas e a fazer vénias.” Vejo que tem sentido de humor. Eu também. Fartei-me de rir e acho que vale a pena frequentar as redes sociais. (Aqui para nós: olhe que sou mesmo importante. Se soubesse com quem está a falar….)
“Se soubesse com quem está a falar”. Isto resume parte da história da minha vida (e de muitos outros) nos últimos 20 anos. Por falar em resumo, assumindo o seu ‘sou mesmo importante’, à boa portuguesa e com grande lábia, meto já uma cunha: pode despachar-se a ler as 7000 mil páginas e fazer-nos o resumo, sff?
“pode despachar-se a ler as 7000 mil páginas e fazer-nos o resumo, sff?” D. Isabel: já lhe disse mais acima que estou a ler. Vai demorar um bocadito. Aliás, resumo já foi feito pelo Juiz Ivo Rosa. Eu tirarei mesmo consequências. E sabe que idade terei no ano que indiquei?
Com todo o respeito, nessa altura possivelmente rondará os 90. Mais uma razão para se apressar.
Mas face às decisões anteriores da Relação neste processo, já poderia tirar uma conclusão hoje, concedendo que Ivo Rosa extravasou as suas competências e tentou matar o processo à nascença.
E não seria crime manifestar perplexidade (à falta de desagrado declarado) pelo facto do antigo Primeiro-ministro cantar vitória após pronuncia do juiz de instrução por branqueamento de capitais e falsificação.
Ninguém lê 7.000 páginas de texto jurídico. Faz-se é aproveitamento irracional dos acontecimentos para a luta partidária. Eu também faço isso, como todos. E o populismo avança…Para muitos o que interessa é deitar os políticos abaixo. Um desabafo: querem pagar pouco aos políticos (ai deles se aumentassem os vencimentos neste momento) persegui-los com manifestações e buzinas e, ao mesmo tempo, reclamam políticos com elevada craveira. Isto não é contraditório? Se Ivo Rosa dissesse: não há provas disto e daquilo mas condene-se. Muitos rejubilariam.
Mega-processos com milhares de páginas que ninguém lê, centenas de vezes fotocopiadas. E ninguém fala das árvores assassinadas para que tantos quilos de papel andem de mão em mão.
“Rosa é o juiz preferido dos socialistas.” Bem, e dos que são a favor da separação de poderes. Os outros assinam uma petição que anda por aí.
É também o juiz preferido dos desembargadores da Relação, como se tem visto: as decisões instrutórias assinadas por ele chegam lá acima e são devolvidas à procedência, com veredicto oposto.
Felizmente há instâncias de recurso no poder judicial. Senão a “separação de poderes” era uma treta.
“Felizmente há instâncias de recurso no poder judicial”
De acordo com o que diz. Mas aquela petição…. francamente.
Sem sentido também.
Mas poucas coisas fazem sentido neste processo. Dois anos para produzir um despacho instrutório, haver só dois juízes neste tribunal, esses juízes detestarem-se sem sequer tentarem disfarçar, o despacho ser um libelo contra o MP em tom de ajuste de contas, o arguido Salgado acabar pronunciado só por “abuso de confiança”, o arguido Perna ser proporcionalmente aquele que sai mais maltratado deste despacho face aos crimes de que todos eram acusados…
Vai-se a ver e a culpa, em vez do mordomo, foi do motorista que servia de leva-e-traz.
E Zeinal Bava que destruiu a PT !
É tudo uma vergonha!
Segue recurso para a Relação de Lisboa.
Este processo está muito longe do fim.
Ainda bem que há instâncias de recurso senão lá teríamos de queimar o juiz na fogueira.
Rosa imitando Joana d’ Arc? Caramba, você anda melodramático. Será efeito secundário da vacina?
Entretanto, eis uma sugestão de leitura: dade/noticia/juiz-ivo-rosa-afronta-coleg as-conselho-superior-magistratura-195813 0
https://www.publico.pt/2021/04/12/socie
Já vi que você não gosta da queima, prefere o apedrejamento. Está com sorte Já tem cento e vinte mil calhaus para amandar.
Cá a gente é assim, quando o juiz diz coisas ca malta não gosta, corre com ele e mai nada.
Ou há justiça ou não há justiça. Isto aqui não há pão pra malucos.
Deixe estar, não leia.
A realidade é capaz de atrapalhar as suas teorias.
Mantenha-se assim, implacavelmente desinformado.
Para os que não são socialistas é rosa choque.
Em choque ficará Rosa quando a Relação anular o despacho que agora leu penosamente, com o País a escutar. 9-Ivo-Rosa-um-juiz-com-uma-relacao-dific il-com-a-Relacao-f6bcfd46
https://expresso.pt/sociedade/2021-04-0
Vamos aguardar serenamente.
Será que o juiz fez o despacho em cima do joelho sabendo que estava meio mundo com os olhos em cima dele?
É engraçado você não fazer uma critica sequer aos procuradores.
E não foi sempre assim que funcionou a justiça? Qual é a admiração agora?
Crítica aos sete procuradores envolvidos na investigação deste processo porquê? Foram eles que assinaram este despacho de instrução agora tornado público?
Não, mas foram eles com os seus atrasos e provas mal documentadas que permitiram ao juiz fazer aquela pronúncia. Eu não acredito que o juiz tivesse tomado aquela decisão de ânimo leve, tem de estar muito bem seguro para proferir aquela decisão.
Cada um acredita no que quer. lhe/relacao-de-lisboa-anula-despacho-de-i vo-rosa-na-operacao-marques al-da-relacao-revoga-despacho-de-ivo-ros a-nao-deve-contribuir-para-o-que-possa-p arecer-o-temor-do-seu-proprio-escrutinio/ dade/noticia/nove-decisoes-juiz-ivo-rosa-r elacao-anulou-dois-anos-1889963
Como a justiça não é questão de fé, eu prefiro factos.
E quando se fala no juiz Rosa, os factos são estes:
https://www.sabado.pt/portugal/deta
https://observador.pt/2020/10/13/tribun
https://www.publico.pt/2019/10/14/socie
Só é pena é que você só vá buscar os factos aos fazedores de factos.
Mas tem desconto porque isso deve ser um defeito profissional dos jornalistas.
Se a sua intenção é bater o recorde de comentários de um leitor num texto só deste blogue, está no bom caminho.
Pode continuar, sinta-se à vontade. Até tem piada. Fica-se a perceber melhor o que lhe toca a corda mais sensível…
Há quem não responda a provocações, não é o meu caso.
Não se acanhe. Antes comentar do que mercadejar, para usar a expressão de Rosa sobre o arguido J. Pinto de Sousa.
Eu sei que você gostava de estar na pele do juiz mas eu não tenho jeito para mercadejar.
Esta discussão faz-me lembrar a discussão no inicio da pandemia, você chamou-me tudo; desde negacionista a terraplanista, só porque tinha ( e tenho ) uma opinião diferente. Disse-lhe sempre que não era fundamentalista e que tinha algum conhecimento sobre desenvolvimento de epidemias. O tempo irá encarregar-se de me dar razão. Eu aguardo.
No caso do Sócrates é a mesma coisa. Você não consegue separar o seu ódiozinho de estimação de uma análise séria e isenta. É superior a si, eu compreendo. É típico de qualquer adepto de futebol; viver as discussões com emoção, no limite mesmo.
Caramba, você consegue mesmo “mercadejar” o socratismo mais rançoso. Capone também é um dos seus heróis?
Eu também só acredito em factos, e publicados nesses jornais. E o que é um facto é que o Sócrates tem estores na casa da Ericeira.
Agora é oficial: um primeiro-ministro corrupto esteve seis anos a mandar no País, levando-o à bancarrota.
Com a mesma leviandade com que gere as finanças pessoais. Vivendo em casa alheia sem pagar renda, gozando férias de luxo com o amigo a bancar.
A prova estava mal documentada? Eu não sei se estava. Sei que o Juiz declarou a maioria das provas como não-admissíveis, o que é estranho. Faz lembrar o outro amigo do Sócrates andava de tesoura na mão a recortar as que podiam ser admitidas e o video do Inglês do Freeport que primeiro dizia tudo mas depois não dizia nada.
Na verdade, nunca há provas directas de corrupção sem confissões. Ou seja, para cabeças como a de Ivo Rosa, a corrupção existe mas nunca conseguirá ser provada sem a delação premiada. E mesmo assim, será sempre possível aos advogados de defesa meterem notícias nos jornais para criar a impressão de que existe um tribunal de opinião pública (que não existe) para o Juiz ter ainda mais uma oportunidade de proteger o arguido da maldade instintiva do povo.
Você não sabe se a prova estava mal documentada, mas fica indignado por o juiz considerar a prova não-admissível.
Então quer dizer, para si o juiz pode ser incompetente, faccioso, seja o que for, mas os procuradores não. Os procuradores para si foram uns profissionais exímios.
Está bem feita essa análise, sim senhor.
Não falei em incompetência. Apenas disse que achava estranho que um conjunto de milhares de provas esteja todo mal como se isso tivesse sido obra de um só um indivíduo mal-intencionado. A equipa do procurador tem dezenas de pessoas que trabalham naquilo há décadas e essas pessoas estavam todas erradas, nenhuma delas percebeu a fragilidade das provas reunida em centenas de dossiers. Só o juiz é que percebeu que aquilo estava tudo mal e tudo prescrito — depois de andar a engonhar durante 3 anos à volta dos dossiers que afinal não tinham nada.
Nada disto lhe parece estranho? Você não vê aqui a inversão do ónus da azelhice? Eu vejo.
rosa, rangel , monteiro, nascimento , “foge fátinha”, a que faz de ministra da “justiça” herself…que galeria…
JSP
Noronha, Monteiro, Rosa – todos acabarão agraciados num Dia de Portugal qualquer.
É o país que temos.
De Direito só conheço aquilo que via no Perry Mason e o caso OJ, por isso vivo na expectativa de seguir a Operação Marquês à americana, com um tipo a desenhar cenas do tribunal, advogados a gritar “objection” e a fazer discursos inflamados, e um rol de provas físicas comprovadas ou desacreditadas por um conjunto de peritos mais ou menos credíveis.
Quando explodiu o Casa Pia, durante a fase de investigação (ou instrução, sei lá), era vazada informação de que existiam provas de tudo e mais alguma coisa; vídeos, fotos, mensagens (a combinar os “encontros”), só faltava uma peça de roupa com nódoa e adn suspeito como no Monicagate. Desta vez os meliantes não se safavam. Vai-se a ver, e todo o julgamento foi um desfiar de provas, “provas”, testemunhais, ouvi dizer, pareceu-me ver, acho que foi assim, já não me lembro bem mas disseram-me quem não foi esqueci-me, as tais “armas fumegantes”, não deram à costa. Isto para dizer que, para quem está habituado ao supra-citado Perry M, a investigação criminal em Portugal deixa muito a desejar.
Talvez não ajude esta mania dos mega-processos, o querer o tudo ou nada, o juntar, apensar, processos até o resultado ser um porradão de caixotes que resultam em acórdãos de 4 horas. Se calhar era melhor simplificar, e aqui entra o típico exemplo do Al Capone, se o possível for apanhar um meco por um crime menor, que seja.
Deste caso fica em concreto que andaram uns milhões a rodar para aqui (salvo seja, para aqui não entrou um tostão) e ali, sem que se saiba ao certo porquê.
Agora passará o país a discutir mais uma reforma de justiça, ou reformas, sendo que no fim tudo ficará na mesma.
Capone, com Rosa a instruir processo, safava-se na boa. Como decorre deste mesmo despacho, quando alude à fortuna que o arguido José P. de Sousa sonegou ao fisco.
A instrução à americana serve para fornecer aos jurados um conjunto de provas factuais que carecem apenas de interpretação para estabelecer o como e o porquê. Mas cá não é preciso instrução (nem jurados) porque a interpretação é feita previamente pelo juiz sobre a conduta dos polícias, dos procuradores, dos jornalistas e da sociedade em geral. O caldo que os advogados de defesa preparam desde o 1º minuto com a ajuda de programas de televisão como o Eixo do Mal que tem uma amostra de influencers que corresponde ao “pensar bem” da classe média (alta) urbana. É isso que no fim vai ser a “pressão” de que se fala.
No fundo está tudo errado. Estamos no país onde à partida sabemos que o empreiteiro e o gajo do banco vão aldrabar qualquer coisa e portanto é preciso conhecer alguém para fazer o favor de arranjar alguém que nos trate bem. Agora, tratar bem as pessoas porque isso é a coisa correcta e natural de se fazer — onde é que já se viu?? Tudo é cozinhado previamente. Nada é natural. Neste regime de funcionamento, só mesmo um terramoto 9 na escala de richter pode trazer justiça e igualdade de tratamento.
Capone, por cá, seria condecorado no 10 de Junho.
Que a Relação colocará os pontos nos ‘is’ é fatal como o destino. Agora a questão é se demorará mais de um ano a fazê-lo.
Um aspecto muito divertido (tudo isto parece humor negro) é o queixume da lentidão da justiça por advogados e partes interessadas. Como se a demora nascesse de geração espontânea e não, tantas, vezes, das habituais manobras dilatórias das partes e seus advogados.
Mas pelo que vou lendo por esses blogues fora, é melhor não ter opinião nem comentar casos judiciais (crime de lesa majestade no país do respeitinho), porque quem se atreve a ter opinião sobre o que se passou na sexta-feira, das três uma: é justiceiro, é ignorante, quer protagonismo.
Por cá, continua a valer o Come e Cala.
O recurso não deve chegar à Relação antes do fim do ano. O MP tem meses para apresentar alegações, cabendo o mesmo prazo à defesa. Com férias judiciais (e algum eventual novo surto da pandemia) de permeio, tudo indica que só subirá à Relação de Lisboa em 2022.
Quando acabarem de processar os recursos já vai o Eng. Sócrates em plena campanha via a ser eleito pela 2ª vez Presidente da República.
Isso não. Mas já será presidente vitalício da Associação dos Políticos Impolutos. E secretário-geral do Clube de Fãs dos Juizes com Apelido Rosa.
Não vai acontecer. Tal como Passos Coelho não vai regressar. Vá, agora virem-se para a frente 🙂
Virar para a frente, neste contexto, significa o quê?
Ter o Clube de Fãs dos Juízes com Apelido Rosa atrás? Não me parece boa ideia.
Era mais para o Anonimus. Parecia um aluno virado para trás em vez de estar com atenção ao quadro (com atenção aos políticos que estão no activo)
ou seja… na história recente da política portuguesa quantos políticos é que efectivamente “regressaram” depois de terem sido peças-chaves? Não foram com certeza muitos. Muito menos os que tiveram chatices. Eu não me lembro de nenhum para ser franco.
errata: peças-chave
“quem se atreve a ter opinião sobre o que se passou na sexta-feira, das três uma: é justiceiro, é ignorante, quer protagonismo.” Normalmente leram as 7.000 páginas. Eu não, por isso não tenho opinião. Excepto em três coisas: 1. Acho péssimo o acto de prisão de Sócrates com aviso prévio aos canais de TV, 2. Acho mal as fugas ao segredo de justiça, 3. Não gostei da entrevista de Carlos Alexandre a um canal de TV com indirectas ao caso Sócrates.
Conclusão: tenho muito má impressão do Ministério Público. Sobre o resto, incluindo Ivo Rosa, nada opino. De momento, estou a ler o tal acórdão, já vou na página 9 e quando chegar à número 7.000 imitirei a minha opinião. Muito provavelmente neste blogue (calculo que no Verão do ano de 2037, sou um bocado lento).
Você “acha” mal muita coisa.
Mas pelos vistos não se incomoda com a corrupção. Nem a mencionou nessa lista de temas que tanto o escandalizam.
Quanto às “fugas de informação”, pode sempre aplicar-se o método do doutor Salazar: censura aos jornalistas.
O respeitinho é muito bonito.
Os jornalistas da CMTV tem feito justiça, não largam os estores do Sócrates que andam para cima e para baixo desorientados.
“não se incomoda com a corrupção.”
Íncomodo e muito. Que houve crime da parte do Ministério Público é óbvio e isso incomoda-me. São demasiado poderosos para nos metermos com eles? Não sei.
“aplicar-se o método do doutor Salazar: censura aos jornalistas.” Francamente, não esperava esta de si (costumo ler o que escreve). Daqui a nada está a chamar-me negacionista ou fascista. Está na moda banalizar o holocausto e o fascismo.
Vamos manter a discussão dentro da racionalidade? Nas redes sociais é possível manter a calma, apesar do que dizem delas.
Incomoda-se com a corrupção?
Pois olhe, não parece.
Surgiu aqui muito incomodado apenas com o Ministério Público e com os jornalistas.
Só à segunda, depois do que eu referi, é que mencionou a corrupção.
Nem parece incomodado com o facto de até o juiz Rosa ter considerado o arguido J. Pinto de Sousa corrupto.
É um marco histórico. Pela negativa.
Se há coisa que me incomoda é isto. Estar comprovado que tivemos durante seis anos um primeiro-ministro corrupto.
Caro M. Freitas, vejo que estou face a uma pessoa intelectual e moralmente superior. Imagino que lhe devo reverência. Saio às arrecuas e a fazer vénias.
Mas antes de me ir, permita-me uma pequena maldade e uma nota.
Sendo um poço de defeitos, emito opiniões cheias de erros ortográficos. Ora, em solidariedade, peço que não deixe de me avisar em 2037 quando penetrar a sua opinião, sempre quero ver o que isso seja; não posso perder pitada.
A nota.
Concordo consigo quanto à detenção nas televisões e ao segredo de justiça.
O que não consigo é fazer de conta que nada se passou na sexta-feira. Nem, tenha paciência, achar que dez milhões de almas tenham de ler 7000 páginas para opinar sobre um caso de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, cujo protagonista principal por acaso até é um antigo Primeiro-ministro que, por acaso até levou o país à bancarrota.
Isso sim é brincar com a tolerância e inteligência dos portugueses.
“Caro M. Freitas, vejo que estou face a uma pessoa intelectual e moralmente superior.”
Claro.
“Imagino que lhe devo reverência. Saio às arrecuas e a fazer vénias.”
Vejo que tem sentido de humor. Eu também. Fartei-me de rir e acho que vale a pena frequentar as redes sociais. (Aqui para nós: olhe que sou mesmo importante. Se soubesse com quem está a falar….)
“Se soubesse com quem está a falar”. Isto resume parte da história da minha vida (e de muitos outros) nos últimos 20 anos. Por falar em resumo, assumindo o seu ‘sou mesmo importante’, à boa portuguesa e com grande lábia, meto já uma cunha: pode despachar-se a ler as 7000 mil páginas e fazer-nos o resumo, sff?
“pode despachar-se a ler as 7000 mil páginas e fazer-nos o resumo, sff?”
D. Isabel: já lhe disse mais acima que estou a ler. Vai demorar um bocadito. Aliás, resumo já foi feito pelo Juiz Ivo Rosa. Eu tirarei mesmo consequências. E sabe que idade terei no ano que indiquei?
Com todo o respeito, nessa altura possivelmente rondará os 90. Mais uma razão para se apressar.
Mas face às decisões anteriores da Relação neste processo, já poderia tirar uma conclusão hoje, concedendo que Ivo Rosa extravasou as suas competências e tentou matar o processo à nascença.
E não seria crime manifestar perplexidade (à falta de desagrado declarado) pelo facto do antigo Primeiro-ministro cantar vitória após pronuncia do juiz de instrução por branqueamento de capitais e falsificação.
Uma rosa, é uma rosa, é uma rosa.
Não te piques.
Abril, mês das flores. Rosa agora, cravo não tarda.
Ninguém lê 7.000 páginas de texto jurídico. Faz-se é aproveitamento irracional dos acontecimentos para a luta partidária. Eu também faço isso, como todos.
E o populismo avança…Para muitos o que interessa é deitar os políticos abaixo.
Um desabafo: querem pagar pouco aos políticos (ai deles se aumentassem os vencimentos neste momento) persegui-los com manifestações e buzinas e, ao mesmo tempo, reclamam políticos com elevada craveira. Isto não é contraditório?
Se Ivo Rosa dissesse: não há provas disto e daquilo mas condene-se. Muitos rejubilariam.
Mega-processos com milhares de páginas que ninguém lê, centenas de vezes fotocopiadas.
E ninguém fala das árvores assassinadas para que tantos quilos de papel andem de mão em mão.