Fatalismos históricos


enlil,

O sr. Manuel Loff é materialista dialéctico e também historiador, uma união com reputação de infalível, pelo menos desde 1871. Couraçado no sentido objectivamente desvendado da História, do qual tem a chave, o sr. Manuel Loff desmascarou o sr. Rui Ramos, historiador “neo-liberal” (se o sr. Manuel Loff diz que é, então é) mais as suas artimanhas no sentido de reabilitar o defunto e horripilante (digo eu que não sou nem materialista-dialéctico, nem neo-liberal, nem historiador – presumo) Sr. Salazar, Oliveira, de Sta. Comba Dão. Isto sucedeu nuns artigos do “Público” inacessíveis online (se alguém quiser dar uma ajudinha…)

Só que o sr. Rui Ramos não esteve pelos ajustes e, com a insolência dos vencidos da História, ousa defender-se aqui.

À liça acorreu também o sr. António Araújo, fautor do blog Malomil. Parece que o sr. Loff em tempos trocou e pôs ao contrário umas palavras de um texto dele, mudando-lhe de todo o sentido. Foi há tempo tempo, queixa-se o sr. Loff – historiador, recorde-se. E além disso – digo eu – um dialéctico, para mais materialista, tem todo o direito  de fazer da tese, antítese e vice-versa, se lhe apetecer, porque a síntese da História, essa já se sabe qual é.

Está armado o arraial. E embora eu não tenha jeito nenhum para prever futuros inevitáveis, embora temporaramente reversíveis, ia jurar que ainda vai haver quem diga que isto é uma conspiração.

9 comentários em “Fatalismos históricos”

  1. José Navarro, diga quais os “artigos” do Manuel Loff, publicados no Público, que lhe interessam. Talvez possa ajudá-lo.

  2. Escreve-se dialéctico em Portugal, Angola, Moçambique.
    O EC é um grafema da língua portuguesa – que existe também, em castelhano, francês, alemão e inglês.
    Parece que no Brasil, país muito culto, com 32 000 000 de famintos, 75% de analfabetos (4% em faculdades) se escreve “dialética”
    Não sendo o ilustre postador brasileiro, e não sendo de crer que atribua ao poder político democrático poderes sobre a ortografia, só se acreditar em várias coisas impossíveis antes do pequeno almoço, tais como esta expendida pelo passado ministro ribeiro a propósito da bizarria do «acordo» ortográfico e fraudes à lei subsequentes: «Só assim poderemos participar, e a nossa participação é essencial na criação de um estado mundial de ordem baseada no direito e de progresso», afirmou.»
    Bem dizia Malaca que não se tratava de linguística, que era só política.

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