Hum… aquele amor em letra de forma enchia-lhe o coração. Era um amor portátil, podia levá-lo consigo para todo o lado. E discreto, podia namorá-lo em qualquer circunstância. Não era carnal mas era táctil. E sobre todos os outros tinha a enorme vantagem de se poder ligar e desligar e até deixar em silêncio a qualquer momento. Na sua vida precisava de um amor assim: infinito, pelo menos enquanto durasse a promoção que oferecia mensagens gratuitas para outras redes.
Fast feelings
Teresa Ribeiro,

É verdade!
A maior vantagem deste “amor” reside precisamente na opção de poder ser colocado em silêncio, a qualquer momento.
Recordo-me de uma namorada que amei enormemente, rapariga detentora de enormes qualidades e… imensas capacidades, era enorme, grandíssima em tudo o que fazia, na forma como agia perante os maiores problemas. Maior, nos momentos íntimos de paixão, imensa nas ocasiões em que se proporcionava exteriorizar as suas imensas manifestações de carinho, infinitamente impossível de colocar no modo de silêncio…
Solução: cortar o fio de ligação à rede…
Deliciosos. Post e comentário. Também eu, como o Bartolomeu, conheci um amor assim. Só que o desgraçado posto em silêncio, encontrou forma de funcionar a pilhas. Que ele carrega. Uma desgraça…
;)))))))
A robótica conhece avanços inimagináveis. Helena!
;)))))))
Ahahahah! Mas que azar, Helena. Enfim, no amor a persistência também pode ter os seus encantos.
Amor sem rede – eis um bom título para um drama cibernético, Bartolomeu 🙂
Adoro o post! Revejo nele a minha relação com o IPhone : )
Nada como ter uma relação linda com o IPhone, Helena 🙂
A minha relação com o Iphone ainda não atingiu essa magnitude aqui expressada. Temo que, já tendo passado 1 mês possa estar a perigar o futuro desta relação. Entendo que as dificuldades nesta paixão estejam a ser criadas de parte a parte, embora jure que tudo tenha feito para que resulte( talvez não tenha sido o suficiente) .
Hoje mesmo apeteceu-me ir pô-lo a casa dos pais e desistir dele, ainda por cima com a relação passada ali tão á mão, adormecido sem carga na mesinha da entrada, a pedir colo.
Não sei que fazer.
Amantes do Iphone ajudem-me, devo continuar esta relação? tem futuro? ou voltar para o meu antigo amor?
Infinito até que a bateria durasse. Mas isso no fundo são todos, não só os portáteis.
As baterias carregam-se, Leonor. Mas este de que eu falo é infinito enquanto durar a promoção, o que piora um pouco as coisas.
que injustiça, ficou por dizer:
_Que bonito e emotivo texto.
Grata, senhora 🙂
Delicioso o teu texto, Teresa!
Afinal, é o encanto inigualável do que é efémero, não é? Olha o chato do coelho da Duracell… quem é que tem fôlego para um amor daqueles, que nunca dá um momento de calma? Livra! 🙂