Eu ouvi Ana Catarina Mendes dizer quais é que eram os critérios. E concordei. E compreendo perfeitamente que haja uma mescla de veterania, experiência e juventude. Mas é evidente que há escolhas que não têm nada a ver com os critérios enunciados, porque os maus resultados políticos, o rasto de desilusão, o serviço às mais diversas “coligações”, a defesa de interesses pessoais e de grupo em prejuízo da comunidade, a falta de visão política e a gestão local não recomendavam assomos à janela. Quanto mais a pretensão de lugares de proa.
Tenho pena que assim seja, mas reconheço que há um critério que continua a imperar e que foi o mesmo que os levou a apoiar todos os líderes anteriores e o actual sempre com a mesma convicção. E interesse. Falo do amiguismo. E por isso é que, perdoe-se-me a presunção, estou como o Jorge de Sena. Tenho imensas saudades do país, das gentes, dos amigos, da família, de todos vós. Do Portugal que suportam, não. E aqui, neste meu exílio voluntário, “é evidente que não alterei em nada a minha posição, nem a minha firmeza. Apenas cada vez melhor vejo as engrenagens da política, e desespero da incompetência, que vejo mais generalizada e prestigiosa“.
É a vida, eu sei. E com ela não me conformo. Mesmo longe.

O camarada Lello em que lugar está?
Entre o Passos Coelho e o Critérios. E a seguir vem o Marco António, o Macedo e o Relvas. Os jotinhas (e os palermas) andam sempre juntos.
Não desanime. Sonhar é preciso.
Um dia isto muda e a classe política vai melhorar um bocadinho – mudar mentalidades é coisa que acontece muito devagar.
Quem manda no país é quem muda de “campo”, quer é capaz de ver se ser através dos óculos partidários.
Grosso modo, quando um eleitor da esquerda muda para a direita, ou vice-versa, o seu voto vale por dois – quando a forças estão empatadas (50/50), com um eleitor que mude, o resultado altera-se muito (49/51 ou 51/49), passando a diferença de zero para DOIS.