Não há nada como um bom estampanço para o povo voltar à realidade. As fragilidades daquele grupo desconjuntado a que chamam selecção nacional são postas a nu de cada vez que tocam na bola. O jogo contra os EUA confirma a sofrível qualificação para o Mundial e a necessidade do treinador e dos jogadores começarem a frequentar barbearias para homens. Aquelas osgas que hoje se passearam por Manaus, com cortes de cabelo terceiro-mundistas e que só arrancavam quando um mosquito as estimulava, mostraram à evidência que uma equipa de futebol não se constrói na base de convicções e com afirmações patrioteiras e inconsequentes de orgulho nacional. Têm técnica, têm estatuto, têm chuteiras personalizadas, mas continua a faltar-lhes um bom barbeiro. Um tipo que lhes faça a barba e o cabelo numa cadeira das antigas, com uma tesoura bem afiada para lhes cortar as melenas da cagança, e que no fim lhes lave a fronha com aftershave tradicional, daquele com muito álcool que lhes faça arder a pele, antes de lhes esfregarem com um bom creme amaciador e os mandarem para a luta. Enquanto continuarem a tratar a selecção nacional e os seus jogadores como umas meninas finas de casa de alterne para empreiteiros ricos, dando-lhes lençóis de seda, oferecendo-lhes massagens e condescendendo com as suas birras, dificilmente farão na selecção nacional o que já mostraram ser capazes de fazer nos clubes. Por muito que treinem, se não houver um líder com coragem, com preparação, com visão e arrojo, é impossível construir o que quer que seja. Seja na Federação Portuguesa de Futebol, seja na selecção ou no governo do país. A sorte por vezes ajuda, mas é preciso ir buscá-la. E como milagres já não há, sugiro que quando despacharem o Paulo Bento comecem por arranjar um bom barbeiro, para homens, e que saiba de futebol para lhes ir dando umas sabatinas enquanto usa a navalha. Vão ver como eles crescem num instante.


Não é por aí. Em termos de penteados estapafúrdios e tatuagens pavorosas a selecção tuga está apenas em pé de igualdade com muitas outras.
Hino da selecção portuguesa para o Mundial2014:
http://www.youtube.com/watch?v=zy-gOf-_3 f4
Sim.
Uma valente derrota deveria mostrar quão longe se está da navegação certa.
Tiveram sorte suficiente para evitar a humilhação, conseguindo o empate, e continua o fandango do “acreditar”… porque sim.
A qualificação mostrou quanto esta equipa valia, foi apurada “à rasca”, com as pernas de Ronaldo, só que esse Ronaldo arrastava-se agora pelo campo.
Não chega.
É tempo da realidade ajudar a perceber o que foi alucinação e incompetência.
Quando cheguei do trabalho, o meu marido dormia no sofá da sala, com o jogo a passar na TV. Há uma primeira vez para tudo mesmo depois de quase 35 anos de casamento…
A porta está sempre aberta. Eles que venham 🙂