Falta de tudo


cadernoelastico,

José Sócrates é, possivelmente, o político mais mal-educado que alguma vez tivemos o desprazer de aturar. A entrevista a Maria Flor Pedroso, na Antena 1, elucida bem a pessoa intratável, arrogante e sem qualquer respeito que nos governou nos últimos quatro anos e meio. Não responde a perguntas directas, rejeita qualquer crítica. Por volta do minuto 16, chega a imitar a voz da jornalista, como uma criancinha mal-educada.

Sócrates obrigou-nos a um clima de total crispação, insuportável em momento de crise, quando precisávamos de alguma serenidade para importantes negociações. Felizmente, está quase a acabar este período de má memória.

 

O link está aqui, num texto de Carlos Botelho.

32 comentários em “Falta de tudo”

  1. Este ciclo político chegou ao fim, Ana. Não tenho qualquer dúvida – o ciclo político da primeira maioria absoluta socialista. De facto, como dizes, Sócrates “obrigou-nos a um clima de total crispação, insuportável em momento de crise”. Essa crispação, que ele induziu para colher dividendos políticos, tem vindo a virar-se contra ele, produzindo um efeito de ricochete que aparentemente foi incapaz de prever. Não por falta de aviso mas pela sobranceria que nele funciona como uma segunda pele.

  2. Tb. ouvi do princípio ao fim a entrevista de Sócrates a Maria Flor Pedroso.
    Sócrates comporta-se como um labrego.
    A entrevista é uma vergonha.
    Não compreendo como é que isto tem passado despercebido, sem ter dado uma grandecíssima bronca.
    Ou melhor, compreendo – a máquina silenciadora funcionou…

    1. Eu deixo-lhe o mesmo link, mas introduzido por um texto do FNV, votante no Paulo Mota Pinto em Coimbra. Se a alergia ao Jamais persistir (como eu a compreendo!), terá o gosto de ler um apoiante da MFL inteligente. Aproveite, porque, pela amostra, é um bem escasso.
      http://marsalgado.blogspot.com/2009/09/mesa-de-voto-ii-fiquei-social-democrata.html

  3. A entrevista de Flor Pedroso a Sócrates é mais um daqueles documentos onde se cava o fosso entre a sua frontalidade e a hipocrisia reinante na concorrência. Ele respeita a jornalista como 4º poder, por isso confronta-a com a sua responsabilidade, combate pela qualidade do acontecimento. Sócrates não quer ser amiguinho dos jornalistas, nem precisa que eles gostem de si. Santa impaciência que o faz tão transparente.

    É raro. E é por aí que há caminho.

  4. Reagindo pessimamente
    atingindo a má-criação,
    fica-lhe miseravelmente
    essa triste encenação.

    O tom azedo e mal-criado
    é uma imagem recorrente,
    de um político recriado
    num ambiente torrente.

    Feitos de pequenos nadas
    estas atitudes reprováveis,
    revelam posturas tisnadas
    indigentemente louváveis.

  5. Só agora ouvi a entrevista. É, de facto, bem reveladora do ‘animal feroz’ que perante a Ana Lourenço, com os focos da SIC em cima dele, aparece manso como um cordeiro mas no estúdio da rádio deita os dentes de fora, numa duplicidade difícil de entender (ou que se entende bem de mais se nos lembrarmos que a Antena 1 é uma empresa pública). Ele faz um esforço permanente para ser ele próprio a conduzir a entrevista, o que diz tudo sobre o estilo – e diz muito sobre a substância.
    Anotei a frase da Flor Pedroso – uma das melhores jornalistas especializadas em política da rádio portuguesa: “É a primeira entrevista que consigo fazer-lhe nesta legislatura mas com os Gato Fedorento foi logo à primeira”. (cito de cor). Também é interessante a réplica que Sócrates lhe dá: “Isso é o meu dever.” Foi aos Fedorentos ‘por dever’…

  6. Sócrates teve uma recaída, é certo. Não se pode fingir sempre… No entanto, comparado com MFL, é uma pessoa de educação esmerada. Não confundo a intratável arrogância de Sócrates com a falta de educação de MFL.
    Quanto a ler um post do Jamais, apenas digo… JAMAIS! A falta de educação que transparece na maioria dos posts tira toda a razão ao argumentário bíblico a favor da Santa da Ladeira.

    1. Não posso estar mais em desacordo contigo, Carlos. Uma coisa é educação e outra, muito diferente, é capacidade e habilidade política.
      Sócrates, de uma educação esmerada?? Tenta vencer as resistências e ouve esta entrevista. E depois diz-me se manténs essa opinião.

      1. Já ouvi a entrevista ontem, Ana. Um perfeito nojo, que revelou o Sócrates que conheço e não aquele que anda a vender uma nova imagem. Ontem teve uma recaída, sabe-se lá porquê…
        Claro que “a educação esmerada” é uma blague, mas quando se acusa Sócrates de ser mal educado ( e é), varrendo para debaixo do tapete a má educação, a falta de ética e de carácter de MFL que tem feito uma campanha asente na suspeição e no insulto gratuito, só me dá vontade de rir.
        Apesar de tudo, prefiro uma pessoa que já mostrou o que é, mas tem ideias ( de que normalmente discordo) a outra que não tem uma única ideia, apregoa virtudes que não tem e proclama princípios que não pratica, ergue a bandeira da verdade e faz política assente na mentira, no insulto e na calúnia.

    2. Então, ó Carlos, ainda aqui há uns dias dizia que no “Jamais” andavam todos em esforço risível e patético a defender MFL, aquando do debate com Sócrates, e agora diz que não lê posts do Jamais? Em que ficamos? Lê e acha que são todos risíveis? Ou não lê e são todos risíveis à mesma?

  7. “José Sócrates é, possivelmente, o político mais mal-educado que alguma vez tivemos o desprazer de aturar.”

    Anda pouco atenta a articulista. Alberto João Jardim, sabe quem é?

    1. Alberto João Jardim? O cúmulo da elgância e da boa educação! Há gente que adora os “Fuck them”, os gestos obscenos, ser acusada de inútil, de cubana e de parasita, mas indigna-se com uns corninhos do Pinho.
      Para certas pessoas tão exaltadas com MFL, a boa educação é também um exclusivo do laranjal. Como a verdade!

  8. Isso é que é aversão …!
    Porque não diz que nunca houve em Portugal um primeiro ministro mais perseguido .
    Talvez por ser um bom primeiro ministro e isso não interessar a muita gente e a muitos interesses.
    Quanto à falta de educação, bem prega frei Tomás…
    Para ser mal educado não é necessário dizer palavrões. Há atitudes ordinárias e essas nunca viu o primeiro ministro tomar.
    Agora, parece que os portugueses não estavam habituados a ver um governante fazer frente a certos grupos e grupinhos…

    [Error: Irreparable invalid markup (‘<br […] <a>’) in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

    Isso é que é aversão …! <BR>Porque não diz que nunca houve em Portugal um primeiro ministro mais perseguido . <BR>Talvez por ser um bom primeiro ministro e isso não interessar a muita gente e a muitos interesses. <BR>Quanto à falta de educação, bem prega frei Tomás… <BR>Para ser mal educado não é necessário dizer palavrões. Há atitudes ordinárias e essas nunca viu o primeiro ministro tomar. <BR>Agora, parece que os portugueses não estavam habituados a ver um governante fazer frente a certos grupos e grupinhos… <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Ficarama</A> a saber que este faz e faz muito bem e isso não tem nada de falta de educação. <BR>
      1. Nervoso, eu, João Carvalho ?
        Porquê ?
        Não tenho razões para tal.
        Já agora, e porque não é a primeira vez que sucede, porque é que sempre que eu respondo à Ana M. Craveiro é o João que vem à liça ?
        Não é que eu não tenha gosto de debater consigo mas acho estranho…
        Quanto ao resto, creia que estou calmíssimo, tais são as minhas certezas. Não sei se outros conseguem esta paz de espírito.
        Saudações..

        1. Que ingrato! Nem imagina a sorte de ter como interlocutor o João. Aproveite o sentido de humor e a inteligência. É o que eu faço, mesmo cheiínha de certezas.

          1. Maloud,
            ingratidão, nunca !
            Já é hábito esta troca de impressões com o João.
            Só que estava para perguntar isto há mais tempo e hoje veio a talhe de foice…
            Quer mais humor ?
            Saudações.

          1. João Carvalho,
            o defeito foi da máquina não do operador…
            Mas não levo a mal quando se mete comigo.
            Eu quando tenho oportunidade também não perdoo…
            As habituais saudações .

  9. Tantos patrulheiros por estas aguas… Tomara a nossa Marinha…

    Mas o que me intriga é:

    Se Sócrates perder as eleições, como é que o homem vai ganhar a vida ? Volta a fazer projectos para a Guarda ? Vive por conta da F. (Isso até explica a insistência nas Uniões de facto …) ?

    Sim, como que é que o homem vai ganhar a vida ?

    1. Julgo saber que terá o ordenado de deputado, para os alfinetes de gravata.
      E V. como é que ganha a vida? Vive à pala da “esposa”?

  10. Descreveu muito bem a coisa
    Se quiséssemos resumir numa frase a ‘ economia comum ‘ do sentimento eleitoral dominante seria assim mesmo: Ninguém mais o suporta. Acima de tudo queremos ver-nos livres deste homem. Dê por onde der, venha o que vier.
    O que não deixa de ser preocupante.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *