Bradley Mannings não será condenado a prisão perpétua, porém incorre numa pena de 136 anos. Extraordinário! A juíza que presidiu ao tribunal militar que julgou o soldado que filtrou centenas de milhares de ficheiros para a WikiLeaks foi no entanto magnânima: descontou-lhe 112 dias pelos oito meses em que esteve metido numa cela de 2×2,5 metros e sem janelas, com direito apenas a uma hora diária de recreio. Que humanidade! Mas o mais extraordinário é que o Governo dos Estados Unidos, que se mandou ao Iraque como gato ao bofe com base em mentiras e que vem recusando investigar alegações de tortura e outros crimes, tenha decidido processar Mannings por ter revelado provas de comportamentos de guerra criminosos.
Extraordinário!
modosdever,

Nesta matéria, e noutras, deles só se pode esperar tudo.
Pois é. Mas vemos, ouvimos e lemos e não podemos ignorar.
E fez bem, porque é formativo e informativo. Mas não creio que eles por lá estejam interessados em mudar, eles fazem a apologia da mudança, dos outros. Mesmo que tenham que cometer crimes.
Quando uma entidade ou grupo não reconhece os seus crimes, é uma entidade criminosa.
É nesse ponto que estão as coisas… a população está sequestrada por criminosos!
A única desculpa que usavam é que havia regimes piores… pois, isso era dantes, agora começa a ser difícil encontrar regimes que tenham tortura, prisões sem julgamento, assassinos impunes, etc… Faz pena, lembrando o que representou historicamente.
Percebo a sua ideia e revolta da Maia. Porém não estamos de acordo no ponto em que afirma que começa a ser difícil encontrar regimes como os que descreve. Infelizmente não é assim. Há muitos. Demasiados. E os que se acham exemplares são por regra os piores.
Claro, há pior, e os maus exemplos do topo copiam-se com facilidade. O problema é esse… quando os modelos do topo abusam em mostrar o lado perverso… sem guia moral, tudo se reduz a uma demonstração de força bruta.