São arcaísmos muito típicos da linguagem jurídica. “Foram presentes”, “aos 21 dias do mês de Maio”, “baixa dos autos”, “a rogo”, “lugares de estilo”, o magnífico “aos costumes disse nada”, etc. O interessante é que no que diz respeito à terminologia não conceptual, existe uma tremenda resistência à mudança. Age-se como se as palavras fossem fetiches e não pudessem sofrer uma actualização natural. Independentemente do sabor delicioso de algumas dessas expressões, sou absolutamente a favor do ajustamento da linguagem jurídica aos nossos tempos. O que entre outras coisas respeita um dos requisitos exigíveis, que é a clareza e facilidade na percepção do sentido das palavras pelos comuns mortais.
Homessa! Será presentes ao juíz? Compareceram? Ó língua tramada!
Calma, Blondewithaphd. Pode ser apresentados a tribunal, levados a tribunal, etc. Ou empurrados, ou puxados. Ou arrastados…
Essa expressão é uma autêntica prenda!
:))
É um dos disparates que mais se ‘democratizaram’ no chamdo ‘discurso comunicacional’ (outra expressão que detesto).
Assim de repente até parece pleonástica, não?
Pois…
São arcaísmos muito típicos da linguagem jurídica.
“Foram presentes”, “aos 21 dias do mês de Maio”, “baixa dos autos”, “a rogo”, “lugares de estilo”, o magnífico “aos costumes disse nada”, etc.
O interessante é que no que diz respeito à terminologia não conceptual, existe uma tremenda resistência à mudança. Age-se como se as palavras fossem fetiches e não pudessem sofrer uma actualização natural.
Independentemente do sabor delicioso de algumas dessas expressões, sou absolutamente a favor do ajustamento da linguagem jurídica aos nossos tempos. O que entre outras coisas respeita um dos requisitos exigíveis, que é a clareza e facilidade na percepção do sentido das palavras pelos comuns mortais.
Caríssima Chloé, faço minhas as suas palavras. Também eu “sou absolutamente a favor do ajustamento da linguagem jurídica aos nossos tempos”.