
Ao ler a edição desta semana (29/02/2020) interroguei-me sobre se andarão em autogestão.
No Expresso online temos lido de tudo e mais alguma coisa, mas ainda não me tinha apercebido verdadeiramente do rumo da edição em papel.
Desta vez, não bastava o título da primeira página, alarmista e descontextualizado, quase como que a deixar no ar a ideia de que há gente ansiosa para que comecemos a morrer com o COVID-19, quando me deparo com um artigo de George Soros, traduzido para português (página 5, Primeiro Caderno), que foi publicado online duas semanas antes (“Europe must recognize China for what it is”, Project Syndicate).
Talvez seja então a altura de passarem a quinzenário. Assim, se publicarem o velho e requentado ninguém estranhará a falta de actualidade. Ou a demora na tradução.
Se há coisa que me custe é assistir à morte dos jornais e revistas que sempre li.

Eu acho muito bem que o jornal publique na edição em papel um artigo de opinião que já publicou na edição online. Os leitores da edição em papel podem muito bem não ser leitores da edição online. Eu, por exemplo, costumo ler o Expresso em papel numa biblioteca pública, e nunca leio a edição online.
Ademais, o artigo de Soros não perdeu, nas duas semanas transcorridas entre as suas publicações online e em papel, qualquer atualidade nem qualquer importância. Não havia portanto qualquer razão para não o republicar.
Para vender, tem que fazer concorrência com o ultra marxista correio manhoso.
Um vírus em cima e um paquiderme com negócios de imobiliário em baixo. Toda a 1ª página é sobre doenças.