Expliquem-me devagar


Cristina Almeida,

Granadeiro queria comprar 30 por cento da TVI. O governo não deixou. A explicação veio de Sócrates: "É por causa de umas coisas que eu cá sei, para depois não virem dizer: ah, e tal…" (sic). Desiludido, como é natural, Granadeiro ataca… Manuela Ferreira Leite. Pois.

28 comentários em “Expliquem-me devagar”

  1. I Parte

    Habituados à promiscuidade
    nos negócios estatais,
    é formidável a acuidade
    para estes devaneios mentais.

    As cumplicidades silenciosas
    nos negócios estatais,
    incita a declarações capciosas
    e a outras coisas tais!

    O sistema apodrecido
    por ligações perigosas,
    tem sido amortecido
    por políticas fungosas.

    II Parte

    Já tínhamos um rendeiro
    com todo o seu sucesso,
    agora, surge um granadeiro
    de discurso tão possesso!

    No mundo empresarial
    deste país rectangular,
    com o devaneio sensorial
    a economia fica a cochilar.

  2. É o lado chato destas coisas em que o mercado e a política voltam a juntar-se. Granadeiro sempre foi favorável à livre concorrência, desde que a PT ficasse com o bolo de noiva e os outros com o pastel de nata. E dizem-me que também acredita na democracia, mas sem aquela chatice de haver oposição.

    1. “E dizem-me que também acredita na democracia, mas sem aquela chatice de haver oposição.”

      Pois é João, aí parece que está muito bem acompanhado por uma senhora, a tal que um belo dia num momento de epifania atirou: suspende-se a democracia por seis meses, e coisa e tal …:))) é como dizia alguém , “quando ela não pensa no que diz, é que diz o que pensa”

      1. Não estou particularmente ligado à senhora que refere nem ao partido que ela lidera, Ariel, mas parece-me ser justo repetir que a frase, infeliz embora, não foi bem assim.
        Ela disse qualquer coisa ligada ao facto de haver quem se desculpe com a resistência às mudanças para não concretizar reformas. E foi quando acrescentou que, se isso serve de desculpa, então teria de suspender-se a democracia para por seis meses para se proceder às reformas.
        Acho que foi mais isto. Alguém que me corrija, se eu não me aproximei da ideia original.

        1. João, eu também não sei ipsis verbis como foi, mas a ideia com que fiquei foi que ela disse… “então suspende-se a democracia por seis meses, faz-se as reformas, e depois regressa a democracia”. , se não me engano falava para empresários..O tema já tem barbas, e também já não interessa nada…:-)

          1. Ariel, penso que foi uma enormíssima ironia (mas percebo que a ausência de jogo histriónico não ajuda)

          2. É precisamente essa da “ideia com que fiquei” que está na base de certas campanhas…
            Mas, a quem escreve para ser lido, nem que seja na caixa de comentários de um blogue, é de exigir outro rigor.
            Aplauso, portanto, para João Carvalho.

          3. Sr. Berbigão, em matérias de rigor e de certas campanhas, estamos conversados. Basta dar uma breve olhadela ao jornal das 6ª feiras da tvi , só para citar o caso mais grosseiro. Mas cada uma come do que gosta. Uns gostam de berbigão, eu prefiro ostras. Para isso é que temos uma democracia, que a maioria dos comentadores não imagina sequer o que custou a construir. Em todo caso presumo que o João Carvalho não necessite que o defenda do meu comentário.

          4. Primeiro, não “estamos conversados”, parece-me óbvio.
            Segundo, não entendo o que lhe permite presumir a minha opinião sobre a TVI. Será mais uma “ideia com que ficou”, mas donde?

            Em tempo: também gosto muito de ostras e já comi das melhores do mundo… Precisamente nos melhores lugares do mundo para o efeito. Oxalá V. também.

          5. Ah, já me esquecia.
            Ao contrário do que parece sugerir, pertenço ao número de comentadores que sabem muito bem o que custou construir a democracia. Por participação directa, fica a saber.
            Espero que V. também tenha participado. A menos que não tenha idade para isso, claro.

          6. Estamos conversados sim, simplesmente porque eu não me interessa entrar em diálogo consigo. Tenho naturalmente esse direito. O blog não é seu e eu reservo-me o direito de dialogar com quem me apetece e não fui eu que o interpelei. Mas já que cometi o erro grosseiro de lhe ter respondido a primeira vez, vou concluir o meu raciocínio, reservando-me o direito de não voltar a dialogar consigo. Não presumi de forma alguma a sua opinião sobre a tvi , a qual verdadeiramente não me interessa para nada. Limitei-me de forma breve a dar um exemplo daquilo que para mim é “falta de rigor”. Não preciso de ser rigorosa num simples comentário opinativo que troquei aqui com um dos membros deste blog, e que pelos vistos tanto o impressionou. Perde o seu tempo. Os meus comentários não valem tamanho esforço. Quanto ao resto cada um sabe de si. Muito boa tarde.

          7. Algo a fazer, sim, Berbigão. Está a falar com uma senhora. Pode discordar. Podemos todos. Não deve é esquecer-se: está a falar com uma senhora.

          8. Caríssimo João, deixe lá isso. Já estou incomodada com esta cena em casa alheia. Afinal de contas se eu não tivesse cometido a imprudência de conversar com estranhos, (para mim naturalmente) nada disto teria acontecido. Agradeço muito a simpatia com que todos me recebem neste blog.

          9. Nada a agradecer, Ariel. Este espaço é também seu e de todos aqueles que o frequentam com tanta assiduidade. Afinal, encontramo-nos aqui quase todos os dias. E não é por obrigação, certamente.

      1. Granadeiro é um notável self made man cuja história me convence das suas altas capacidades pessoais, mas em que não sobressaem sinais alguns de grandeza (falo daquela grandeza que gostamos de acreditar que vem junto com a outra, a das aptidões invejáveis, mas que revertem só a favor do próprio).
        Pardo e cinzento até dizer chega…
        E a mim, que tenho um fraco congénito pela discrição, não me caem bem certos “self low profilers”, quando a coisa não encaixa completamente.
        Da Santa Madre Igreja, que o moldou, não me cheira que tenha tirado propriamente o melhor dos bens… porque o perfume que me chega é mais o da (grande) escola das eminências pardas.
        Um graaaande rato 🙂
        Interessante mesmo é saber que ligações seculares estarão escondidas debaixo das saias púrpura do poder…
        Quanto ao resto, mais uma para tramar Manuela. Estes tipos servem mesmo para isso

        1. Oh, Pedro,
          mais uma razão…
          Ainda existem, alguns, PSD’s que não são hipócritas .
          Embora filosoficamente socialista tenho grandes e bons amigos do CDS, PSD, PP e BE , mais os Alegristas e toda a gente que me merece consideração.
          Embora possa parecer não sou engajado.
          O que eu detesto em política é a hipocrisia.
          Por isso detesto e sou completamente ANTI-FERREIRA LEITE.

    1. Maçon? 🙂
      O espartilho dos partidos é muito apertado para esta gente. E às vezes (como no acontece neste caso) nem tão pouco precisam de se encaixar num.

  3. O mínimo que se pode esperar de alguém que vende verdade é que não seja mentirosa, mas Manuela Ferreira Leite foi mais longe, além de mentir insinuou que Henrique Granadeiro faltou à verdade. É muito feio mentir e ao mesmo tempo fazer os outros passarem por mentirosos.

    A verdade é que Manuela Ferreira Leite nunca foi nem será uma pessoa confiável, todos os meios lhe servem para atingir os fins.

    1. Às vezes dá jeito pensar duas vezes, Mariana. Tanto quanto sei, nem os mais aguerridos adversários da senhora são capazes de ver nela que «todos os meios lhe servem para atingir os fins». Pode ser um poço de defeitos, mas parece-me que combatê-la a partir desse pressuposto é capaz de ser como ir a jogo já derrotado à partida.

    2. Se há coisa de que MFL não pode ser acusada é dessa ambição cega e dessa falta de seriedade. Se assim fosse, muitos podres estariam já a ser descobertos na sua vida, como a alguns outros que não escapam à lupa dos media e dos opositores políticos.

      Como diz o João, convém pensar primeiro no que diz, Mariana. Ou ter provas que sustentem tão delirante e peremptória afirmação.

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