Expectativas


Teresa Ribeiro,

Onde é que Arménio Carlos quer chegar com estas declarações? Que é melhor os portugueses começarem a ir para a rua incendiar umas coisas? Quando é que estes senhores aprendem a pôr o interesse do país à frente das suas lutazinhas politicas e a ser responsáveis? Quando é que deixam de ser pequeninos?

17 comentários em “Expectativas”

  1. Cara Teresa:

    Eu sinceramente já não fico surpreendido com declarações deste tipo pois desde Junho e com a azia que provocou a muita gente a vitória do PSD e consequente governo de coligação, escolha da maioria dos Portugueses há por aí uns certos tipos que andam a tentar acender o rastilho da revolta o curioso é ver alguns que até Junho governavam este país metidos neste rol. Enfim.

    1. Senhor Carlos Dias Ferreira permita-me discordar em absoluto consigo, não acho que todos os que não partilham do seu partido politico andam a querer incendiar o País, talvez não devesse ser tão arrogante como o nosso ” Primeiro Piegas “, os portugueses dividem-se em dois, os bons que votaram nele e concordam com ele e os maus que não votaram nele e pelo jeito são os incendiários.
      Eu não votei nele, nem no PSD, como muitos amigos e conhecidos, jamais seriamos capazes de incendiar qualquer coisa. Veja lá se algum incendiário não será por exemplo cavaquista.

  2. Nem toda a gente está convencida de que estas medidas são boas.
    Nem toda a gente está convencida de que no fim dos sacrifícios não os espera apenas mais sacrifícios e o esqueleto de um país.
    Para esses, o interesse do país defende-se contestando, com os meios que se pode.

    1. Essa dúvida é comum a mais gente do que se calhar o l.Rodrigues supõe, incluindo gente que votou no PSD. Contestação? Pois sim, mas é bom que não se confunda contestação com violência gratuita. Essa, não duvide, é que não vai ajudar o país em nada.

      1. Não vejo nas declarações de Arménio Carlos nenhum apelo à violência gratuita. Dizer que o tempo dirá se a contestação atingirá os niveis da Grécia, (ou a sua expressão violenta) não o mesmo que desejar que tal aconteça.
        Por outro lado sejamos realista, se formos muitas centenas de milhar a protestar, é quase certo que alguns passarão das marcas. É uma realidade estatística e sociológica. Mas não é porque alguns exageram que o protesto é menos justo ou justificado.

  3. Teresa, de facto é estranho, não imagino que os portugueses conseguissem resolver a crise puxando por exemplo fogo ao mosteiro dos Jerónimos.
    No entanto concordo que os ” Arménios ” que existem espalhados por esse mundo fora, podem arrastar cabecinhas mais frágeis…

    1. Quem tem voz pública não pode por o jogo político à frente da consciência cívica. É muito fácil arrastar cabecinhas quando começa a faltar o dinheiro para o essencial, pois é.

  4. Mais uma vez a sindical se gaba de ter reunido muita gente. A manifestação foi um êxito, clamam.
    O êxito para eles está no número de pessoas que conseguem reunir e não nos objectivos que pretendiam obter. Mudou alguma coisa? Aumentou o salário mínimo? Foram devolvidos o subsídio de férias e de Natal? Vão ser descongelados os salários? Vai ser injectado capital na economia?
    Estiveram 300 000 velhos, ou sejam 0,03% da população. O governo pode dizer que tem o apoio de 99,07% dos portugueses, incluindo 100% dos jovens

    1. Exactamente por tudo isso que acabou de dizer, é que se calhar temos e deixar de contar cabeças e sim começar a contar distúrbios em larga escala.
      É essa arrogância que caracteriza todos os nosso governos.
      A prepotência de olharam para o Povo com desprezo e dizerem, eles ladram mas não mordem.
      Pará mim pouco me importa quem está no governo? Quero lá saber se é a ou b, se é do ps ou do psd.
      O que realmente me interessava era saber que quem lá estava o fazia por dedicação a um ideal, a uma causa. Por patriotismo.
      Mas não, os interesses são cada vez mais e obscuros.
      Só quando todos estivermos na lama é que se calhar alguns que ainda hipocritamente defende esta gente, se levantará e gritará bem alto, BASTA.
      Mas não acho provável. Quem canta de galo, está bem na vida e pouca ou nenhuma mossa a desgraça dos outros lhes fará. E com o mal do outros, podem vocês bem, não é?

    2. Rómulo,
      Primeiro, se não acontece em cinco minutos aquilo que se reivindica… segundo o meu caro, não vale a pena sequer reivindicar. É muito tristezinho… e serve aos de sempre.
      Segundo, estive lá… e trezentos mil velhos É O RAIO QUE O PARTA!
      Terceiro, a conclusão do “apoio” ao governo é apenas indigente.

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