Onde é que Arménio Carlos quer chegar com estas declarações? Que é melhor os portugueses começarem a ir para a rua incendiar umas coisas? Quando é que estes senhores aprendem a pôr o interesse do país à frente das suas lutazinhas politicas e a ser responsáveis? Quando é que deixam de ser pequeninos?
Expectativas
Teresa Ribeiro,

Muito bem, Teresa.
Cara Teresa:
Eu sinceramente já não fico surpreendido com declarações deste tipo pois desde Junho e com a azia que provocou a muita gente a vitória do PSD e consequente governo de coligação, escolha da maioria dos Portugueses há por aí uns certos tipos que andam a tentar acender o rastilho da revolta o curioso é ver alguns que até Junho governavam este país metidos neste rol. Enfim.
Senhor Carlos Dias Ferreira permita-me discordar em absoluto consigo, não acho que todos os que não partilham do seu partido politico andam a querer incendiar o País, talvez não devesse ser tão arrogante como o nosso ” Primeiro Piegas “, os portugueses dividem-se em dois, os bons que votaram nele e concordam com ele e os maus que não votaram nele e pelo jeito são os incendiários.
Eu não votei nele, nem no PSD, como muitos amigos e conhecidos, jamais seriamos capazes de incendiar qualquer coisa. Veja lá se algum incendiário não será por exemplo cavaquista.
Nem toda a gente está convencida de que estas medidas são boas.
Nem toda a gente está convencida de que no fim dos sacrifícios não os espera apenas mais sacrifícios e o esqueleto de um país.
Para esses, o interesse do país defende-se contestando, com os meios que se pode.
Essa dúvida é comum a mais gente do que se calhar o l.Rodrigues supõe, incluindo gente que votou no PSD. Contestação? Pois sim, mas é bom que não se confunda contestação com violência gratuita. Essa, não duvide, é que não vai ajudar o país em nada.
Não vejo nas declarações de Arménio Carlos nenhum apelo à violência gratuita. Dizer que o tempo dirá se a contestação atingirá os niveis da Grécia, (ou a sua expressão violenta) não o mesmo que desejar que tal aconteça.
Por outro lado sejamos realista, se formos muitas centenas de milhar a protestar, é quase certo que alguns passarão das marcas. É uma realidade estatística e sociológica. Mas não é porque alguns exageram que o protesto é menos justo ou justificado.
L. Rodrigues, não é preciso ir mais longe, atente no título.
Teresa, de facto é estranho, não imagino que os portugueses conseguissem resolver a crise puxando por exemplo fogo ao mosteiro dos Jerónimos.
No entanto concordo que os ” Arménios ” que existem espalhados por esse mundo fora, podem arrastar cabecinhas mais frágeis…
Quem tem voz pública não pode por o jogo político à frente da consciência cívica. É muito fácil arrastar cabecinhas quando começa a faltar o dinheiro para o essencial, pois é.
Mais uma vez a sindical se gaba de ter reunido muita gente. A manifestação foi um êxito, clamam.
O êxito para eles está no número de pessoas que conseguem reunir e não nos objectivos que pretendiam obter. Mudou alguma coisa? Aumentou o salário mínimo? Foram devolvidos o subsídio de férias e de Natal? Vão ser descongelados os salários? Vai ser injectado capital na economia?
Estiveram 300 000 velhos, ou sejam 0,03% da população. O governo pode dizer que tem o apoio de 99,07% dos portugueses, incluindo 100% dos jovens
Exactamente por tudo isso que acabou de dizer, é que se calhar temos e deixar de contar cabeças e sim começar a contar distúrbios em larga escala.
É essa arrogância que caracteriza todos os nosso governos.
A prepotência de olharam para o Povo com desprezo e dizerem, eles ladram mas não mordem.
Pará mim pouco me importa quem está no governo? Quero lá saber se é a ou b, se é do ps ou do psd.
O que realmente me interessava era saber que quem lá estava o fazia por dedicação a um ideal, a uma causa. Por patriotismo.
Mas não, os interesses são cada vez mais e obscuros.
Só quando todos estivermos na lama é que se calhar alguns que ainda hipocritamente defende esta gente, se levantará e gritará bem alto, BASTA.
Mas não acho provável. Quem canta de galo, está bem na vida e pouca ou nenhuma mossa a desgraça dos outros lhes fará. E com o mal do outros, podem vocês bem, não é?
E com o mal do outros, podem vocês bem, não é?
Se me inclui nesses “vocês”, entendeu-me mal.
Rómulo,
Primeiro, se não acontece em cinco minutos aquilo que se reivindica… segundo o meu caro, não vale a pena sequer reivindicar. É muito tristezinho… e serve aos de sempre.
Segundo, estive lá… e trezentos mil velhos É O RAIO QUE O PARTA!
Terceiro, a conclusão do “apoio” ao governo é apenas indigente.
O Sr. Arménio Carlos parece justificar possíveis erupções de violência em Portugal. Já na Síria, que está a ferro e fogo porque os esbirros armados da ditadura de Assad massacram há dez meses a população civil, o jornal do partido de que o Sr. Arménio Carlos chama às vítimas “grupos armados apoiados pelo imperialismo”.
http://www.avante.pt/pt/1993/internacional/1186 94/
Vá lá Pedrinho, não seja piegas.
Piegas é a tua tia, Assad.
ENDOIDOU………..aliás como o país no seu todo! Cada um à sua maneira.