(via Aventar)
O colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, já esteve no topo das melhores escolas portuguesas. E continua a ser um dos mais procurados por pais com posses acima da média que pretendem proporcionar boa educação aos filhos.
Acontece que, por estes dias, os anteriores níveis de excelência deste estabelecimento de ensino parecem pertencer ao passado. Uma escola que sabe educar e formar os seus alunos não propaga o anafabetismo funcional utilizando em textos informativos internos palavras como “excessão”, que não constam em dicionário algum – antes, durante ou depois da aprovação dessa “fraude” que é o acordo ortográfico de 1990, como lhe chama Inês Pedrosa na sua coluna de hoje no semanário Sol.
“Sintoma de uma época que despreza a memória e vive em esquecimento acelerado, este acordo ignora voluntariamente a história e o trajecto da Língua. É mais um passo no caminho do desprezo pela riqueza e pela força da Língua Portuguesa”, sublinha justamente a escritora no seu artigo. Os sintomas de analfabetismo funcional que se vão multiplicando à nossa volta são consequência directa desse “acordo” que propicia uma espécie de ortografia à la carte, em que a norma convive com o erro em grau crescente sem reparo nem sanção.
E como poderia ser de outra maneira se os erros mais escabrosos surgem com chancela oficial, estampados no Diário da República?

![excessc3a3o[1].png excessc3a3o[1].png](http://0.fotos.web.sapo.io/i/Bbb13531f/17819704_ycTDQ.png)
os anteriores níveis de excelência deste estabelecimento de ensino parecem pertencer ao passado
Tive recentemente oportunidade de visitar esse estabelecimento de ensino. Fiquei surpreendido com as salas de aula cheias de carteiras até bem lá ao fundo, muito longe já do quadro. Explicaram-me que as turmas têm em geral 30 alunos ou até mais. E as salas de aula estão, correspondentemente, a abarrotar.
Eu entendo apesar de não concordar. É o AO em toda a sua pujança, a subjugar alunos e professores. Quem aceitou o acordo como integrante curricular, tem que se reger por ele. Pode até detestar, mas a entidade patronal ( o Colégio neste caso) acatou a decisão do ministério. Ponto.
A minha filha lecciona nas mesmas condições.
Perdi as contas às vezes que tenho que escrever cartas/ mails formais, que lhe envio primeiro, para ela transfigurar no que esta gente quer, e que eu me recuso a escrever. Mas eu posso recusar.
Mas “excessão” é puro analf… pura iliteracia, Dulce. É uma escrita não autorizada por acordo algum e que mostra um desconhecimento total da etimologia e da memória histórica do vocábulo que se pretende escrever.
excessão, como aumentativo de excesso ? Eheheheheheheh
São educadores senhor, educadores…
É apenas para para demonstrarem que são mais abortistas do que o próprio aborto… tal como alguém foi mais «troikista» do que a «troika»… e deu no que deu… sem mais comentários…