“Os porcos são um autêntico mistério, é o que é, disse. O que é que uma pessoa consegue saber sobre um porco? Não muito. Ando a guardar porcos desde os meus tempos de catraio e nunca consegui chegar a percebê-los muito bem. E não tenho dúvidas que outros como eu tiveram a mesma experiência. Um porco é um porco. Pura e simplesmente. E é mais ou menos tudo que se pode o se pode dizer sobre ele. E são espertos, não penses que não. Espertos comó diabo. E não te deixes enganar por um que não tenha a pata fendida, porque esse é tão endiabrado comós outros.
Acho que os porcos são porcos e pronto, comentou Holme.”
Nas Trevas Exteriores, Cormac McCarthy.
Excerto de um diálogo inesquecível entre um porqueiro e o Culla Holme.

Vá lá, Patrícia, confesse: isto não é mais divertido do que Valter Hugo Mãe e Maria Teresa Horta?
E são bons para comer. Dantes só não se aproveitavam os ossos. Quando era puto, a seguir a uma matança em casa dos meus avós vinham sempre umas lentriscas grelhadas que eram uma delícia. Ainda o porco estava a ser desmanchado e já estava a ser comido. Uh!, que bárbaro! Mas era um convívio familiar maravilhoso…
Miguel, é um dos meus autores. Infelizmente, não entendo a literatura como “divertida”, mas deixe-se estar, concordamos que discordamos ou que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Bom fim-de-semana:)
Pois é, Simões, também me recordo, no Alentejo, em Moura, de muita matança de porco, para mim era um horror aquele som antes da morte, mas compreendo o que me escreve. Bom fim-de-semana:)
Eu sou um leitor menos exigente, só gosto mesmo da diversão.