Evidência


jmmcc,

O presidente do governo da Madeira distribuiu um extenso documento em que divulga informação para contrariar acusações de despesismo, toda ela traduzida em números. Parece que ele está um bocado perdido: qualquer documento exaustivo sobre anos de despesas só confirma o despesismo que se sabe. Mais ainda se tivermos em conta a reduzida população da Madeira e a diferença monstruosa da dívida per capita dos cidadãos nacionais e dos madeirenses.

Porém, há outro aspecto que o jurássico presidente não entendeu ao tomar a iniciativa de divulgar tamanha lista de números: toda a gente hoje olha de soslaio para qualquer número divulgado pelo dinossauro do Funchal. Por motivos muito evidentes.

14 comentários em “Evidência”

  1. João,

    1. O facto de ter sido reeleito nada mostra num país em que o povo gosta de rebuçado, e o líder para ser reeleito tem de dar rebuçado…

    2. O facto de ter sido reeleito é só critério de legitimidade mas não é de mérito ou de razão.

    3. Era o que mais faltava se nada tivesse sido feito.

    4. Tal como cá, nas autarquias, a praia artificial foi feita…

    5. Tal como cá a empresa pública foi feita, e o PS de lá bem sabe.

    6. A Assembleia Regional faz o quê?

    7. A PGR fez o quê? O crime de violação de normas de execução orçamental, a existir, estará prescrito quanto a factos ocorridos até 2006…

    8. Assim, o paleio da obra feita vale zero. Zero porque obra feita é dever em face do atraso das gentes da Madeira mas não é desculpa para o rei da banana se arvorar em rei Midas.

      1. vamos convocar a malta toda do contenente e os das ilhas, bora lá, eu alinho, todos á avenida da liberdade, dia…,ás…horas…

  2. “Mais ainda se tivermos em conta a reduzida população da Madeira e a diferença monstruosa da dívida per capita dos cidadãos nacionais e dos madeirenses.”

    Não há diferença monstruosa de dívida. Estão ela por ela.
    E quando os Municípios e Empresas Publicas entrarem nas contas não sei quem terá maior dívida per capita.
    É giro que agora não se fale de esconder dívida nas Empresas Publicas e Municipais para baixar o défice e não incluir a dívida nas contas.
    Só a Parque Expo como foi dissolvida implicou colocar os 300 milhões de Dívida nas contas do Estado.

    Aí para baixo está um texto a elogiar 100 milhões de poupança como se fosse muito…

    1. Mantenho o que escrevi, com base no que se sabe: há uma diferença monstruosa da dívida per capita dos cidadãos nacionais e dos madeirenses.

      Calculo que V. também mantenha o que já tem dito: se houver outras coisas mal, as coisas que se diz estarem mal passam a estar boas. Acho isto um bocado ridículo, mas não sou ingénuo: os dinossauros existem porque há sempre quem vote na sua conservação.

      Olhe, não se iluda. Num regime aberto, não é possível que alguém se conserve sem mácula no poder durante décadas. Não é possível nem saudável. Por isso, nem desejável. Tudo o que V. encontra de errado na política nacional estaria infinitamente pior se o poder não rodasse, acredite.

        1. Como sei que estamos entendidos e como V. sabe que, ao contrário de si, eu jamais defenderei Jardim apenas por haver outros responsáveis políticos que também não deverei defender, ficamos assim.

          1. Como é que eu estou a defender Jardim se estou a dizer que ele é igual ao PS, PSD continental?
            Você e os media lisboetas e portistas é que estão á procura de um bode expiatório.
            Para não se legitimar Jardim cada texto que fale de Jardim deve falar dos desmandos do continente.
            Esse texto eu não criticaria.

          2. Suponho que V. queria dizer ‘portuenses’ onde diz ‘portistas’.

            Sobre o essencial, V. incorre num erro fatal ao concluir que se está «á procura de um bode expiatório» ao apontar armas a Jardim, quando o procedimento deste «é igual ao PS, PSD continental» e aos «desmandos» destes.

            O seu erro explica-se facilmente: os partidos que têm governado o país e têm detido maiorias no Parlamento não andaram a esconder contas. A gente concorda ou discorda, mas os orçamentos e respectivos défices são conhecidos e suportados por essas maiorias.

            Espero que V. tenha agora entendido a diferença entre a gestão nacional pública (por muito deficiente que tenha sido, mas sempre visível e sucessivamente apoiada pelas maiorias) e a gestão regional à sucapa.

  3. Só quem, com a posição e a (i)rresponsabilidade dele e que tem (ou acha que tem) as costas quentes é que se pode dar ao luxo de, nas actuais ciscunstâncias, dizer:
    esta noite nem dormi por causa de…

    Não há pachorra e no entanto ele existe!

    Cumprimentos.

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