(Fotograf: Beat Mumenthaler, Schweiz)
“Há uma nova geração de judeus húngaros, que ele [Viktor Órban] não os ataca directamente, porque tem agora inimigos diferentes, que são os refugiados. Os refugiados são os judeus de hoje (…)” – Eva Koralnik, 82 anos, sobrevivente do Holocausto, tradutora em 1961 no processo de Eichmann, ontem, na Universidade de Macau

Compreendo Eva e as suas memórias, e devemos estar gratos pela preservação dessa memória.
Porém é necessário que a comunidade judaica da diáspora e a já autóctone se pronuncie sobre o apartheid que se vive em relação à Palestina bem como sobre a votação feita em 2018 no Knesset que pretende transformar a terra de Israel para um “povo eleito”.
Estou em crer que, sem um pronunciamento inequívoco em torno da realidade palestiniana, as memórias do holocausto e até mesmo da tentativa da shoah se esboroarão.
O fenómeno migratório que hoje se assiste por todo o mundo é essencialmente uma questão política que importa ser resolvida nos locais de origem com a boa vontade da comunidade internacional, em particular com o empenho daqueles países que mais se têm envolvido nos conflitos locais.
Você não aceita a autodeterminação dos Judeus. Onde é que isso o coloca?
No século XX, a autodeterminação dos judeus teve sua máxima expressão na reacção ocorrida no gueto de Varsóvia, Mila 18, isto é, antes mesmo da criação do estado de Israel. Portanto, coloca-me na Palestina para pressionar o estado de Israel a compreender que não podem existir mais guetos. Digo eu que desde o colo de minha mãe fui introduzido na problemática judaica.
São tantas as diferenças, que custa a aceitar a declaração.
João de Brito
Nem o Adão acredita!
João de Brito
A história repete-se, indubitavelmente repete-se.
E não me digam que na Europa existe apenas uma civilização. Não existe. Estaremos sempre divididos, como sabiam os romanos, como confirmámos na primeira cruzada, como reiterámos com o muro. Há na Europa civilizações que convivem bem com o autoritarismo e com os guetos. Há outras que não convivem bem com nenhum dos dois. Querer forçar uma Europa igual para ambos os tipos de civilizações é destinar a Europa a nova clivagem.
Não é apenas a transferência do objecto do ataque que está em causa na Hungria.
«Os refugiados são os judeus de hoje»?
Depende de que autênticos, ou alegados, refugiados se está a falar.
Alguns são, precisamente, judeus, que deixam a França e a Alemanha e vão para Israel por causa de sucessivos, crescentes, ataques – incluindo assassinatos – cometidos por muçulmanos.
Burra.
Boa parte dos refugiados odeiam os Judeus. Não sabe ela o que se passa em França por exemplo?
Ainda há pouco saiu um estudo da UE sobre o anti-semitismo na Europa.
O silêncio foi nos lugares habituais foi ensurdecedor.
A ordem de importância era assim:
Muçulmanos
Esquerda
Direita
Sim a malvada extrema direita tem menos expressão que os outros grupos tão elogiados pelos “humanistas”
https://www.tabletmag.com/scroll/277657/w hat-the-eu-survey-reveals-about-european-a nti-semitism